Faz um tempinho que eu ando pensando nisso,depois que umas das pessoas pela qual mais tenho apreço,me disse que preferia morrer ao invés de enfrentar certos problemas,certas dificuldades,sejam elas quais forem.
Acho que todo mundo,um dia já deve ter pensando como seria não existir em carne e osso.Eu acredito na vida após a morte.Mesmo sendo católica desde que nasci,e agora que minha mãe frequenta um centro espírita,aprendi muito mais sobre a vida após a morte.Mas não me contentaria com um pós,com o "não palpável".Acho que por pior que seja a vida neste plano,as coisas não podem acontecer de forma forjada,tem que ser ao natural,como escolhemos antes de (re)encarnar.
A morte nunca aconteceu próxima de mim.Digo,nenhum familiar próximo ou amigo meu a morreu e por isso,eu não sei o que é passar por essa,de fato.E nem gosto de imaginar alguns dos meus falecendo.Dos familiares,só de pensar na morte do meu avô,sinto um desespero e uma agonia sem fim.Dá vontade de sair correndo e abraçá-lo para nunca deixá-lo ir,principalmente quando ele diz que a hora dele está chegando,e todas aquelas coisas.
Aí,pela primeira vez,a morte de alguém que eu nunca tive contato pessoal na vida me acerta.Nossa!Logo num dia cinzento que já não começou muito bem...Aos 27 anos Amy Jade Winehouse morreu na madrugada de ontem para hoje.É,Amy não canta mais,pelo menos não mais aqui.
Apesar de sempre ter odiado fanatismo exagerado por qualquer artista ,ficar de luto quando morria,sofrer junto quando há problemas e tudo o mais seja ridículo,eu entendo que quando se gosta,não é necessário muito da outra pessoa para que você a idolatre,seja seu fã.Se me permite,eu e Amy tínhamos uma relação bonita e compreensiva.Apesar de não achar de maneira nenhuma "certo" ela se drogar,principalmente por questões amorosas,em suas letras,Amy deixava claro o quanto ele era importante para ela,o quanto seu amado era tudo que ela tinha,e veja só,Amy morreu além de tudo,de amor.
Não nego que fiquei chateada com essa péssima notícia.Amy sempre foi meu refúgio para qualquer dia,sendo eles bons ou ruins.É triste assim pensar numa "despedida" plausível que não soe como mais uma fã que agora que o artista morreu irá lembrar dele e fazer de sua memória um ritual sofrido e doloroso.
Amy merece ser lembrada da melhor forma possível.Com a forma física saudável,com aqueles lindos olhos verdes grandes e aquela voz,que particularmente,é a melhor que eu já ouvi.
De qualquer forma,obrigada por tudo!Descanse em paz Amy.
23 de julho de 2011
11 de julho de 2011
Pulga
21 anos completos,ela faz hoje.
Dos 21,4 anos ela foi minha e depois me deixou sozinha,assim como quem já planejara.
Câncer seu signo,o que mais poderia esperar?Já devia saber o que faria.
Fria,calculista.Agia apenas para seu benefício e me mostrava sinceridade apenas quando chorava por um,nunca por nós.Nas brigas,eu que abaixava a cabeça e dizia sim sempre.Até que meu nariz sangrou e o coração bateu por outro alguém também.Alguém que não era ela,não era 11 e sim o dobro,22.
Câncer!
A semana começa e termina assim.Não sei o que sentir.Estou incomodada!
Ela me deu parabéns e lembrou de mim nos 19 anos completos,com um dia de atraso,porque o orgulho é seu sobrenome.Mas lembrou de mim.E eu,que faço dela?
Penso em voltar atrás e lhe escrever uma carta.
Mas dizendo o que?
Ela não faz mais tanta diferença assim para mim.Ou pelo menos não devia fazer...
A trato como lembrança e um aprendizado engraçado.Graças a ela,eu aprendi a ter frases de impacto e a conhecer bem o horóscopo.
A culpa não foi nossa,e sim dos astros!
Te direi um parabéns para ser apenas mais uma.Deveria com o tempo ter criado certo receio,mas não dá,ainda temos alguma coisa,sabemos!Lembro de você sempre que posso e me esforço para não te esquecer como é.
É que a pulga,ah, a pulga de câncer me pegou,como você sabe que pegaria!
Dos 21,4 anos ela foi minha e depois me deixou sozinha,assim como quem já planejara.
Câncer seu signo,o que mais poderia esperar?Já devia saber o que faria.
Fria,calculista.Agia apenas para seu benefício e me mostrava sinceridade apenas quando chorava por um,nunca por nós.Nas brigas,eu que abaixava a cabeça e dizia sim sempre.Até que meu nariz sangrou e o coração bateu por outro alguém também.Alguém que não era ela,não era 11 e sim o dobro,22.
Câncer!
A semana começa e termina assim.Não sei o que sentir.Estou incomodada!
Ela me deu parabéns e lembrou de mim nos 19 anos completos,com um dia de atraso,porque o orgulho é seu sobrenome.Mas lembrou de mim.E eu,que faço dela?
Penso em voltar atrás e lhe escrever uma carta.
Mas dizendo o que?
Ela não faz mais tanta diferença assim para mim.Ou pelo menos não devia fazer...
A trato como lembrança e um aprendizado engraçado.Graças a ela,eu aprendi a ter frases de impacto e a conhecer bem o horóscopo.
A culpa não foi nossa,e sim dos astros!
Te direi um parabéns para ser apenas mais uma.Deveria com o tempo ter criado certo receio,mas não dá,ainda temos alguma coisa,sabemos!Lembro de você sempre que posso e me esforço para não te esquecer como é.
É que a pulga,ah, a pulga de câncer me pegou,como você sabe que pegaria!
4 de julho de 2011
Queda
Depois de esquentar o lombo com uma queda da cadeira giratória,eu senti o castigo,o verdadeiro castigo.Não venho sendo lá muito legal,porque adotei a política do "mim first".Eu não sou egoísta,não passo por cima das pessoas para conseguir as coisas que quero,nem tampouco faço de propósito as coisas para magoá-las.
Eu ando mais grossa,menos sorridente e culpo algumas pessoas por isso.Sinto raiva,quis até me vingar feio e friamente um dia desses,mas graças ao excelente namorado que eu tenho,consegui colocar a cabeça no lugar...
Aí vem a merda da culpa que bate depois.
Puts!Não é arrependimento,porque nos meus filminhos mentais eu não fiz nada tão grave assim.Mas isso seria o que então?
Começo a ter certeza de que é hora de rever alguns conceitinhos básicos.Coisa pouca,mas que precisa ser mudada.Não quero mais me sentir assim e ficar com um super ponto de interrogação na cabeça.Odeio não-respostas,mas ainda mais o "ser-sozinha" que acompanha essa revolta/mudança toda.Não posso me esquecer de que um "ser-tornado" devasta e dá medo.Começarei aos poucos,prometo mudar por mim e por nós.Mas não deixarei de ventar,isso jamais.
Eu ando mais grossa,menos sorridente e culpo algumas pessoas por isso.Sinto raiva,quis até me vingar feio e friamente um dia desses,mas graças ao excelente namorado que eu tenho,consegui colocar a cabeça no lugar...
Aí vem a merda da culpa que bate depois.
Puts!Não é arrependimento,porque nos meus filminhos mentais eu não fiz nada tão grave assim.Mas isso seria o que então?
Começo a ter certeza de que é hora de rever alguns conceitinhos básicos.Coisa pouca,mas que precisa ser mudada.Não quero mais me sentir assim e ficar com um super ponto de interrogação na cabeça.Odeio não-respostas,mas ainda mais o "ser-sozinha" que acompanha essa revolta/mudança toda.Não posso me esquecer de que um "ser-tornado" devasta e dá medo.Começarei aos poucos,prometo mudar por mim e por nós.Mas não deixarei de ventar,isso jamais.
28 de junho de 2011
Desafeto
Será que é ciúmes?
Eu estou me perguntando isso a alguns dias.Para ser mais exata desde que eu descobri a tal notícia.
Eu confesso que não gostei e que me senti traída.Traída sim porque eu detesto ser a ultima a saber das coisas,das coisas dela.Eu entendo e aceito que a vida está corrida,e que agora o sonho é pago com cada centavo reclamado e suado.Mas porque cair tanto no esquecimento assim?
Será que EU fiquei assim quando encontrei a minha tampinha?
Ora!
Estou chateada!
Quero não ficar lembrando disso e nem ficar revirando as coisas como se fosse um rato no lixo.
Restos.
Será que no final quem deixou migalhas no lugar do afeto fui eu?
Eu não faria isso,não fui eu!
Mas,o que será então?
Eu e essa mania chata de não largar mais.
Tudo passa,ela passou menos eu, e a falta do desafeto.
Eu estou me perguntando isso a alguns dias.Para ser mais exata desde que eu descobri a tal notícia.
Eu confesso que não gostei e que me senti traída.Traída sim porque eu detesto ser a ultima a saber das coisas,das coisas dela.Eu entendo e aceito que a vida está corrida,e que agora o sonho é pago com cada centavo reclamado e suado.Mas porque cair tanto no esquecimento assim?
Será que EU fiquei assim quando encontrei a minha tampinha?
Ora!
Estou chateada!
Quero não ficar lembrando disso e nem ficar revirando as coisas como se fosse um rato no lixo.
Restos.
Será que no final quem deixou migalhas no lugar do afeto fui eu?
Eu não faria isso,não fui eu!
Mas,o que será então?
Eu e essa mania chata de não largar mais.
Tudo passa,ela passou menos eu, e a falta do desafeto.
16 de junho de 2011
Incomoda muito mais
Tem tanta coisa entalada na garganta que eu não sei por onde começar. Talvez pelo mais óbvio e simples; o começo.
O começo disso levaria algumas horas e tempo eu não tenho porque o ponto em que eu desço está próximo. Qualquer razão lógica e com algum sentido para alguém que não seja eu,também me tomaria um tempo absurdo, e de quebra eu ainda receberia uma cara estranha de alguém que acha meu motivo supérfluo e por isso não o compreende.
Ora! Apenas digo que isso me incomoda de tal maneira que eu não sei lidar com isso. Assim, sem por quê, nem pra que.
O começo disso levaria algumas horas e tempo eu não tenho porque o ponto em que eu desço está próximo. Qualquer razão lógica e com algum sentido para alguém que não seja eu,também me tomaria um tempo absurdo, e de quebra eu ainda receberia uma cara estranha de alguém que acha meu motivo supérfluo e por isso não o compreende.
Ora! Apenas digo que isso me incomoda de tal maneira que eu não sei lidar com isso. Assim, sem por quê, nem pra que.
Interrogação
Respirei fundo.
A cabeça deu sinal de vida e latejou. O coração bateu mais devagar e as lágrimas me consumiram. Perdi a fome e a razão. Fiquei triste talvez sem saber o por que.
Senti um vazio e uma falta que escapavam de qualquer medida. Nada me fazia feliz e meus olhos inundaram. Decidi então fugir, mas não sabia para onde escapar.
A cabeça deu sinal de vida e latejou. O coração bateu mais devagar e as lágrimas me consumiram. Perdi a fome e a razão. Fiquei triste talvez sem saber o por que.
Senti um vazio e uma falta que escapavam de qualquer medida. Nada me fazia feliz e meus olhos inundaram. Decidi então fugir, mas não sabia para onde escapar.
Só mais uma qualquer
A beleza lhe era vital.
Tinha as bochechas bem coradas num traço horizontal. Se equilibrava num salto 15 enquanto os seios gelatinosos tentavam não pular da blusa. Era bonita e sabia. Sabia tanto que se enfeiava, era só mais uma.
Um dia, encontrou alguém que gostava do terracota e do sutiã 46 sem questioná-la muito. Sentia o peito arder e as mãos tremiam. Sentia amor na carne, mas ansiedade a fazia suar.
Largou aquilo então. Talvez tenha derramado uma lágrima,talvez um cilio a tenha incomodado. Não importava! Tinha os mais novos e belos Oxford da moda e sorriu. Ninguém veria seu coração partido.
Tinha as bochechas bem coradas num traço horizontal. Se equilibrava num salto 15 enquanto os seios gelatinosos tentavam não pular da blusa. Era bonita e sabia. Sabia tanto que se enfeiava, era só mais uma.
Um dia, encontrou alguém que gostava do terracota e do sutiã 46 sem questioná-la muito. Sentia o peito arder e as mãos tremiam. Sentia amor na carne, mas ansiedade a fazia suar.
Largou aquilo então. Talvez tenha derramado uma lágrima,talvez um cilio a tenha incomodado. Não importava! Tinha os mais novos e belos Oxford da moda e sorriu. Ninguém veria seu coração partido.
15 de junho de 2011
Doce
Ultimamente,depois do almoço a cabeça reclama e o estômago grita pedindo açúcar.Açúcar em forma de quadrado,redondo ou espatifada mesmo,como vier.Mas doce,bem doce!
A mania tinha ido embora quando as calças deram uma apertada,mas acho que nesse semestre,ela aprendeu a lacear,comigo.
O doce da vez foi um achado qualquer,daqueles que o pote na doceria fica na ultima prateleira e ninguém,ninguém dá valor.
Eu dei!
O doce era um daqueles de infância,que a gente nunca esquece sabe?Era aqueles de abóbora que agora vem em barras.Porque antes,eles vinham em forma de coração,e eu sabia distinguir exatamente qual era "original" e qual não era.Pois bem,me senti uma criança gordinha de oito anos que com apenas algumas moedas se divertia na doceria e ficava mais feliz com açucar.
Sai da doceria do lado do meu trabalho comendo o doce,o doce de abóbora que poucas pessoas (talvez ninguém) gostam e fui andando sentido centro.
O doce,era o mesmo daquelas tardes de brincadeiras solitárias e de quando enfim eu estava no fundamental.Aquele açúcar me arrastou para uma nostalgia sem fim,e eu fiquei triste,larguei o resto do doce e sentei na praça.O que quer que tenha acontecido comigo,me fez pensar bem na relação que o doce tinha e na que tem agora.Eu estava cansada,triste e precisava preencher aquilo com alguma coisa.O doce não me era mais satisfatório,e não me trazia mais alegria porque deixara de ser um prêmio e virara mais uma obrigação,mais uma!
Aquele doce companheiro virou amargo na minha boca.Senti raiva de mim,e do vazio que eu estava sentindo.Senti que o vazio era muito maior que uma compota e aquele bolo quentinho que sai do forno.
O doce que eu quero agora é diferente,não precisa ter açúcar mas eu ainda não sei o que é.Minha cabeça continua reclamando,mas agora quem grita sou eu...
A mania tinha ido embora quando as calças deram uma apertada,mas acho que nesse semestre,ela aprendeu a lacear,comigo.
O doce da vez foi um achado qualquer,daqueles que o pote na doceria fica na ultima prateleira e ninguém,ninguém dá valor.
Eu dei!
O doce era um daqueles de infância,que a gente nunca esquece sabe?Era aqueles de abóbora que agora vem em barras.Porque antes,eles vinham em forma de coração,e eu sabia distinguir exatamente qual era "original" e qual não era.Pois bem,me senti uma criança gordinha de oito anos que com apenas algumas moedas se divertia na doceria e ficava mais feliz com açucar.
Sai da doceria do lado do meu trabalho comendo o doce,o doce de abóbora que poucas pessoas (talvez ninguém) gostam e fui andando sentido centro.
O doce,era o mesmo daquelas tardes de brincadeiras solitárias e de quando enfim eu estava no fundamental.Aquele açúcar me arrastou para uma nostalgia sem fim,e eu fiquei triste,larguei o resto do doce e sentei na praça.O que quer que tenha acontecido comigo,me fez pensar bem na relação que o doce tinha e na que tem agora.Eu estava cansada,triste e precisava preencher aquilo com alguma coisa.O doce não me era mais satisfatório,e não me trazia mais alegria porque deixara de ser um prêmio e virara mais uma obrigação,mais uma!
Aquele doce companheiro virou amargo na minha boca.Senti raiva de mim,e do vazio que eu estava sentindo.Senti que o vazio era muito maior que uma compota e aquele bolo quentinho que sai do forno.
O doce que eu quero agora é diferente,não precisa ter açúcar mas eu ainda não sei o que é.Minha cabeça continua reclamando,mas agora quem grita sou eu...
5 de junho de 2011
Janela
Ela sempre se senta na janela a noite para olhar a cidade.
Olha para baixo,vê os carros passarem pequenininhos na avenida e se sente grande,mais importante que a dona que passeia com o cachorro.
Da janela ela tem uma vista melhor e fantasiosa da verdade,e se contenta.
A janela,aquele apartamento com um janelão na sala era tudo que ela precisava.O mundo podia desabar lá fora,desde que seu cachorro e seu companheiro estivessem ali dentro.
Olha para baixo,vê os carros passarem pequenininhos na avenida e se sente grande,mais importante que a dona que passeia com o cachorro.
Da janela ela tem uma vista melhor e fantasiosa da verdade,e se contenta.
A janela,aquele apartamento com um janelão na sala era tudo que ela precisava.O mundo podia desabar lá fora,desde que seu cachorro e seu companheiro estivessem ali dentro.
24 de maio de 2011
Às madrinhas,um adeus,nunca mais
Era tarde já,e depois de receber um convite por email de uma colega do colegial para seu casamento,fiquei pensando nas promessas que fiz quando era adolescente e me lembrei das minhas madrinhas...
Meu casamento seria ao ar livre e eu imitaria um,ou todos os casamentos dos filmes "teens" que eu via na época.Eu teria umas cinco madrinhas,mas duas em especial estariam ao meu lado todos os dias até o dia do casamento.Não seria difícil escolher essas duas porque elas já existiam e já conviviam.
O casamento seria sim um clichê,porque além de tudo eu era dramática,e o clichê combinava com o dramático.
Pois bem.Não cheguei a pensar com quem casaria se meu casamento fosse naquele momento.Acho que nada mais importava do que minhas duas madrinhas,minhas duas melhores amigas.
Nós passávamos tardes e virávamos noites olhando revistas e entrando de penetras em casamentos pela vizinhança.Nós ensaiávamos as danças,os discursos e até fizemos pequenos votos umas para as outras.Na falta de um garoto,casamos as três e vivemos assim até os dezesseis,dezessete anos...
Bom,era de se esperar que depois do colegial nós mudássemos,e não ficassemos mais vidradas em casamentos e todas aquelas coisas.
Eu fui a primeira a entrar num relacionamento sério e firme,a descobrir a faculdade e a perder o sono com provas finais e prazos.A do meio,já estava noiva e grávida do primeiro filho.Trabalhava,estudava a noite e se preocupava com fraldas e chocalhos.A mais nova,estudava ainda no cursinho e descobriu o amor cedinho cedinho,foi até de assustar!
mas um dia,sentadas na mesinha de centro,nós conversávamos e às vezes o silêncio se espalhava no ar e nós lembrávamos do colegial apenas e riamos,do que passou,não do que tínhamos.Vez ou outra uma comentava do trabalho,a outra do bebe e eu do namorado de longa data.Mas os assuntos não batiam,e eu me senti só,havia perdido as minhas amigas.Ou pior que isso,as únicas madrinhas de casamento!
Depois de ler o email,passar por quase dez anos em cinco minutos,olhei pela janela e parecia que estávamos no quintal de novo.Eu daria qualquer coisa para viver nossa união novamente...
Meu casamento seria ao ar livre e eu imitaria um,ou todos os casamentos dos filmes "teens" que eu via na época.Eu teria umas cinco madrinhas,mas duas em especial estariam ao meu lado todos os dias até o dia do casamento.Não seria difícil escolher essas duas porque elas já existiam e já conviviam.
O casamento seria sim um clichê,porque além de tudo eu era dramática,e o clichê combinava com o dramático.
Pois bem.Não cheguei a pensar com quem casaria se meu casamento fosse naquele momento.Acho que nada mais importava do que minhas duas madrinhas,minhas duas melhores amigas.
Nós passávamos tardes e virávamos noites olhando revistas e entrando de penetras em casamentos pela vizinhança.Nós ensaiávamos as danças,os discursos e até fizemos pequenos votos umas para as outras.Na falta de um garoto,casamos as três e vivemos assim até os dezesseis,dezessete anos...
Bom,era de se esperar que depois do colegial nós mudássemos,e não ficassemos mais vidradas em casamentos e todas aquelas coisas.
Eu fui a primeira a entrar num relacionamento sério e firme,a descobrir a faculdade e a perder o sono com provas finais e prazos.A do meio,já estava noiva e grávida do primeiro filho.Trabalhava,estudava a noite e se preocupava com fraldas e chocalhos.A mais nova,estudava ainda no cursinho e descobriu o amor cedinho cedinho,foi até de assustar!
mas um dia,sentadas na mesinha de centro,nós conversávamos e às vezes o silêncio se espalhava no ar e nós lembrávamos do colegial apenas e riamos,do que passou,não do que tínhamos.Vez ou outra uma comentava do trabalho,a outra do bebe e eu do namorado de longa data.Mas os assuntos não batiam,e eu me senti só,havia perdido as minhas amigas.Ou pior que isso,as únicas madrinhas de casamento!
Depois de ler o email,passar por quase dez anos em cinco minutos,olhei pela janela e parecia que estávamos no quintal de novo.Eu daria qualquer coisa para viver nossa união novamente...
11 de maio de 2011
Cabelo
Me deu uma vontade estranha de mudar justamente o cabelo,aquele parceirinho que desde que eu comecei a ter consciência sobre fios,eu tento deixar crescer.
Eu tenho um puta trauma de cabeleireiros,e confesso que faz um bom tempo que eu não deixo ninguém com uma tesoura chegar perto de mim.Eu mesma corto e recorto,pinto e tudo o mais.Mas de uns tempos para cá,me deu vontade de entregar esse cabelão,(digo isso porque esse é maior que já vi meu cabelo) para um profissional.Mas sem bagunça!Vou levar uma foto como modelo e quero que ele tire dois dedos apenas do comprimento,e dê uma "forma" pro meu cabelinho.Pode ser repicadinha,mas bem bonitinho,pra usar bagunçado até.Eu até pensei em largar o secador e ficar um pouco com o seco natural,mas eu ainda não estou preparada,de verdade.Acordar e não ter que pentear cabelo me faz muito feliz.Tem seus lados negativos,claro,mas por enquanto é isso que eu quero.Ah,esqueci que também quero pintar.Uma cor diferente dessa vez.Talvez eu volte para aquele loiro na parte de baixo,ainda não sei....
Estou decidida,e já sei até onde eu vou,quero um novo visual.Mas,só não consigo entender,donde veio essa vontade toda?
Eu tenho um puta trauma de cabeleireiros,e confesso que faz um bom tempo que eu não deixo ninguém com uma tesoura chegar perto de mim.Eu mesma corto e recorto,pinto e tudo o mais.Mas de uns tempos para cá,me deu vontade de entregar esse cabelão,(digo isso porque esse é maior que já vi meu cabelo) para um profissional.Mas sem bagunça!Vou levar uma foto como modelo e quero que ele tire dois dedos apenas do comprimento,e dê uma "forma" pro meu cabelinho.Pode ser repicadinha,mas bem bonitinho,pra usar bagunçado até.Eu até pensei em largar o secador e ficar um pouco com o seco natural,mas eu ainda não estou preparada,de verdade.Acordar e não ter que pentear cabelo me faz muito feliz.Tem seus lados negativos,claro,mas por enquanto é isso que eu quero.Ah,esqueci que também quero pintar.Uma cor diferente dessa vez.Talvez eu volte para aquele loiro na parte de baixo,ainda não sei....
Estou decidida,e já sei até onde eu vou,quero um novo visual.Mas,só não consigo entender,donde veio essa vontade toda?
4 de maio de 2011
Conceitos

Eu deixo de existir às vezes e começo apenas a pensar na vida,em mim,ao meu redor.Me dou conta certas vezes de que o desespero não é a melhor solução.Mas não ouviria esse meu conselho,pois o "desequilíbrio",é o que me mantém viva muitas vezes.Sempre vivi em picos,e isso nunca foi problema para mim,não sei,talvez sejam os conceitos...
Ontem,depois que eu encontrei o Roberto,eu percebi o quão feliz eu estou,mesmo com todas as divergências que eu encontro.Me sinto feliz por simples momentos,e por ter aprendido a ter e apreciar o pouco,quase nada.
É engraçado,mas eu amadureci com manha e carinho,com amor e algumas tardes de soneca no sétimo andar.
Claro que eu chorei,e claro que eu ainda tenho um longo caminho pela frente.Mas me sinto bem de ter coisas assim,tipo conceitos,tipo você.
30 de abril de 2011
Prometeu mais uma vez seguir sem olhar para trás.
Quantas vezes já havia feito a mesma promessa e nunca a cumpriu?
Dessa vez tinha sido diferente,e embora ela sentisse o estômago pular para fora,as mãos já não tremiam,e o coração disparou,mas voltou ao ritmo normal depois que a adrenalina passou...
Passou mesmo?
Por que essa vez era diferente de todas as outras?As palavras e os gestos eram os mesmos,sem maiores novidades,apenas um tabuleiro de um só,sem cadeira para os demais.
Mas,quem estaria disposto a esquecer os caprichos e deixar para trás os mimos e as coincidências mais banais do mundo?
Se dissesse que era falta de qualquer outra atividade,estaria mentindo.E mentia para si,não esquecera,nem esquecerá jamais,são coisas da vida!
(...)
Mas eu,ah,eu nunca estive em suas fotos e nunca dividi com você um copo de vinho.
Talvez não tivesse saco para isso,tinha muito coração...
Quantas vezes já havia feito a mesma promessa e nunca a cumpriu?
Dessa vez tinha sido diferente,e embora ela sentisse o estômago pular para fora,as mãos já não tremiam,e o coração disparou,mas voltou ao ritmo normal depois que a adrenalina passou...
Passou mesmo?
Por que essa vez era diferente de todas as outras?As palavras e os gestos eram os mesmos,sem maiores novidades,apenas um tabuleiro de um só,sem cadeira para os demais.
Mas,quem estaria disposto a esquecer os caprichos e deixar para trás os mimos e as coincidências mais banais do mundo?
Se dissesse que era falta de qualquer outra atividade,estaria mentindo.E mentia para si,não esquecera,nem esquecerá jamais,são coisas da vida!
(...)
Mas eu,ah,eu nunca estive em suas fotos e nunca dividi com você um copo de vinho.
Talvez não tivesse saco para isso,tinha muito coração...
27 de abril de 2011
fazer você sorrir
Você me olha nos olhos e diz a verdade, sente aquele frio na barriga, mas sempre acaba soltando aquele risinho, quando eu diminuo o olhar e faço cara daquele tal animal que gosta mais de carne do que a onça. Eu acredito em você, mesmo você não conseguindo ficar sério por muito tempo. Acho que estranho seria se você não sorrisse...
Quando eu choro, você não se desespera, e diz coisas boas e tão fáceis que minhas lágrimas caem ainda mais. Já esqueci toda a tristeza, agora me sinto uma tola.
Você me abraça e eu te mancho com água ou batom, você escolhe.
Você para o mundo, e me carimba com o seu cheiro. Pura tortura, mas eu gosto, e você sabe...
Ainda visitaremos Madri (sem a minha vontade) e iremos comer muito na França, antes de terminar o tour em Las Vegas, baby!
Eu amo você, e amo mais ainda quando você sorri, simples e verdadeiramente para mim...
Quando eu choro, você não se desespera, e diz coisas boas e tão fáceis que minhas lágrimas caem ainda mais. Já esqueci toda a tristeza, agora me sinto uma tola.
Você me abraça e eu te mancho com água ou batom, você escolhe.
Você para o mundo, e me carimba com o seu cheiro. Pura tortura, mas eu gosto, e você sabe...
Ainda visitaremos Madri (sem a minha vontade) e iremos comer muito na França, antes de terminar o tour em Las Vegas, baby!
Eu amo você, e amo mais ainda quando você sorri, simples e verdadeiramente para mim...
22 de abril de 2011
Anything
Sentou no para-peito da janela e admirou a lua que se escondia por trás das nuvens naquela noite,que deveria ser de outono.Não bebeu nada como de costume,e nem deixou-se abater pelo blues que tocava de fundo.Era feriado,e apenas os gatos estavam em casa,na rua.
Ela adorava metáforas e dava exemplos usando uvas e a luz do sol.Não era maluca,mas sabia que a sanidade não era o seu forte.Alias,ela nunca encontrara alguém que a fizesse mudar de ideia.Não precisava de muito,e o pouco que tinha a fazia admirar a lua em noite de feriado e imaginar o futuro...
Queria mesmo era poder esfregar as nuvens da bola branca e enxergar com mais nitidez o que vinha pela frente.Tinha pressa,mas a pele ainda quente a acalmava e a tirava de toda aquela loucura.
Dava tristeza quando uma nuvem maior vinha e acabava com aquela luz natural.Ela voltava a cabeça para baixo,e até sentia uma,ou três lágrimas escorrerem gelada para o canto da boca.
Não devia nada,e mesmo sentindo medo ela deixou estar.Estava escuro,a cidade estava vazia e a noite e sua pele estavam quentes.Nada de mais poderia acontecer.Pensou em mais uma metáfora e tudo bem,qualquer coisa valeria então...
Ela adorava metáforas e dava exemplos usando uvas e a luz do sol.Não era maluca,mas sabia que a sanidade não era o seu forte.Alias,ela nunca encontrara alguém que a fizesse mudar de ideia.Não precisava de muito,e o pouco que tinha a fazia admirar a lua em noite de feriado e imaginar o futuro...
Queria mesmo era poder esfregar as nuvens da bola branca e enxergar com mais nitidez o que vinha pela frente.Tinha pressa,mas a pele ainda quente a acalmava e a tirava de toda aquela loucura.
Dava tristeza quando uma nuvem maior vinha e acabava com aquela luz natural.Ela voltava a cabeça para baixo,e até sentia uma,ou três lágrimas escorrerem gelada para o canto da boca.
Não devia nada,e mesmo sentindo medo ela deixou estar.Estava escuro,a cidade estava vazia e a noite e sua pele estavam quentes.Nada de mais poderia acontecer.Pensou em mais uma metáfora e tudo bem,qualquer coisa valeria então...
16 de abril de 2011
Do contra!
Usa calça jeans,camisetas e blusas largas.Não se preocupa com maquiagem e a vaidade é colocada de lado de segunda à sexta a tarde.
Sono não está na sua lista de prioridade.Ou está?Dorme pouco,e quando pode dormir não dorme porque está sassaricando por ai fazendo qualquer coisa.Deve ser por isso,principalmente,que seu signo é macaco no horóscopo chinês.
Ela não come comida japonesa.Acha aqueles pratos nada apetitosos e usa um trauminha com brigadeiros para não experimentar o tal peixe cru e as algas.
Não rotula mais o pior e o melhor e isso irrita muito.Fez um trabalho em grupo durante a semana e falou demais,tanto que se tornou de esquerda.Pobre menina difícil de lidar,né?
Ela não usava dourado,e vivia cuspindo para o alto em relação a coisas do cotidiano.Não subestimava a si própria,mas duvidava de certas capacidades,de certos dons,tal aquele de não ter nenhum.
Achava que a inteligência não era válida se a pessoa não era esperta.Odiava mentiras mal contadas.Na verdade ela se chateava pela má explicação do que pela mentira.
Ela queria e não fazia,falava e não voltava atrás.Não sabia o que era passar vontade e a consciência pesava se ela ia contra o que o corpo gritava.Nunca aprendeu a rir baixo,mas sabia calar quando era preciso.Gostava de falar pelos cotovelos,mas aprendeu a guardar segredos,sem revelá-los a ninguém.
Não escondia nem a menina nem a mulher.Fazia um misto e se tornava diferente do padrão.Báh,padrões,regras!
Ela sempre foi do contra,e sabia que se em terra de cego quem tem olho é rei,ele não duraria muito tempo governando.Alguém furaria imediatamente seus olhos.
Sono não está na sua lista de prioridade.Ou está?Dorme pouco,e quando pode dormir não dorme porque está sassaricando por ai fazendo qualquer coisa.Deve ser por isso,principalmente,que seu signo é macaco no horóscopo chinês.
Ela não come comida japonesa.Acha aqueles pratos nada apetitosos e usa um trauminha com brigadeiros para não experimentar o tal peixe cru e as algas.
Não rotula mais o pior e o melhor e isso irrita muito.Fez um trabalho em grupo durante a semana e falou demais,tanto que se tornou de esquerda.Pobre menina difícil de lidar,né?
Ela não usava dourado,e vivia cuspindo para o alto em relação a coisas do cotidiano.Não subestimava a si própria,mas duvidava de certas capacidades,de certos dons,tal aquele de não ter nenhum.
Achava que a inteligência não era válida se a pessoa não era esperta.Odiava mentiras mal contadas.Na verdade ela se chateava pela má explicação do que pela mentira.
Ela queria e não fazia,falava e não voltava atrás.Não sabia o que era passar vontade e a consciência pesava se ela ia contra o que o corpo gritava.Nunca aprendeu a rir baixo,mas sabia calar quando era preciso.Gostava de falar pelos cotovelos,mas aprendeu a guardar segredos,sem revelá-los a ninguém.
Não escondia nem a menina nem a mulher.Fazia um misto e se tornava diferente do padrão.Báh,padrões,regras!
Ela sempre foi do contra,e sabia que se em terra de cego quem tem olho é rei,ele não duraria muito tempo governando.Alguém furaria imediatamente seus olhos.
11 de abril de 2011
7º andar
O ar estava de novo ligado e a agitação nesse andar tão calmo me pareceu estranha.
Uns meninos faziam bastante barulho e chamavam aquilo de trabalho.Eu entendi qual era a deles,e não dei sopa!Rodeei o lugar mais um pouquinho,disfarcei até que cheguei ao lugar desejado.
A sala era do jeito que eu queria e precisava.Os meninos agora riam alto,mas não me atrapalharam.Eu simplesmente me ajeitei aqui e ali e consegui achar o jeito certo,dormi.
Não lembro direito o que aconteceu.Achei que estava consciente,mas realmente só voltei à mim quando uma mensagem qualquer no celular fez muito barulho.
Uuurg!
A chuva caia lá fora e eu ouvi alguém mexer num molho de chaves e falar sobre o arco-íris...
Perdi mais uma vez a tal das sete cores.Quantas vezes já as perdi?
Coloquei na cabeça que dessa vez tinha sido por um motivo diferente e bom.Valeu a pena,ainda vale,né?
Uns meninos faziam bastante barulho e chamavam aquilo de trabalho.Eu entendi qual era a deles,e não dei sopa!Rodeei o lugar mais um pouquinho,disfarcei até que cheguei ao lugar desejado.
A sala era do jeito que eu queria e precisava.Os meninos agora riam alto,mas não me atrapalharam.Eu simplesmente me ajeitei aqui e ali e consegui achar o jeito certo,dormi.
Não lembro direito o que aconteceu.Achei que estava consciente,mas realmente só voltei à mim quando uma mensagem qualquer no celular fez muito barulho.
Uuurg!
A chuva caia lá fora e eu ouvi alguém mexer num molho de chaves e falar sobre o arco-íris...
Perdi mais uma vez a tal das sete cores.Quantas vezes já as perdi?
Coloquei na cabeça que dessa vez tinha sido por um motivo diferente e bom.Valeu a pena,ainda vale,né?
7 de abril de 2011
Parque,park
(...)
-Como você me pediria em casamento?
A pergunta surgiu no meio da multidão,disputando atenção com os carros e um senhor que anunciava o fim do mundo.
Andavam de mãos dadas,se mordiam e riam das saias mais curtas e das perninhas mais grossas.Sentiam o frio do Outono esvoaçar os cabelos e fazer gelar os braços.
Ele passou o braço por sua cintura,e fingiu não ligar para a tal pergunta que quase se perdeu pela cidade.Ela abaixou a cabeça e sentiu a mão dele apertar a dela.Eles pararam de frente um para o outro,e ele não disse nada,apenas a olhou.
Pareceu que não precisaria fazer nenhum pedido mais formal,pois naquele dia,com o vento geladinho do outono,e o fim do mundo próximo,eles disseram sim,e a cidade inteira parou para contemplá-los...
-Como você me pediria em casamento?
A pergunta surgiu no meio da multidão,disputando atenção com os carros e um senhor que anunciava o fim do mundo.
Andavam de mãos dadas,se mordiam e riam das saias mais curtas e das perninhas mais grossas.Sentiam o frio do Outono esvoaçar os cabelos e fazer gelar os braços.
Ele passou o braço por sua cintura,e fingiu não ligar para a tal pergunta que quase se perdeu pela cidade.Ela abaixou a cabeça e sentiu a mão dele apertar a dela.Eles pararam de frente um para o outro,e ele não disse nada,apenas a olhou.
Pareceu que não precisaria fazer nenhum pedido mais formal,pois naquele dia,com o vento geladinho do outono,e o fim do mundo próximo,eles disseram sim,e a cidade inteira parou para contemplá-los...
5 de abril de 2011
Dor nas costas
Um dia antes do aniversário de 46 anos,ela inventou de sair para dançar.
Dançou a noite inteira,embora sentisse os sapatos de bico fino apertar e os joelhos travarem.
Voltando para casa,ela se lembrou de um filme em que o rapaz carregava o espírito da namorada morta e perturbada nas costas.
Sentiu-se então mocinha;as costas doiam como nunca,e o medo daquele filme de terror dos anos 60 ainda a arrepiava a espinha...
Dançou a noite inteira,embora sentisse os sapatos de bico fino apertar e os joelhos travarem.
Voltando para casa,ela se lembrou de um filme em que o rapaz carregava o espírito da namorada morta e perturbada nas costas.
Sentiu-se então mocinha;as costas doiam como nunca,e o medo daquele filme de terror dos anos 60 ainda a arrepiava a espinha...
1 de abril de 2011
Carta
Me encontra aqui,exatamente onde eu lhe escrevi a primeira carta,onde tudo começou.
Se você tiver esquecido o caminho,eu sussurro as palavras e deixo meu perfume no ar.
Você ainda lembra de mim,não é?
Deixa essa raiva de lado e vem pra mim,te quero bem.Para de falar e começa a ouvir seus próprios conselhos.Me deixa livre,me deixa esquecer,mas não pare de lembrar de mim.
Há coisas minhas em você,mais do que você imagina.Não para,não pare e não esqueça!
Pega tuas provas e vem de encontro a mim.Você sempre soube onde me encontrar.E mesmo quando não estou debaixo dos teus olhos,continuo dominando seus pensamentos,controlando seus batimentos e até a sua respiração.
Você dorme,acorda e procura minhas cartas,meus rastros.Procura ver se rezei por você na noite passada,com quem eu andei bebendo ao som da nossa dança.
Você faz mix de sentimentos e tenta dar nomes a eles,mas sempre acaba citando meu nome.Nunca foi em vão e isso é o que te deixa pior.
Somos melhores que tudo isso...
E não demora,talvez já não tenha mais todo o tempo do mundo...
Se você tiver esquecido o caminho,eu sussurro as palavras e deixo meu perfume no ar.
Você ainda lembra de mim,não é?
Deixa essa raiva de lado e vem pra mim,te quero bem.Para de falar e começa a ouvir seus próprios conselhos.Me deixa livre,me deixa esquecer,mas não pare de lembrar de mim.
Há coisas minhas em você,mais do que você imagina.Não para,não pare e não esqueça!
Pega tuas provas e vem de encontro a mim.Você sempre soube onde me encontrar.E mesmo quando não estou debaixo dos teus olhos,continuo dominando seus pensamentos,controlando seus batimentos e até a sua respiração.
Você dorme,acorda e procura minhas cartas,meus rastros.Procura ver se rezei por você na noite passada,com quem eu andei bebendo ao som da nossa dança.
Você faz mix de sentimentos e tenta dar nomes a eles,mas sempre acaba citando meu nome.Nunca foi em vão e isso é o que te deixa pior.
Somos melhores que tudo isso...
E não demora,talvez já não tenha mais todo o tempo do mundo...
19 de março de 2011
Sobre a Brú
Essa homenagem é válida, pois estou no meu maior estado de graça,bem Jesus...Não encaixaria aqui se eu dissesse que amo todo mundo,mas a Brú é amada por mim,é sim.
Nós nos conhecemos muito por acaso. Ela com aquela cara fechada e medonha, eu com as minhas "zoações”, que de longe ainda a irritam muito.
Ela roe unha e sempre diz um "ai, chega!" quando a situação já está pesada demais. Bom, somos iguais em gênio, pensamos muito parecido, e até levantamos a sobrancelha de forma parecida quando estamos bravas. Eu, ela, o Alan e o Muri, sempre que estamos juntos nos reunimos e trocamos experiências de casais. Até eles, os meninos são iguais, é incrível!Ela é sincera e grossa. Preza pela sinceridade e não liga se vai machucar ou não, ela faz e fala!
Por falar em falar, com a Brú eu converso sobre tudo, sobre todos os assuntos sem me preocupar com isso e aquilo, sem ficar com receio dela sair por ai contando, ou fazendo mal juízo de mim.Eu confio na Brú,ela confia em mim.
Nós tivemos uma briguinha idiota a uns meses atrás,mas nada que não pudesse ser superado com uma conversa daquelas,só nossa.
A Brú me entende e nunca me deixa sozinha, nunca mesmo!Ela vai ser a minha primeira amiga a casar, tenho certeza.
E lá estarei eu no altar como sua madrinha, olhando seus olhos brilharem, morrendo de orgulho e vendo o Alan dizer no meio da tensão toda "abacate!".
Nós nos conhecemos muito por acaso. Ela com aquela cara fechada e medonha, eu com as minhas "zoações”, que de longe ainda a irritam muito.
Ela roe unha e sempre diz um "ai, chega!" quando a situação já está pesada demais. Bom, somos iguais em gênio, pensamos muito parecido, e até levantamos a sobrancelha de forma parecida quando estamos bravas. Eu, ela, o Alan e o Muri, sempre que estamos juntos nos reunimos e trocamos experiências de casais. Até eles, os meninos são iguais, é incrível!Ela é sincera e grossa. Preza pela sinceridade e não liga se vai machucar ou não, ela faz e fala!
Por falar em falar, com a Brú eu converso sobre tudo, sobre todos os assuntos sem me preocupar com isso e aquilo, sem ficar com receio dela sair por ai contando, ou fazendo mal juízo de mim.Eu confio na Brú,ela confia em mim.
Nós tivemos uma briguinha idiota a uns meses atrás,mas nada que não pudesse ser superado com uma conversa daquelas,só nossa.
A Brú me entende e nunca me deixa sozinha, nunca mesmo!Ela vai ser a minha primeira amiga a casar, tenho certeza.
E lá estarei eu no altar como sua madrinha, olhando seus olhos brilharem, morrendo de orgulho e vendo o Alan dizer no meio da tensão toda "abacate!".
16 de março de 2011
Sobre a saudade...
Olha,minha cara não disfarça,e eu já até queria um daqueles salsichinhas aqui comigo.
Está difícil só ter contato pela internet e comer cada vez menos comida e mais besteiras...
Estou com saudades de casa,da minha cama,da minha mãe,daquele seu bifinho,das conversas e de todo o resto,entende?
Claro que entende!
É tudo muito novo e bonito,mas o novo tem um preço,é sozinho...
Queria poder escrever mais,mas o tempo já acabou.Sinto saudades,apenas.
Está difícil só ter contato pela internet e comer cada vez menos comida e mais besteiras...
Estou com saudades de casa,da minha cama,da minha mãe,daquele seu bifinho,das conversas e de todo o resto,entende?
Claro que entende!
É tudo muito novo e bonito,mas o novo tem um preço,é sozinho...
Queria poder escrever mais,mas o tempo já acabou.Sinto saudades,apenas.
8 de março de 2011
Asas,heróis e calcanhares
Eu adoro as aulas de Estrutura de Roteiro e História da Arte.Elas me fazem viajar com seus mitos e contos.Me fazem perceber que por mais que milhões de anos tenham passado,ainda agimos,mesmo que "modernamente",como os Romanos e até mesmo os Egípcios.Nossas pontes,muros,tijolos,cadeiras,maquiagens tiveram início lá nos anos 500 A.C.
A professora Cláudia me ganhou no primeiro dia,quando me disse que fez o roteiro de "Mundo da Lua" e "Tv Crush",meus programas favoritos de infância.Mas foi na aula passada sobre a "Jornada do Herói" que eu me identifiquei.Acho que estou na profissão certa!
Fiquei pensando nos últimos acontecimentos que estou vivendo,e me senti em uma jornada,mas sem saber se sou o herói. Tentei achar um equilíbrio entre o bem e o mal e cheguei a conclusão de que sou boa demais para ser ruim,e ruim demais para ser boa.Peco por excessos,tanto os bons quanto os ruins.
Não podendo assim me colocar na pele da megera,ou da boa moça,me dou o papel de protagonista,o herói do filme de ação.
Ficaria imensamente satisfeita se tivesse sido designada a derrotar zumbis,super-bactérias e gênios do mal.Com direito a um final comum em que eu me sentisse mais poderosa e fosse dona de dois mundos.
Acho mais fácil produzir,dirigir,e fazer o roteiro de um filme...
Mais um excesso,mais um pecado!
Às vezes acho que deveria ter seguido os passos da madrinha,ou aquele sonho solitário de viver viajando por ai sem ninguém,sem raízes.
Uma vez,quando eu ainda era pequena,a tia Vera me disse que eu era um ser designado a viver sozinho,a marcar e ser marcado sem ter ninguém.Acho que ela acertou em partes.E talvez seja por isso também que minha mãe sempre me protegeu daquelas ciganas e magos eletrônicos.
Mamãe sabia dês de já que Deus não deu asas a cobra,mas lhe deu um belo par de calcanhares.
A professora Cláudia me ganhou no primeiro dia,quando me disse que fez o roteiro de "Mundo da Lua" e "Tv Crush",meus programas favoritos de infância.Mas foi na aula passada sobre a "Jornada do Herói" que eu me identifiquei.Acho que estou na profissão certa!
Fiquei pensando nos últimos acontecimentos que estou vivendo,e me senti em uma jornada,mas sem saber se sou o herói. Tentei achar um equilíbrio entre o bem e o mal e cheguei a conclusão de que sou boa demais para ser ruim,e ruim demais para ser boa.Peco por excessos,tanto os bons quanto os ruins.
Não podendo assim me colocar na pele da megera,ou da boa moça,me dou o papel de protagonista,o herói do filme de ação.
Ficaria imensamente satisfeita se tivesse sido designada a derrotar zumbis,super-bactérias e gênios do mal.Com direito a um final comum em que eu me sentisse mais poderosa e fosse dona de dois mundos.
Acho mais fácil produzir,dirigir,e fazer o roteiro de um filme...
Mais um excesso,mais um pecado!
Às vezes acho que deveria ter seguido os passos da madrinha,ou aquele sonho solitário de viver viajando por ai sem ninguém,sem raízes.
Uma vez,quando eu ainda era pequena,a tia Vera me disse que eu era um ser designado a viver sozinho,a marcar e ser marcado sem ter ninguém.Acho que ela acertou em partes.E talvez seja por isso também que minha mãe sempre me protegeu daquelas ciganas e magos eletrônicos.
Mamãe sabia dês de já que Deus não deu asas a cobra,mas lhe deu um belo par de calcanhares.
7 de março de 2011
Suja e só
“He’s holding my hands
He loves my hair and my smile,
But he needs to go
He lives here,but I’m not
The love is gone,gone…”
Cantarolava desafinado, porém fluente.
Aquele cantinho na janela nunca esteve tão solitário. A cidade parecia vazia,os ruídos que conseguia ouvir,eram parecidos com os que a agulha faz em atrito com o vinil;incomodava,mas ela sabia que a faixa 6 chegaria em breve.
Da janela, solitária, ela fumava um cigarro e bebia “sangue de boi”. Viu dois casais brigando a um raio de 2 metros, uma puta e um pastor idoso que acabara de lhe dar uma “lembrança”,uma nota simbólica de mil reis. O cachorro ladrava, e alguns gatos se esquivavam dos primeiros pingos d’água.
“He’s holding my hands
He loves my hair and my smile
But he needs to go
He’s still here, cause I’m not
Now,we both know,the love is gone,it’s done”
Ela olhou para trás,havia um estranho na cama. Estava como a cidade naquela noite,suja e só...
22 de fevereiro de 2011
Voltas
Eu antes não usava dourado,achava muito cheguei e que não combinava comigo.
Eu também achei que nunca fosse dormir com a janela aberta.
Já achei que seria uma hoteleira e uma enfermeira. Disse que não queria trabalhar em uma rádio,mas mudei de idéia.
Eu dei voltas,muitas delas. Sempre achei que minhas ideias e meus gostos não mudariam. Talvez por teimosia ou por ter medo de perder certas características...
Acho que cresci e aprendi a esperar meu mundo girar. Eu ainda morro de pressa,mas já não sou tão impaciente como antes.
Eu também achei que nunca fosse dormir com a janela aberta.
Já achei que seria uma hoteleira e uma enfermeira. Disse que não queria trabalhar em uma rádio,mas mudei de idéia.
Eu dei voltas,muitas delas. Sempre achei que minhas ideias e meus gostos não mudariam. Talvez por teimosia ou por ter medo de perder certas características...
Acho que cresci e aprendi a esperar meu mundo girar. Eu ainda morro de pressa,mas já não sou tão impaciente como antes.
Mais idiota!
Ela me respondeu novamente. Não o que eu havia retrucado, mas me respondeu com uma futilidade qualquer. Não entendia como ela não sentia nada por mim depois de tanto tempo. Tínhamos um relacionamento afinal,ela devia ser grata por isso!
Por não me conformar,fico indignada quando ela passa por mim e distribui aquela graça toda. Sinto ciúmes,e ela com aquele volume todo,sabe disso!
Gostaria aqui de não ter que admitir, nunca dar o braço a torcer. Lais com aquela ingratidão toda,era o grande amor da minha vida...
Merda! Depois de vários encontros e muita terapia,eu ainda estou amando essa mulher.
Por não me conformar,fico indignada quando ela passa por mim e distribui aquela graça toda. Sinto ciúmes,e ela com aquele volume todo,sabe disso!
Gostaria aqui de não ter que admitir, nunca dar o braço a torcer. Lais com aquela ingratidão toda,era o grande amor da minha vida...
Merda! Depois de vários encontros e muita terapia,eu ainda estou amando essa mulher.
19 de fevereiro de 2011
(...)
Sophie queria um conselho.
Ligou para Ana,Paula e Beatriz.
Paula estava dormindo e quase falou de um sonho estranho que estava tendo com Carlinhos.
Ana,estava ensaiando com o grupo e soltou uma de suas falas da cena:"Tudo que eu faço,ou falo torna difícil sua estadia nessa casa..." e desligou!
Beatriz até atendeu com entusiasmo,ouviu as três primeiras palavras e ficou de retornar.Ela não retornou...
Shopie olhou sua lista inteira de contatos e não achou mais ninguém que pudesse lhe dizer um "Oon amiga!"
Shopie fechou as janelas,da alma,e ouviu aquele que a colocara nessa situação.Ele fazia "tumtum" rápido e parava.Apertava,machucava e dizia nas entrelinhas do seu ritmo: "Não adianta,não sairei daqui..."
Ligou para Ana,Paula e Beatriz.
Paula estava dormindo e quase falou de um sonho estranho que estava tendo com Carlinhos.
Ana,estava ensaiando com o grupo e soltou uma de suas falas da cena:"Tudo que eu faço,ou falo torna difícil sua estadia nessa casa..." e desligou!
Beatriz até atendeu com entusiasmo,ouviu as três primeiras palavras e ficou de retornar.Ela não retornou...
Shopie olhou sua lista inteira de contatos e não achou mais ninguém que pudesse lhe dizer um "Oon amiga!"
Shopie fechou as janelas,da alma,e ouviu aquele que a colocara nessa situação.Ele fazia "tumtum" rápido e parava.Apertava,machucava e dizia nas entrelinhas do seu ritmo: "Não adianta,não sairei daqui..."
17 de fevereiro de 2011
Clara,de pele e de alma
"Seu nome será Clara,você será livre e feliz,assim como tem que ser."
Disse Izabel antes de colocar ao mundo Clara,a menina pássaro.
Clara era uma garota independente,nasceu livre e livre viveu assim,por um bom tempo.
Seus cabelos louros eram lisos e rebeldes,e diferente não podia ser.Seus olhos eram curiosamente escuros e grandes,sinceros e brilhantes.Tinha as pernas finas e magrelas,era alta e chamava a atenção.Era diferente de todas as garotas do último ano do colegial,mas sem dúvida,Clara era a mais especial.
Clara era clara,de pele e de alma.Era tão transparente que dava para ver seu coração do lado de fora do peito,assim,bem nítido.Todos a amavam,mas ninguém conseguira fazer seu coração sumir,ficar guardadinho no peito.
Clara voava ao andar.Fazia o pátio ficar pequeno quando batia suas asas e alçava vôo,fazia sombra no meu corpo e me encantava de longe,sem nem me ver.Um dia,sussurrei seu nome,como um pensamento e ela me ouviu.Olhou lá de cima para mim e derramou um sorrido sobre minha face tapada pelo seu corpo.Acho que a vi voar mais baixo,mas não sei dizer...
Num dia,choveu muito e o pátio ficou cheio de água,quase nem dava para passar.Clara,pela primeira vez estava no chão entre as meninas e olhou para mim sorrindo,daquele mesmo jeito de quando estava voando.Olhei para seu peito branco e vi seu coração acelerar,ela não o escondeu porque jamais faria isso.
Nessa mesma hora,como mágica o céu se abriu.Clara pegou minha mão e me levou junto em seu vôo,nas asas da liberdade.
Já não via mais seu coração,mas o sentia bater quente e forte junto ao meu.
Clara voava agora mais baixo,mas nunca mais me deixou colocar os pés no chão.
13 de fevereiro de 2011
Completos
E tá que mais um ano foi completo,e outro está começando de novo...
Tive o melhor aniversário de todos,foi moderno e diferente de tudo que eu já fiz nesses anos todos.Juntei alguns amigos,aqueles que mais importavam,e fomos pra um barsinho bem gostoso e exótico.
Não teria feito nada disso,se não fosse meu excelentíssimo namorado,e meus amigos mais próximos e verdadeiros.
Passei o final de semana cercada por boas energias e desejos sinceros de pessoas que realmente gostam de mim.Recebi presentes não-materias inexplicáveis,perfeitos!
(...)
Bom,eu ainda não aprendi a não gargalhar dentro do ônibus,a controlar meu gênio,minhas manias,meus desejos,a não ser tão impulsiva e a não ligar taaanto assim para o que os outros pensam.Aprendi sim outras coisas muito mais importantes,descobri valores e sentimentos que eu achava não existir dentro de mim,nos outros.
Estou feliz por mais esse ano de vida,por mais essa festa que foi comemorada.Amanhã,iniciarei de verdade meu último ano teen...Já estou sentindo saudades de certas coisas,já ouço algumas canções e vejo portas se abrindo.Tudo virá!
Basta eu nunca esquecer que a vida até parece uma festa...
Feliz (hoje e sempre) Aniversário.Que essa data se comemore por anos e anos,e que em cada dia,o brilho nunca se apague.
Um viva à mim,
Um viva a nós,ao que importa e a vida,tin-tin!
Tive o melhor aniversário de todos,foi moderno e diferente de tudo que eu já fiz nesses anos todos.Juntei alguns amigos,aqueles que mais importavam,e fomos pra um barsinho bem gostoso e exótico.
Não teria feito nada disso,se não fosse meu excelentíssimo namorado,e meus amigos mais próximos e verdadeiros.
Passei o final de semana cercada por boas energias e desejos sinceros de pessoas que realmente gostam de mim.Recebi presentes não-materias inexplicáveis,perfeitos!
(...)
Bom,eu ainda não aprendi a não gargalhar dentro do ônibus,a controlar meu gênio,minhas manias,meus desejos,a não ser tão impulsiva e a não ligar taaanto assim para o que os outros pensam.Aprendi sim outras coisas muito mais importantes,descobri valores e sentimentos que eu achava não existir dentro de mim,nos outros.
Estou feliz por mais esse ano de vida,por mais essa festa que foi comemorada.Amanhã,iniciarei de verdade meu último ano teen...Já estou sentindo saudades de certas coisas,já ouço algumas canções e vejo portas se abrindo.Tudo virá!
Basta eu nunca esquecer que a vida até parece uma festa...
Feliz (hoje e sempre) Aniversário.Que essa data se comemore por anos e anos,e que em cada dia,o brilho nunca se apague.
Um viva à mim,
Um viva a nós,ao que importa e a vida,tin-tin!
7 de fevereiro de 2011
Shuu!
Eu sei,não é certo!
Eu não deveria investigar,e querer ser adiantada como sempre.
Vou relaxar,desta vez.Aos poucos!
Não pegarei pesado,pois você sabe que meu coração jamais aguentaria o tranco.
Ah,eu me cocei demais,eu quase enruguei e você sabe disso.
Surpresa!Quase surpreendi.
Guardei algumas cartas na manga,deixei outras em cima da mesa sabendo que você as pegaria.
Não faço por maldade,mas você me conhece...
Eu morrerei pela boca,com as mãos atadas.Será meu maior castigo,mas você sabe que eu mereço isso.
Eu não deveria investigar,e querer ser adiantada como sempre.
Vou relaxar,desta vez.Aos poucos!
Não pegarei pesado,pois você sabe que meu coração jamais aguentaria o tranco.
Ah,eu me cocei demais,eu quase enruguei e você sabe disso.
Surpresa!Quase surpreendi.
Guardei algumas cartas na manga,deixei outras em cima da mesa sabendo que você as pegaria.
Não faço por maldade,mas você me conhece...
Eu morrerei pela boca,com as mãos atadas.Será meu maior castigo,mas você sabe que eu mereço isso.
1 de fevereiro de 2011
Ultimo Teen
Eu guardaria esse post para a meia noite do dia 13 de Fevereiro de 2011,mas achei melhor acabar logo com o "crítico" e deixar o absoluto,sem neuras para depois.
Gostaria de ter as palavras exatas para descrever o que eu sinto toda vez que o dia 13 se aproxima.Mais do que todas as minhas crises de existência,que coincidentemente ou não aumentam ainda mais nessa época do ano,eu realmente sinto uma mudança,mesmo que imperceptível .É nessa hora que eu paro para pensar no que eu fui,no que eu fiz,no que eu sou,e no que eu quero ser.
Meu visual mudou,isso até eu tive que admitir e aprender a admirar.Antes,meu look "jeans,camiseta e tênis" era o suficiente.Não precisava estar em cima de um salto para me sentir bem.Me cuidava sim,com muita vaidade,mas achava que essas "meninices" todas nunca me atingiriam.Hoje,com dezenove anos,penso que deveria ter começado a usar protetor solar com meus dezesseis,deveria ter descoberto o batom rosa chiclete antes.Acho que no começo,eu me preocupava demais em seguir a tendência ao redor,corresponder ao grupinho de amigos que eu tinha e ao lugar que eu frequentava.Nada condenável,sempre achei saudável, e todas as minhas mudanças vieram no tempo certo,tão certo que querendo ou não,me ajudou a formar aquilo que eu sou por dentro.
Bem,eu ainda sou aquela mesma garota que tem medo de viajar e não encontrar mais as coisas no seu devido lugar.É engraçado,mas eu também sou aquela que quer passar uma temporada fora,vendo o cinza de lá,curtindo suas festas como sempre quis.
Eu também continuo curiosa.Nunca vi pessoa mais curiosa do que eu no mundo,sério.Sinto as mãos suarem,o frio na barriga,a ansiedade sem fim quando eu quero descobrir alguma coisa e não consigo,tipo aquelas surpresas que ele tanto gosta de me fazer.
Por falar nele,a garota que se orgulhava de voar longe e sozinha,finalmente pousou e hoje vive ao lado daquele que sempre a deixou voar.Hoje,eu ainda sinto saudades de bater essas minhas asas e sair voando por ai.Mas aprendi que não há liberdade maior e melhor do que aquela que se permitir amar e ser amada,voar junto,pousar junto.
Eu continuo sonhando muito,a longo prazo.Para mim não existe o hoje se eu não souber,ou não tiver uma prévia do amanhã.Eu persisto muito,não desisto até conseguir.Uns chamam isso de teimosia,outros dizem que eu não sei relaxar.Mas ninguém entende que me acalma saber das coisas,saber do depois.A única coisa que eu faço sempre sem pensar é falar,eu sou sincera,oras!Quando eu vejo,já falei demais e às vezes até com um ar meio grosso,mas nem sempre é por querer.Acho até,que às vezes é por isso que eu peco no social,mas ele é assunto para um outro dia.
Ressaltando bem,eu continuo;chata,legal,carinhosa,grossa,esperta,lenta,mimada,chorona,brincalhona,amiga,namorada,megera,ciumenta,filha,aquela,essa aqui,todas as milhares de eu que me compõe.
Eu não aprendi tudo ainda,e nem quero!Quero sentir e curtir cada momento,cada ano que passar quero ter uma recordação especial.
Em 2011,completando meu último ano teen,eu espero me importar cada vez menos com o que não interessa,quero ser mais útil e realizar desejos novos a cada dia,nunca esquecendo quem eu sou,e quem eu deveria ser.
Comemoro assim então,em palavras tortas,e antecipadamente, meu pré aniversário!
Gostaria de ter as palavras exatas para descrever o que eu sinto toda vez que o dia 13 se aproxima.Mais do que todas as minhas crises de existência,que coincidentemente ou não aumentam ainda mais nessa época do ano,eu realmente sinto uma mudança,mesmo que imperceptível .É nessa hora que eu paro para pensar no que eu fui,no que eu fiz,no que eu sou,e no que eu quero ser.
Meu visual mudou,isso até eu tive que admitir e aprender a admirar.Antes,meu look "jeans,camiseta e tênis" era o suficiente.Não precisava estar em cima de um salto para me sentir bem.Me cuidava sim,com muita vaidade,mas achava que essas "meninices" todas nunca me atingiriam.Hoje,com dezenove anos,penso que deveria ter começado a usar protetor solar com meus dezesseis,deveria ter descoberto o batom rosa chiclete antes.Acho que no começo,eu me preocupava demais em seguir a tendência ao redor,corresponder ao grupinho de amigos que eu tinha e ao lugar que eu frequentava.Nada condenável,sempre achei saudável, e todas as minhas mudanças vieram no tempo certo,tão certo que querendo ou não,me ajudou a formar aquilo que eu sou por dentro.
Bem,eu ainda sou aquela mesma garota que tem medo de viajar e não encontrar mais as coisas no seu devido lugar.É engraçado,mas eu também sou aquela que quer passar uma temporada fora,vendo o cinza de lá,curtindo suas festas como sempre quis.
Eu também continuo curiosa.Nunca vi pessoa mais curiosa do que eu no mundo,sério.Sinto as mãos suarem,o frio na barriga,a ansiedade sem fim quando eu quero descobrir alguma coisa e não consigo,tipo aquelas surpresas que ele tanto gosta de me fazer.
Por falar nele,a garota que se orgulhava de voar longe e sozinha,finalmente pousou e hoje vive ao lado daquele que sempre a deixou voar.Hoje,eu ainda sinto saudades de bater essas minhas asas e sair voando por ai.Mas aprendi que não há liberdade maior e melhor do que aquela que se permitir amar e ser amada,voar junto,pousar junto.
Eu continuo sonhando muito,a longo prazo.Para mim não existe o hoje se eu não souber,ou não tiver uma prévia do amanhã.Eu persisto muito,não desisto até conseguir.Uns chamam isso de teimosia,outros dizem que eu não sei relaxar.Mas ninguém entende que me acalma saber das coisas,saber do depois.A única coisa que eu faço sempre sem pensar é falar,eu sou sincera,oras!Quando eu vejo,já falei demais e às vezes até com um ar meio grosso,mas nem sempre é por querer.Acho até,que às vezes é por isso que eu peco no social,mas ele é assunto para um outro dia.
Ressaltando bem,eu continuo;chata,legal,carinhosa,grossa,esperta,lenta,mimada,chorona,brincalhona,amiga,namorada,megera,ciumenta,filha,aquela,essa aqui,todas as milhares de eu que me compõe.
Eu não aprendi tudo ainda,e nem quero!Quero sentir e curtir cada momento,cada ano que passar quero ter uma recordação especial.
Em 2011,completando meu último ano teen,eu espero me importar cada vez menos com o que não interessa,quero ser mais útil e realizar desejos novos a cada dia,nunca esquecendo quem eu sou,e quem eu deveria ser.
Comemoro assim então,em palavras tortas,e antecipadamente, meu pré aniversário!
28 de janeiro de 2011
Amor
Você tem certeza que é amor quando ele vem andando debaixo de sol quente para te ver.Quando segura sua mão enquanto você coloca um piercing novo,quando conta uma piada no meio de um filmão de terror e você gargalha e faz todo mundo rir junto.
Ah,é amor!E na verdade pode nem acontecer dessa mesma forma,mas você vai saber quando chegar.
Ah,é amor!E na verdade pode nem acontecer dessa mesma forma,mas você vai saber quando chegar.
21 de janeiro de 2011
Favoritos
Tomei enfim a ultima dose de decisão e por fim,acabei me livrando dos favoritos,aqueles da lista antiga.
Esperei a cabeça esfriar,as mãos pararem de suar para que o ritual fosse feito de maneira natural,sem ficar em mim aquela velha sensação de promessa/obrigação.Foi fácil,e em segundos já não encontrei mais meus amados nem na lixeira do computador,sinal de que eu não poderia voltar atrás,nem se quisesse...
Forcei algum tipo de saudade,algum tipo de remorso e tentei sentir qualquer espécie de sentimento que me mostrasse que eu estava errada,mas nada senti.Perdi a graça,o interesse e aquele amor por meus queridos.
Acho que nunca senti amor de verdade,acho que nunca foram tão favoritos assim.A mudança só veio agora,meio repentina e sem querer.Eu sinceramente espero não olhar para trás e seguir em frente sem eles,(nem)tão queridos assim.
Esperei a cabeça esfriar,as mãos pararem de suar para que o ritual fosse feito de maneira natural,sem ficar em mim aquela velha sensação de promessa/obrigação.Foi fácil,e em segundos já não encontrei mais meus amados nem na lixeira do computador,sinal de que eu não poderia voltar atrás,nem se quisesse...
Forcei algum tipo de saudade,algum tipo de remorso e tentei sentir qualquer espécie de sentimento que me mostrasse que eu estava errada,mas nada senti.Perdi a graça,o interesse e aquele amor por meus queridos.
Acho que nunca senti amor de verdade,acho que nunca foram tão favoritos assim.A mudança só veio agora,meio repentina e sem querer.Eu sinceramente espero não olhar para trás e seguir em frente sem eles,(nem)tão queridos assim.
13 de janeiro de 2011
Daqui um mês
Daqui um mês completo 19 anos,ou como eu gosto de pensar,comemoro meu último ano teen.
A "vida adulta" realmente começa aos 18 anos. Os benefícios vieram,mas junto também apareceram as responsabilidades,as noites sem sono e as primeiras correspondências no meu nome. Poxa,muita coisa me aconteceu. Eu amadureci em alguns aspectos, e continuei pecando em outros... Talvez seja a personalidade e aquele gênio difícil. Talvez seja só teimosia,não sei!
Enfim. Que nesse ano de 2011,ao completar 19 anos, que eu possa melhorar,que coisas boas me aconteçam,e que eu possa ser feliz,hoje e sempre!
Feliz véspera de 1 mês de aniversário.
A "vida adulta" realmente começa aos 18 anos. Os benefícios vieram,mas junto também apareceram as responsabilidades,as noites sem sono e as primeiras correspondências no meu nome. Poxa,muita coisa me aconteceu. Eu amadureci em alguns aspectos, e continuei pecando em outros... Talvez seja a personalidade e aquele gênio difícil. Talvez seja só teimosia,não sei!
Enfim. Que nesse ano de 2011,ao completar 19 anos, que eu possa melhorar,que coisas boas me aconteçam,e que eu possa ser feliz,hoje e sempre!
Feliz véspera de 1 mês de aniversário.
7 de janeiro de 2011
Dia Comum
(...)
Olhou pela janela do carro.Já não sentia mais a mesma emoção de dirigir o carro do ano.O vento batia em sua testa,pois seu cabelo já estava ralo e sem brilho.
Perdera tudo nos últimos segundos,até a alma.
Lançara-se em um abismo sem volta,sem pensar e sem medir a altura.Esquecera do mundo real e se entregou a maior fantasia do mundo.Seu mundo.
Perdera a dignidade,o brilho e até certo respeito.Já não era digna de mais nada.
(...)
Quando deu por si,estava dirigindo seu carro do ano em plena Nove de Julho.
As pessoas sorriam para sua matéria.Ela,olhava pelo retrovisor e enxergava o real.Nunca vira tanta verdade refletida.Não sabia o que pensar,deixou-se derramar então.
"Porque 'hoje é mais um dia
como outro dia qualquer'.
É só um dia então como outro dia qualquer,
em que você não é ninguém
especial pra ninguém."
Um Dia Comum - Dance Of Days
Olhou pela janela do carro.Já não sentia mais a mesma emoção de dirigir o carro do ano.O vento batia em sua testa,pois seu cabelo já estava ralo e sem brilho.
Perdera tudo nos últimos segundos,até a alma.
Lançara-se em um abismo sem volta,sem pensar e sem medir a altura.Esquecera do mundo real e se entregou a maior fantasia do mundo.Seu mundo.
Perdera a dignidade,o brilho e até certo respeito.Já não era digna de mais nada.
(...)
Quando deu por si,estava dirigindo seu carro do ano em plena Nove de Julho.
As pessoas sorriam para sua matéria.Ela,olhava pelo retrovisor e enxergava o real.Nunca vira tanta verdade refletida.Não sabia o que pensar,deixou-se derramar então.
"Porque 'hoje é mais um dia
como outro dia qualquer'.
É só um dia então como outro dia qualquer,
em que você não é ninguém
especial pra ninguém."
Um Dia Comum - Dance Of Days
2 de janeiro de 2011
Eu te explico...

Eu adoro a forma como você arruma os fios das coisas,é um pouco certinho demais,mas eu gosto.
Eu odeio quando você deixa a bermuda espalhada pelo quarto,quando bagunça minha cama e deixa o cantinho da caixa lo-ta-do com as nossas coisas.
Gosto quando você faz carinho no meu cabelo,mesmo o deixando cheio de nós e armado.
Eu fico brava quando você diz que não come isso e aquilo,quando torce o nariz sem mesmo experimentar.Eu amo quando eu cozinho qualquer coisa simples e você se lambuza,e só sossega quando vê a vasilha vazia.
Eu odeio quando você me imita,quando me lambe e quando belisca meu bumbum.
Adoro quando você me abraça por trás,quando dorme colado em mim e quando reclama por eu ser quente demais.Seu solsinho,né?
Amo sua carinha de bebê,seu charme sem fim,suas manhas,suas manias,seu jeito e seus defeitos.
Detesto quando você chora,quando brigamos,quando você me diz não,quando eu estrago uma surpresa,quando você é grosso,quando grita e quando está longe de mim.Odeio quando você vai embora,quando nos despedimos e eu quero muito mais.Odeio quando a semana demora para passar,odeio não viver 24hrs por dia com você.
E parece pouco ainda né?
Ai eu te pergunto:'Diante de tudo isso,que mais eu posso fazer?'
Ai com aquele sorriso cínico,você responde:'Me amar!'
E você sempre tem razão.Tá ai,isso tudo é amor,bem explicado!
31 de dezembro de 2010
Analú

Analú acreditava nas estrelas,nos signos,nas cores,nos números,nas promessas,nas palavras e no vento.Acreditava que se o coração falava,era melhor escutar e acatar sua ordem.Se sentia dor de cabeça antes de sair de casa,não saia e logo procurava um médico,pois,acreditava que só o Doutor a curaria.
Acreditava em Deus,em Iemanjá,em Bruxas e em gnomos do bem.E do mal,claro.
Acreditava na vida,nas pessoas e mesmo com os apesares,acreditava que tudo tinha solução,que o mundo não era tão feio quanto o pintavam.
Acreditava no amor,embora nunca tivesse tido um.
No Ano Novo,Analú escolhia sempre cores especiais para suas calcinhas e seus sutiãs.Sabia que se usasse rosa,vermelho e a mistura dessas duas cores,atrairia o amor para sua vida.Acreditava que um dia,sim,dividiria sua crença com outro alguém,e seria mais feliz então.
E foi na virada do ano 1990 para 1991,que Analú conheceu Zé Carlos na pracinha onde costumava passar o Reveillon.
Zé era um cara alto,com barba por fazer,olhos cor de mel e um corpo que não deixava ninguém a desejar.Não era bonito,mas seu charme,ah,era igual à aquele dos galãs de cinema.
Analú estava ao seu lado.Nunca fora de abraçar pessoas desconhecidas na virada,mas aquele tipão a deixou transtornada;à meia noite do dia 1º de Janeiro de 1991,Analú sentiu seu coração pular de alegria.Parou,pensou e acreditou que aquilo era então amor.
Desde então,mesmo Zé Carlos não tendo lá todas aquelas crenças,Analú não se preocupa mais em usar rosa,vermelho e a mistura dessas duas cores.Analú descobriu que não havia jeito melhor de passar o ano,se não sem roupa nenhuma...
30 de dezembro de 2010
Dona Elza
Dona Elza era uma senhora de 68 anos que tinha lá seus segredos.E era nessa época de festas sem fim que a velha se apertava,ficava quase impossível viver...
Dona Elza morava numa cidade bem localizada em São Paulo.Morava com seu marido,a filha caçula e indisciplinada,três cachorros e o gato da vizinha que de vez em sempre aparecia para bagunçar suas flores e sujar seu quintal.
Os outros dois filhos com os genros e os netos,apareciam uma semana antes do Natal para tirar seu sossego de vez.
Dona Elza tinha um vício comum,fumava.Não via seu vício como algum pecado,ou como forma de se acabar aos poucos.Enxergava tal tarefa como algo prazeroso,não algo que acabaria com seus pulmões e todas aquelas coisas.
Fumava antes com frequencia e na frente de todos.Várias vezes por dia,após o café,antes do almoço,depois do almoço entre a sobremesa e o café,a tarde para relaxar e a noite antes de dormir para ajudar na digestão e lhe proporcionar uma noite tranquila de sono.
Seu marido odiava deitar perto dela na mesma cama.Alegava estar perto de um cinzeiro,se incomodava e até ameaçou dormir com os cachorros se a velha não parasse.Os filhos apoiaram a ideia,e logo ela se viu cercada,a única coisa que a fazia viajar,a única coisa que estava lhe mantendo os nervos no lugar lhe foi tirada sem mais nem menos,foi triste...
Durante alguns meses,aguentou firme.Sentia falta do cigarro,e vez ou outra pegava a cenoura de forma estranha,ficava assustada.Viu a morte se aproximar de sua vida levando embora uma amiga próxima e muito querida.Deveria ter começado a correr,procurar o médico e se alimentar melhor,mas Dona Elza era difícil,não se entregaria fácil...
Descobriu então que tinha um espaço rápido para uma tragada enquanto seu marido fazia a volta no quarteirão,e a noite quando ele já estava deitado.
Fumava tranquilamente,mas sempre com os olhos arregalados,e o ouvido atento a qualquer passo.Um dia,sua neta mais velha até a pegou dando uma ultima tragada,mas nada que assustasse a velha.
No dia depois do Natal,quando a casa estava cheia,Dona Elza não tinha escapatória nenhuma,pra nenhum canto.Ficava agoniada,e contava os segundos para que sua família linda pegasse logo a estrada.
Demorava um pouco,mas quando se via sozinha,sem marido,os filhos e os netos,só os cachorros (que não falavam) para marcar sua história,Dona Elza acendia um cigarro,abria uma latinha de cerveja e ria entre uma tragada e outra.
Se pudesse descrever o paraíso,apenas deixaria a fumaça dizer por ela...
Dona Elza morava numa cidade bem localizada em São Paulo.Morava com seu marido,a filha caçula e indisciplinada,três cachorros e o gato da vizinha que de vez em sempre aparecia para bagunçar suas flores e sujar seu quintal.
Os outros dois filhos com os genros e os netos,apareciam uma semana antes do Natal para tirar seu sossego de vez.
Dona Elza tinha um vício comum,fumava.Não via seu vício como algum pecado,ou como forma de se acabar aos poucos.Enxergava tal tarefa como algo prazeroso,não algo que acabaria com seus pulmões e todas aquelas coisas.
Fumava antes com frequencia e na frente de todos.Várias vezes por dia,após o café,antes do almoço,depois do almoço entre a sobremesa e o café,a tarde para relaxar e a noite antes de dormir para ajudar na digestão e lhe proporcionar uma noite tranquila de sono.
Seu marido odiava deitar perto dela na mesma cama.Alegava estar perto de um cinzeiro,se incomodava e até ameaçou dormir com os cachorros se a velha não parasse.Os filhos apoiaram a ideia,e logo ela se viu cercada,a única coisa que a fazia viajar,a única coisa que estava lhe mantendo os nervos no lugar lhe foi tirada sem mais nem menos,foi triste...
Durante alguns meses,aguentou firme.Sentia falta do cigarro,e vez ou outra pegava a cenoura de forma estranha,ficava assustada.Viu a morte se aproximar de sua vida levando embora uma amiga próxima e muito querida.Deveria ter começado a correr,procurar o médico e se alimentar melhor,mas Dona Elza era difícil,não se entregaria fácil...
Descobriu então que tinha um espaço rápido para uma tragada enquanto seu marido fazia a volta no quarteirão,e a noite quando ele já estava deitado.
Fumava tranquilamente,mas sempre com os olhos arregalados,e o ouvido atento a qualquer passo.Um dia,sua neta mais velha até a pegou dando uma ultima tragada,mas nada que assustasse a velha.
No dia depois do Natal,quando a casa estava cheia,Dona Elza não tinha escapatória nenhuma,pra nenhum canto.Ficava agoniada,e contava os segundos para que sua família linda pegasse logo a estrada.
Demorava um pouco,mas quando se via sozinha,sem marido,os filhos e os netos,só os cachorros (que não falavam) para marcar sua história,Dona Elza acendia um cigarro,abria uma latinha de cerveja e ria entre uma tragada e outra.
Se pudesse descrever o paraíso,apenas deixaria a fumaça dizer por ela...
28 de dezembro de 2010
28 de Dezembro de 2010
Somamos hoje então mais um ano,deixando nossa história redondinha com o número 4,um número par.
Juntos nós fizemos e descobrimos muita coisa.Se assim posso dizer,me responsabilizo por todas as descobertas que você fez dos quinze aos dezenove anos.
Somos cúmplices,somos amigos e temos a sorte de hoje sermos namorados.
O tempo passa depressa,as coisas mudam e de repente nos vimos em situações estranhas e nunca antes imaginadas.
Crescemos!
E é com tamanho orgulho que hoje eu digo com os olhinhos cheios de água que eu tenho um namorado,que estou numa relação que tem lá seus defeitos,mas que é tudo aquilo que se um dia eu imaginasse,eu teria.
Obrigada por mais um ano inteiro com você.Obrigada por todos os segundos,todas as risadas,todos os mimos,as lágrimas e tudo aquilo que faz de nós um casal completamente "não convencional".
Eu amo muito você.E se de tudo que nós passamos e temos,isso ainda não for amor,não importa,fiz minha melhor invenção.
Juntos nós fizemos e descobrimos muita coisa.Se assim posso dizer,me responsabilizo por todas as descobertas que você fez dos quinze aos dezenove anos.
Somos cúmplices,somos amigos e temos a sorte de hoje sermos namorados.
O tempo passa depressa,as coisas mudam e de repente nos vimos em situações estranhas e nunca antes imaginadas.
Crescemos!
E é com tamanho orgulho que hoje eu digo com os olhinhos cheios de água que eu tenho um namorado,que estou numa relação que tem lá seus defeitos,mas que é tudo aquilo que se um dia eu imaginasse,eu teria.
Obrigada por mais um ano inteiro com você.Obrigada por todos os segundos,todas as risadas,todos os mimos,as lágrimas e tudo aquilo que faz de nós um casal completamente "não convencional".
Eu amo muito você.E se de tudo que nós passamos e temos,isso ainda não for amor,não importa,fiz minha melhor invenção.
20 de dezembro de 2010
Indiferente
Custei a perceber que era você;crista abaixada,olhos foscos e uma pose barata como você sempre teve.
Seus cabelos não estão mais rosa,e seus amigos já não estavam mais por perto.Éramos então eu e você,meia hora sentadas frente a frente.
Demorei para associar seu nome aos seus feitos.Quando os percebi,não pude conter os sentidos e me arrepiei toda.Não que eu estivesse emocionada,ou brava,apenas,não sentia nada,e isso me fez bem.
Claro que eu morri de vontade de te dizer algumas coisas,mas continuei sorrindo e esperando que você fosse embora...
Nunca vou esquecer do seu rosto,das coisas que você me fez passar...
Talvez seja muito clichê,mas obrigada!Você me mostrou o que eu só enxergava em você,e não via em mim.
Seus cabelos não estão mais rosa,e seus amigos já não estavam mais por perto.Éramos então eu e você,meia hora sentadas frente a frente.
Demorei para associar seu nome aos seus feitos.Quando os percebi,não pude conter os sentidos e me arrepiei toda.Não que eu estivesse emocionada,ou brava,apenas,não sentia nada,e isso me fez bem.
Claro que eu morri de vontade de te dizer algumas coisas,mas continuei sorrindo e esperando que você fosse embora...
Nunca vou esquecer do seu rosto,das coisas que você me fez passar...
Talvez seja muito clichê,mas obrigada!Você me mostrou o que eu só enxergava em você,e não via em mim.
16 de dezembro de 2010
You've got this new head filled up with smoke
And I've got my veins all tangled close
To those jukebox bars you frequent
They're the safest place to hide
A long night spent with your most obvious weakness
You start shaking at the thought you are everything I want
'Cause you are everything I'm not
And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way
My inarticulate store bought hangover hobby kit, it talks
It says, "You, oh, you are so cool."
"Scissor shaped across the bed, you are red, violent red."
You hollow out my hungry eyes
You hollow out my hungry eyes
And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)
I'm gonna make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
I'll make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far...
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)
I'm gonna make damn sure
I just wanna break you down so badly
I just wanna break you down so badly (damn sure)
In the worst way (worst way)
"Make Damn Sure" Taking Back Sunday
__
Eu sinto falta de um corpo ao meu lado de madrugada.Sinto falta da respiração,da falta de coberta,do calor e dos sustos.
Senti tantas saudades,que me peguei forjando memórias e cheiros.
Já não sei mais se quero dividir a cama.
Já não posso afirmar que você existe...
Me sinto só,talvez já tenha me sentido assim antes.Afinal,quem nunca acompanhou a tal solidão?
Preciso de um tempo,uma cama menor,soníferos e quem sabe,a tua presença...
And I've got my veins all tangled close
To those jukebox bars you frequent
They're the safest place to hide
A long night spent with your most obvious weakness
You start shaking at the thought you are everything I want
'Cause you are everything I'm not
And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way
My inarticulate store bought hangover hobby kit, it talks
It says, "You, oh, you are so cool."
"Scissor shaped across the bed, you are red, violent red."
You hollow out my hungry eyes
You hollow out my hungry eyes
And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)
I'm gonna make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
I'll make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far...
I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)
I'm gonna make damn sure
I just wanna break you down so badly
I just wanna break you down so badly (damn sure)
In the worst way (worst way)
"Make Damn Sure" Taking Back Sunday
__
Eu sinto falta de um corpo ao meu lado de madrugada.Sinto falta da respiração,da falta de coberta,do calor e dos sustos.
Senti tantas saudades,que me peguei forjando memórias e cheiros.
Já não sei mais se quero dividir a cama.
Já não posso afirmar que você existe...
Me sinto só,talvez já tenha me sentido assim antes.Afinal,quem nunca acompanhou a tal solidão?
Preciso de um tempo,uma cama menor,soníferos e quem sabe,a tua presença...
13 de dezembro de 2010
Previsível
Ele sempre me diz que dessa vez não vai contar.
Ele sempre fala pra mim que dessa vez é pra eu deixar ele fazer a surpresa e não ficar perguntando e insistindo.
E eu,sempre fico cutucando e até me irrito quando ele diz um sonoro e triste não para mim.
Uma surpresa,tão previsível...
Ele sempre sabe o que eu quero.Eu,sempre sei o que ele quer.
Tão redondinho e tão inesperado.
Às vezes eu já sei,e ele ainda não sabe.Guardo o segredo e tudo parece igual,como se eu não soubesse de nada...Os olhos ficam marejados e o beijo e o abraço são longos e sinceros.
Aaah,eu realmente não poderia te amar mais...Nem mais que seus mínimos detalhes.
Ele sempre fala pra mim que dessa vez é pra eu deixar ele fazer a surpresa e não ficar perguntando e insistindo.
E eu,sempre fico cutucando e até me irrito quando ele diz um sonoro e triste não para mim.
Uma surpresa,tão previsível...
Ele sempre sabe o que eu quero.Eu,sempre sei o que ele quer.
Tão redondinho e tão inesperado.
Às vezes eu já sei,e ele ainda não sabe.Guardo o segredo e tudo parece igual,como se eu não soubesse de nada...Os olhos ficam marejados e o beijo e o abraço são longos e sinceros.
Aaah,eu realmente não poderia te amar mais...Nem mais que seus mínimos detalhes.
8 de dezembro de 2010
Comunicação
De noite aqui,de dia lá.
O telefone mal tocava e as mãos apressadas já silenciavam o pequeno aparelho amarelo.Era a saudade,o amor,a ansiedade e principalmente a distância quem dizia o primeiro "alô".
Uma lágrima que era logo engolida por um sorriso tímido e cheio de dentes dela,junto com palavras quase impronunciáveis dele do outro lado.
Já fazia tempo,e hoje,comemorando o 1º aniversário de namoro,uma pequena declaração via telefone:
-Casa comigo?
A linha ficou muda,e sons de risos e soluções foram ouvidos enquanto ele tentava imaginar a amada.
-Pensei que você nunca fosse me propor...SIM!
Seria a primeira vez então que se tocariam e consumariam de vez esse amor.Tão lindo e tão real.E há quem ainda diga que o verdadeiro amor em suas verdadeiras formas não exista...
O telefone mal tocava e as mãos apressadas já silenciavam o pequeno aparelho amarelo.Era a saudade,o amor,a ansiedade e principalmente a distância quem dizia o primeiro "alô".
Uma lágrima que era logo engolida por um sorriso tímido e cheio de dentes dela,junto com palavras quase impronunciáveis dele do outro lado.
Já fazia tempo,e hoje,comemorando o 1º aniversário de namoro,uma pequena declaração via telefone:
-Casa comigo?
A linha ficou muda,e sons de risos e soluções foram ouvidos enquanto ele tentava imaginar a amada.
-Pensei que você nunca fosse me propor...SIM!
Seria a primeira vez então que se tocariam e consumariam de vez esse amor.Tão lindo e tão real.E há quem ainda diga que o verdadeiro amor em suas verdadeiras formas não exista...
4 de dezembro de 2010
Crescidinha'
Um trabalho temporário.Oito horas e vinte minutos por dia com uma hora apenas de almoço.
Sentia falta da correria da escola,e das sonecas que tirava à tarde depois que almoçava.Sentia falta do colo fácil e do mimo que recebia pelo telefone,ou pessoalmente aos finais de semana.Sentia falta!E se assim posso dizer,seu coração era só saudades...
Queria voltar pra casa e curtir do outro lado a correria até o Natal.Queria poder dormir mais,comer mais,assistir suas séries favoritas e continuar com seus planos e promessas.
Era menina,virando mulher.
Não entendia ainda tudo que acontecia a sua volta,se espantava com certas situações.
Seu foco agora estava voltado para outros planos,planos grandes.Já não poderia mais gastar seus ordenados com sapatos e roupas apenas.A menina estava crescidinha,embora quisesse que as coisas lá fora fossem iguais a um dia de férias na infância...
Sentia falta da correria da escola,e das sonecas que tirava à tarde depois que almoçava.Sentia falta do colo fácil e do mimo que recebia pelo telefone,ou pessoalmente aos finais de semana.Sentia falta!E se assim posso dizer,seu coração era só saudades...
Queria voltar pra casa e curtir do outro lado a correria até o Natal.Queria poder dormir mais,comer mais,assistir suas séries favoritas e continuar com seus planos e promessas.
Era menina,virando mulher.
Não entendia ainda tudo que acontecia a sua volta,se espantava com certas situações.
Seu foco agora estava voltado para outros planos,planos grandes.Já não poderia mais gastar seus ordenados com sapatos e roupas apenas.A menina estava crescidinha,embora quisesse que as coisas lá fora fossem iguais a um dia de férias na infância...
1 de dezembro de 2010
Ghost
A dor nas costas acorda sempre comigo,e agora deu para vir acompanhada com uma melodia sem voz,só os toques de pequenos sinos.
Isso só poderia ser obra de uma pessoa...
-Amy?!Amy você está ai?-Um puxão de cabelo e uma risada insuportável-Apareça,sinto ainda sua presença.
-Veja se não é você,querida como sempre!
-Que você quer?Sinto dor nas costas e essa melodia está me tirando o sono e a pouca paciência que tenho.
-Você já sabe o que quero.O que queremos!
-Há-Há!Não sou de desistir das coisas que quero tonta!Demorei para chegar onde estou,demorei para conquistá-lo...
-Eu o teria conquistado no mesmo dia que o vimos,você é lenta e burra,sempre foi.
-Não preciso de magia e trapaça quando o assunto é amor.Meu charme,minha capacidacidade o faz ficar comigo,todos os dias.
-E...seus sonhos,aqueles que eu te dou de presente com o benefício da dúvida?Será que ele está mesmo sonhando com você,ou se encontrando com outras como você mesma sente?
-Sei que são só sonhos...Já estou crescida,não acredito mais em sonhos,em você,nas coisas ruins...
-Burra,de novo!Eu apenas fantasio o que você tem medo de enxergar acordada.Vamos!Você já está perdendo mesmo...Não dou mais uma semana para vocês brigarem e então ele se tornará meu de vez.
-Isso nunca acontecerá!Nós nos amamos,ficaremos juntos para sempre!
-Você se contradiz demais.Esquece que também sei o que você pensa,o que sente?Eu sou você,só que a parte melhor,entende?
-Saia já daqui e leve essa melodia e a dor junto com você.Cansei de te carregar!
-Ingratidão!Às vezes acho que estamos quase ficando iguais...Acho divino quando você dá um de seus chiliques e começa a se exaltar!
-Ele é meu!
-Nunca foi,nunca será!
-Então se ele não é meu,não será de ninguém!
-O que irá fazer?
-O que devo fazer?
-Entregá-lo a mim...
-Mas você...eu...
-Será o melhor querida!Você nunca mais sentirá dor,nunca mais dançará repetidamente a mesma canção.
-E o amor que ele sente por mim,que eu dei para ela?
-O amor não significa nada!Se quer um dia ser forte,tem que aprender que nem tudo na vida são corações e mela-mela sem fim!
-Posso pensar?Assim,por mais dois dias...
-Claro,voltaremos a conversar na segunda.
-Mais uma coisa.
-Sim?
-Se você é parte de mim,posso acabar com você então,e ficar livre,com quem sempre amei.
-Acabar comigo?hahaha!Você é demais!Existe sim uma forma,mas você não tem forças para tal.
-Eu fecharei os olhos,tomarei um analgésico e você desaparecerá para sempre Amy!
-Sumiremos juntas...
-Não!um,dois,trêeeees!
Uma ultima risada e Amy evaporou no ar.
Estou bem com o meu namorado,embora certas vezes ele diga que estou diferente e que pareço ter duas personalidades...
Serei sempre eu(-nós)diante de Roberto.Meu (-nosso)único e verdadeiro amor.
-Burra!
Isso só poderia ser obra de uma pessoa...
-Amy?!Amy você está ai?-Um puxão de cabelo e uma risada insuportável-Apareça,sinto ainda sua presença.
-Veja se não é você,querida como sempre!
-Que você quer?Sinto dor nas costas e essa melodia está me tirando o sono e a pouca paciência que tenho.
-Você já sabe o que quero.O que queremos!
-Há-Há!Não sou de desistir das coisas que quero tonta!Demorei para chegar onde estou,demorei para conquistá-lo...
-Eu o teria conquistado no mesmo dia que o vimos,você é lenta e burra,sempre foi.
-Não preciso de magia e trapaça quando o assunto é amor.Meu charme,minha capacidacidade o faz ficar comigo,todos os dias.
-E...seus sonhos,aqueles que eu te dou de presente com o benefício da dúvida?Será que ele está mesmo sonhando com você,ou se encontrando com outras como você mesma sente?
-Sei que são só sonhos...Já estou crescida,não acredito mais em sonhos,em você,nas coisas ruins...
-Burra,de novo!Eu apenas fantasio o que você tem medo de enxergar acordada.Vamos!Você já está perdendo mesmo...Não dou mais uma semana para vocês brigarem e então ele se tornará meu de vez.
-Isso nunca acontecerá!Nós nos amamos,ficaremos juntos para sempre!
-Você se contradiz demais.Esquece que também sei o que você pensa,o que sente?Eu sou você,só que a parte melhor,entende?
-Saia já daqui e leve essa melodia e a dor junto com você.Cansei de te carregar!
-Ingratidão!Às vezes acho que estamos quase ficando iguais...Acho divino quando você dá um de seus chiliques e começa a se exaltar!
-Ele é meu!
-Nunca foi,nunca será!
-Então se ele não é meu,não será de ninguém!
-O que irá fazer?
-O que devo fazer?
-Entregá-lo a mim...
-Mas você...eu...
-Será o melhor querida!Você nunca mais sentirá dor,nunca mais dançará repetidamente a mesma canção.
-E o amor que ele sente por mim,que eu dei para ela?
-O amor não significa nada!Se quer um dia ser forte,tem que aprender que nem tudo na vida são corações e mela-mela sem fim!
-Posso pensar?Assim,por mais dois dias...
-Claro,voltaremos a conversar na segunda.
-Mais uma coisa.
-Sim?
-Se você é parte de mim,posso acabar com você então,e ficar livre,com quem sempre amei.
-Acabar comigo?hahaha!Você é demais!Existe sim uma forma,mas você não tem forças para tal.
-Eu fecharei os olhos,tomarei um analgésico e você desaparecerá para sempre Amy!
-Sumiremos juntas...
-Não!um,dois,trêeeees!
Uma ultima risada e Amy evaporou no ar.
Estou bem com o meu namorado,embora certas vezes ele diga que estou diferente e que pareço ter duas personalidades...
Serei sempre eu(-nós)diante de Roberto.Meu (-nosso)único e verdadeiro amor.
-Burra!
30 de novembro de 2010
Yesterday Fellings
Cabelo molhado,secador ligado e o rosto vermelho e inchado,como a anos não o via.
Orgulhosa de tudo,mal sabia o que era lacrimejar;não o fazia nem quando bocejava.Tinha na cabeça e nas ações que sua suficiência no mundo era tamanha,que jamais precisaria de um outro ser de sua espécie para lhe acompanhar.Não era lá essas coisas,mas sua auto estima era grande como seu nariz...Não era cheirosa,não era uma boa companhia,e se sentava sozinha no refeitório para almoçar.Na sua cabeça,os outros eram demais para se sentarem na mesma mesa e compartilhar em silêncio os trinta minutos de refeição.
Morava sozinha num apartamento do Centro com um rato de estimação.Ele era gordo e não fazia nada,só comia e vez ou outra arregalava aqueles olhinhos vermelhos e medonhos.Vivia sozinha,escolhera viver assim,mas era no Carnaval que as coisas apertavam aquele pequeno coração amargo.
Foi perdidamente apaixonada na adolescência por um garoto,um terminal em câncer.Foram os dias mais bem vividos de sua vida.Mas,foi numa terça de Carnaval que ele se declarou para ela pela primeira vez.Um "eu te amo",seguido de tosse e então os aparelhinhos mostraram o inevitável...
Anos mais tarde,a cena se repetia no banheiro do seu apartamento no Centro:cabelo molhado,secador ligado e o rosto vermelho e inchado como ninguém via a anos.
Nunca esqueceria aquele garoto.Sabia que jamais amaria alguém novamente.Aprendeu a odiar,talvez a si mesma,aos outros,a morte e a vida.
Orgulhosa de tudo,mal sabia o que era lacrimejar;não o fazia nem quando bocejava.Tinha na cabeça e nas ações que sua suficiência no mundo era tamanha,que jamais precisaria de um outro ser de sua espécie para lhe acompanhar.Não era lá essas coisas,mas sua auto estima era grande como seu nariz...Não era cheirosa,não era uma boa companhia,e se sentava sozinha no refeitório para almoçar.Na sua cabeça,os outros eram demais para se sentarem na mesma mesa e compartilhar em silêncio os trinta minutos de refeição.
Morava sozinha num apartamento do Centro com um rato de estimação.Ele era gordo e não fazia nada,só comia e vez ou outra arregalava aqueles olhinhos vermelhos e medonhos.Vivia sozinha,escolhera viver assim,mas era no Carnaval que as coisas apertavam aquele pequeno coração amargo.
Foi perdidamente apaixonada na adolescência por um garoto,um terminal em câncer.Foram os dias mais bem vividos de sua vida.Mas,foi numa terça de Carnaval que ele se declarou para ela pela primeira vez.Um "eu te amo",seguido de tosse e então os aparelhinhos mostraram o inevitável...
Anos mais tarde,a cena se repetia no banheiro do seu apartamento no Centro:cabelo molhado,secador ligado e o rosto vermelho e inchado como ninguém via a anos.
Nunca esqueceria aquele garoto.Sabia que jamais amaria alguém novamente.Aprendeu a odiar,talvez a si mesma,aos outros,a morte e a vida.
28 de novembro de 2010
Ponto de Paz
Você sabe tudo sobre mim.
Conhece minhas loucuras,meus planos,meus desejos,vontades,manias,carências,TUDO!
Sabe da verdade e da mentira,do sim e do não,do que eu gosto e do que eu desgosto e pronto,me aceita!
Sabe que eu sou uma granada que faz vento.Sabe que eu sou sensível e chorona que chega enrugar os dedos.
Você sabe de como é importante para mim estar aqui comemorando de olhos marejados mais um mês de vida com você.Diante de toda essa loucura,me sinto segura tendo alguém ao meu lado,me sinto em paz!
Somamos agora,3 anos e 11 meses.É muita história né?
Te desejo sempre.Te desejo todo o amor que houver nessa vida.Te desejo o respeito,a confiança e a lealdade.Te desejo o melhor de mim,em todos os dias,até fim.
"Tem um lugar em mim que é só teu
e nada vai mudar porque é meu.
Mesmo que a gente deixe errado
a que a gente escolheu."
Eu te amo,hoje e sempre...
As dores do mundo
Quando eu era pequena,achava natural pensar que médicos nunca adoeciam,que meus avós já nasceram velhinhos,e que a passarela,aquela de pedestres também servia para modelos desfilarem.Eu sempre olhava pela janela do carro esperando vê-las lindas para lá e para cá.
Achava também que depois de "Toy Story",a Cláudia,a Cris,e a Susi tinham vida própria e que eu deveria tratá-las melhor se não quisesse que elas fossem embora.
Eu sempre tive muita curiosidade por meninos,e lembro do meu primeiro "selinho" debaixo de uma bananeira...Nunca vou me esquecer de como eu pegava as coisas rápido,e que embora fosse criança e inocente,eu sempre tive certa malícia,certa esperteza.
Hoje em dia,nos poucos momentos que eu paro e me olho no espelho,me vejo com aquela mesma carinha de menina que achava que suas bonecas tinham vida,e que aprendeu a ver hora sozinha enquanto mexia escondido nas coisas da mãe.
Tudo mudou,e algumas coisas perderam a total graça.A seriedade nos assuntos,nos atos,tudo parece ter perdido aquela cor e cheiro que tinha de quando eu era menina,de quando as coisas não tinham a dimensão que tem hoje.
Estou escrevendo hoje com medo,com angustia.Sinto vontade de chorar,mas parece que estou dura por dentro,me sinto mal.
Nunca estive numa guerra.Lembro que sofri junto com Lisel quando ela perdeu papai,Rudy e os outros.Me sinto mal por ter ouvido tudo que ouvi sem poder fazer nada.Fico desesperada só de me colocar no lugar das pessoas que estão no meio da matança lá no Rio.Penso que tudo seria mais fácil se o olhar e as palavras ainda fossem infantis.Se as balas fossem doces,os gritos risos altos e o vermelho pirulito de chiclete,que pinta a boca...
Achava também que depois de "Toy Story",a Cláudia,a Cris,e a Susi tinham vida própria e que eu deveria tratá-las melhor se não quisesse que elas fossem embora.
Eu sempre tive muita curiosidade por meninos,e lembro do meu primeiro "selinho" debaixo de uma bananeira...Nunca vou me esquecer de como eu pegava as coisas rápido,e que embora fosse criança e inocente,eu sempre tive certa malícia,certa esperteza.
Hoje em dia,nos poucos momentos que eu paro e me olho no espelho,me vejo com aquela mesma carinha de menina que achava que suas bonecas tinham vida,e que aprendeu a ver hora sozinha enquanto mexia escondido nas coisas da mãe.
Tudo mudou,e algumas coisas perderam a total graça.A seriedade nos assuntos,nos atos,tudo parece ter perdido aquela cor e cheiro que tinha de quando eu era menina,de quando as coisas não tinham a dimensão que tem hoje.
Estou escrevendo hoje com medo,com angustia.Sinto vontade de chorar,mas parece que estou dura por dentro,me sinto mal.
Nunca estive numa guerra.Lembro que sofri junto com Lisel quando ela perdeu papai,Rudy e os outros.Me sinto mal por ter ouvido tudo que ouvi sem poder fazer nada.Fico desesperada só de me colocar no lugar das pessoas que estão no meio da matança lá no Rio.Penso que tudo seria mais fácil se o olhar e as palavras ainda fossem infantis.Se as balas fossem doces,os gritos risos altos e o vermelho pirulito de chiclete,que pinta a boca...
23 de novembro de 2010
Smiling
Devia ter cuidado melhor daquele inicio de resfriado da semana passada...Não estaria agora com dor de cabeça,corpo mole e nariz estranho.
Ter ficado um tempo longe de tudo,me fez refletir e pensar em tudo que me aconteceu esse ano.E dizendo bem,sem parecer ingrata,tive um ano bem ruinsinho,bem fora do comum e de tudo aquilo que eu queria.Foi difícil ter que desistir de planos e promessas.Foi difícil assumir que talvez eu tenha errado lá naquele primeiro dia do ano.
Achei que fazer dezoito anos me libertaria de muitas coisas,mas pelo contrário,eu adquiri mais peso,mais responsabilidade e compromissos inadiáveis.Não que eu já não fosse madura e responsável.Mas na minha cabeça as coisas seriam mais fáceis,como sempre foram.
Até que sem querer eu faço uma escolha,e essa escolha é a certa.Quem diria que bem no finalsinho desse ano,eu veria um sorriso no final do túnel?Quem diria que eu poderia recomeçar a fazer planos e a pensar no lá na frente?Voltei a minha melhor forma!Por mais que esse ano não tenha sido tudo que eu quis,eu sei que eu tirei bastantes aprendizados dele que vão me ajudar pra sempre,mais próximo no ano que vem.E olha que de ajuda eu vou precisar hã?
Estou feliz,e agradeço por tudo,sorrindo!
Ter ficado um tempo longe de tudo,me fez refletir e pensar em tudo que me aconteceu esse ano.E dizendo bem,sem parecer ingrata,tive um ano bem ruinsinho,bem fora do comum e de tudo aquilo que eu queria.Foi difícil ter que desistir de planos e promessas.Foi difícil assumir que talvez eu tenha errado lá naquele primeiro dia do ano.
Achei que fazer dezoito anos me libertaria de muitas coisas,mas pelo contrário,eu adquiri mais peso,mais responsabilidade e compromissos inadiáveis.Não que eu já não fosse madura e responsável.Mas na minha cabeça as coisas seriam mais fáceis,como sempre foram.
Até que sem querer eu faço uma escolha,e essa escolha é a certa.Quem diria que bem no finalsinho desse ano,eu veria um sorriso no final do túnel?Quem diria que eu poderia recomeçar a fazer planos e a pensar no lá na frente?Voltei a minha melhor forma!Por mais que esse ano não tenha sido tudo que eu quis,eu sei que eu tirei bastantes aprendizados dele que vão me ajudar pra sempre,mais próximo no ano que vem.E olha que de ajuda eu vou precisar hã?
Estou feliz,e agradeço por tudo,sorrindo!
22 de novembro de 2010
Poeminha
Lá fora a chuva cai levando embora meu amor
Molha a lâmpada,queima por dentro e me causa dor
Deito na cama e o tic-tac do relógio não me deixa esquecer
Já é tarde,o tempo escurece e eu começo a adormecer
Penso numa cidade grande e bonita
Maior que meus sonhos,nunca antes vista
Eu tenho um plano e você vem comigo
Imagino nós dois,um dia,de volta aquele domingo...
O dia amanheceu,e eu já estou sorrindo
A noite logo volta,
que sonho bom!
Pudera eu ainda estar dormindo
Molha a lâmpada,queima por dentro e me causa dor
Deito na cama e o tic-tac do relógio não me deixa esquecer
Já é tarde,o tempo escurece e eu começo a adormecer
Penso numa cidade grande e bonita
Maior que meus sonhos,nunca antes vista
Eu tenho um plano e você vem comigo
Imagino nós dois,um dia,de volta aquele domingo...
O dia amanheceu,e eu já estou sorrindo
A noite logo volta,
que sonho bom!
Pudera eu ainda estar dormindo
21 de novembro de 2010
Te disse uma vez que não gostava de entrar em jogos,que calculava passos e não pensava muito bem nas palavras.Sempre fui grossa,nunca me importei em ser estúpida e prometi a sempre cumprir com a minha palavra,a assumir meus atos.Nunca te disse que era sã,que não pedia desculpas e que não sentia dores de coisas que já nem existem mais...Eu devo ter te falado que o passado talvez ainda seja algo ressente em minha vida,e que você teria que me dar espaço quando eu quisesse voltar a viver dias das antigas,mesmo que não no mesmo ritmo de antes,e um pouco mais sozinha.Devo ter esquecido apenas de mencionar que eu choro com facilidade,que sou sensível apesar da casca dura de vez em quando.Você já me viu chorar e até já deve ter tentado me ajudar a conter a queda d'água que cai dos meus olhos escuros.Meus olhos são escuros e eu faço questão que meu cabelo também o seja.Nada contra os outros tons,mas acredito que o escuro fique melhor em mim,me dá um charme a mais.Por falar em charme,eu tenho problemas de auto estima.Não que eu me ache horrorosa,ou eleve meu ego a um nível muito alto e ridiculo.Deixo toda a minha radicalidade para meu jeito de ser.Não vejo necessidade de ser,"me achar" e ficar dizendo coisas por ai.Não gosto de pessoas que se acham demais e não são,não gosto de muitas coisas,até de não gostar de certas coisas.Eu sou indecisa na hora de comprar qualquer coisa.Se pudesse,levaria a loja nas costas e acabaria com esse tormento meu de ter que escolher entre um e outro.Eu gosto de gastar.Quando o assunto é dinheiro,eu não penso no amanhã e saio gastando mesmo.Sou impulsiva,muito.Gosto de organização e não tenho paciência de esperar as coisas.Gosto de tudo certinho,mas adoro uma bagunça inesperada.Eu sou fiel.Não conto seus segredos,e prometo estar sempre presente quando eu puder,só se você deixar.Eu não costumo confiar muito e acho que peco quando a questão é fechar os olhos,botar a mão no fogo por alguém.
Bem,eu sou comilona e sofro de crises de espaço e tempo.Devo ter outras centenas de aspectos mas prefiro guardá-los para um outro dia,num outro encontro.
A única garantia que posso te oferecer é sempre ser sincera,e nunca me fazer de algo que eu não sou para te ver sorrindo.
Bem,eu sou comilona e sofro de crises de espaço e tempo.Devo ter outras centenas de aspectos mas prefiro guardá-los para um outro dia,num outro encontro.
A única garantia que posso te oferecer é sempre ser sincera,e nunca me fazer de algo que eu não sou para te ver sorrindo.
Invisível
Há tempos não me divertia tanto longe da internet assim.
Nas ultimas duas semanas,vivi todos os meus acontecimentos sem contar para ninguém virtualmente,só guardando na memória e no meu velho Diário Otário-não virtual que eu mantenho na cabeceira da cama.
Vivi esses dias sem se preocupar com vaidade,status e com visitas,e pequenos comentários maldosos.Estava definitivamente off-line,e feliz.
Mas confesso!Em certos momentos,ficava pensando em como arquivar isso de maneira escrita e pública,fosse em fotos,ou escritos pela internet.Parecia que eu sentia falta da internet,como sentia de uma pessoa,viva e de carne e osso...
Isso me fez pensar,e deu até medo de encarar essa realidade dura:não somos ninguém sem internet.Não somos os mesmos fora daqui.Não sabemos pensar sozinhos,não temos bons argumentos,e se duvidar nem a mesma cara!Estamos escondidos através de caracteres e pequenos “bios” que não dizem absolutamente nada sobre quem somos,só sobre quem parecemos ser.
Somos fotos,emoticons,mensagens e sentimentos reprimidos com medo do outro conectado ler.Escondemos muito de nós,e esquecemos principalmente da luz natural do sol;vivemos para as luzes artificiais dos computadores,celulares e afins.
O triste disso tudo,é ver que algumas pessoas eram mais interessantes antes dos pacotes,da internet de graça e disponível a qualquer lugar.
Acho cretino e hipócrita vivermos uma vida presa a pequenos artifícios.Lembro de como admirava um de meus fãns antes dessa epidemia de internet 24 hrs.Lembro de como suas besteiras eram menos fúteis e até legais de serem compartilhadas.
Sinto falta das pessoas comentando qualquer outra coisa que não seja um follow,uma foto nova onde quer que apareça.
Onde estão todas aquelas pessoas interessantes,de verdade?
Nas ultimas duas semanas,vivi todos os meus acontecimentos sem contar para ninguém virtualmente,só guardando na memória e no meu velho Diário Otário-não virtual que eu mantenho na cabeceira da cama.
Vivi esses dias sem se preocupar com vaidade,status e com visitas,e pequenos comentários maldosos.Estava definitivamente off-line,e feliz.
Mas confesso!Em certos momentos,ficava pensando em como arquivar isso de maneira escrita e pública,fosse em fotos,ou escritos pela internet.Parecia que eu sentia falta da internet,como sentia de uma pessoa,viva e de carne e osso...
Isso me fez pensar,e deu até medo de encarar essa realidade dura:não somos ninguém sem internet.Não somos os mesmos fora daqui.Não sabemos pensar sozinhos,não temos bons argumentos,e se duvidar nem a mesma cara!Estamos escondidos através de caracteres e pequenos “bios” que não dizem absolutamente nada sobre quem somos,só sobre quem parecemos ser.
Somos fotos,emoticons,mensagens e sentimentos reprimidos com medo do outro conectado ler.Escondemos muito de nós,e esquecemos principalmente da luz natural do sol;vivemos para as luzes artificiais dos computadores,celulares e afins.
O triste disso tudo,é ver que algumas pessoas eram mais interessantes antes dos pacotes,da internet de graça e disponível a qualquer lugar.
Acho cretino e hipócrita vivermos uma vida presa a pequenos artifícios.Lembro de como admirava um de meus fãns antes dessa epidemia de internet 24 hrs.Lembro de como suas besteiras eram menos fúteis e até legais de serem compartilhadas.
Sinto falta das pessoas comentando qualquer outra coisa que não seja um follow,uma foto nova onde quer que apareça.
Onde estão todas aquelas pessoas interessantes,de verdade?
7 de novembro de 2010
Ensaio
Sobre todas as coisas que eu não consigo falar
Ele me olha,me abraça e eu me aquieto.
Continuo agitada e então ele diz alguma coisa e beija minha testa,mas não é o suficiente(nunca é).
Ele começa a se preocupar e a perder totalmente o controle.
Ficamos quietos,e o medo parece aumentar toda vez que piscamos os olhos
Ele então me olha sobre os ombros,
Estica o braço e sua mão encontra a minha num aperto forte.
Foi o melhor que ele podia ter feito.Fiquei bem então.
Ele me olha,me abraça e eu me aquieto.
Continuo agitada e então ele diz alguma coisa e beija minha testa,mas não é o suficiente(nunca é).
Ele começa a se preocupar e a perder totalmente o controle.
Ficamos quietos,e o medo parece aumentar toda vez que piscamos os olhos
Ele então me olha sobre os ombros,
Estica o braço e sua mão encontra a minha num aperto forte.
Foi o melhor que ele podia ter feito.Fiquei bem então.
5 de novembro de 2010
Sensação
Veio fácil e foi fácil.
Não tinha mais argumentos para prolongar a discussão e acabei cedendo,lentamente.Prometi mudar e não dizer as ultimas palavras,pedi desculpas e dancei nossa música favorita com muito amor,sem fazer cena.
Imaginei se tudo aquilo não fazia parte da minha cabeça,se não éramos demais para estarmos ali.
Me despedi dele com um beijinho carinhoso na testa e novamente me desculpei.
Nunca mais o veria de novo,mas nada mais é tão importante agora que aprendi a ganhar.Em lugar nenhum
Não tinha mais argumentos para prolongar a discussão e acabei cedendo,lentamente.Prometi mudar e não dizer as ultimas palavras,pedi desculpas e dancei nossa música favorita com muito amor,sem fazer cena.
Imaginei se tudo aquilo não fazia parte da minha cabeça,se não éramos demais para estarmos ali.
Me despedi dele com um beijinho carinhoso na testa e novamente me desculpei.
Nunca mais o veria de novo,mas nada mais é tão importante agora que aprendi a ganhar.Em lugar nenhum
4 de novembro de 2010
Querida
Quantas vezes mais terei que lhe escrever deixando claro que as coisas entre nós acabaram?Talvez,você ainda goste de sofrer,de sentir na pele o gosto de um adeus.Você deve ter aprendido comigo essa intensidade.Mas querida...
Certa vez,você me disse que era muito mais fácil terminar do que começar uma relação.Eu discordei de você,e então você se zangou comigo dizendo-me que eu era tolo,que tudo nessa vida teria um fim,até mesmo nós.Você deverá ficar brava por mais essa vez,mas não creio que todo fim seja fácil.Continuo lhe escrevendo cartas e esperando que enfim você pare de atormentar essa cabeça que alimenta um coração cheio de esperanças falsas.Você sabe como sou,não me faça sofrer ainda mais.
Se tiver coragem,gostaria de conversar pessoalmente com você.Olhar em seus olhos e ver suas verdades,se ainda a tiver,quero até sua alma.
Responda-me,preciso saber de você.
Certa vez,você me disse que era muito mais fácil terminar do que começar uma relação.Eu discordei de você,e então você se zangou comigo dizendo-me que eu era tolo,que tudo nessa vida teria um fim,até mesmo nós.Você deverá ficar brava por mais essa vez,mas não creio que todo fim seja fácil.Continuo lhe escrevendo cartas e esperando que enfim você pare de atormentar essa cabeça que alimenta um coração cheio de esperanças falsas.Você sabe como sou,não me faça sofrer ainda mais.
Se tiver coragem,gostaria de conversar pessoalmente com você.Olhar em seus olhos e ver suas verdades,se ainda a tiver,quero até sua alma.
Responda-me,preciso saber de você.
3 de novembro de 2010
Sonho(?)
Estávamos no meio do nada,num lugar desconhecido com pessoas que eu só conhecia por nome e por projeções que minha cabeça fazia quando estava vaga,quase sempre.
Você apareceu e então começou a me culpar por diversas coisas que estavam acontecendo.O homem,o gordo suado com pelos no peito começou a dizer que eu atrapalhava sua vida,que eu deveria deixar você em paz,sumir de vez para que os livros tivessem lugar único,sem disputar espaço com ninguém.
Não consegui te olhar.Minha cabeça simplesmente não levantava e eu lembro que fazia força para chorar e fazer minha garganta parar de doer.Você me olhava com certa tristeza,mas não parava de gritar comigo dizendo que eu tinha que mudar,que eu tinha que deixar que ela fosse embora.
Mas,ela quem?
Acordei com o corpo todo dolorido.Tinha vestígios de lágrimas no canto dos olhos,e a garganta doía como se tivesse sido bastante apertada.Faz um bom tempo que não te vejo,que já não faço parte da sua lista de pessoas amigáveis.
Não consigo dizer se foi um sonho,se você esteve aqui.Ando tão cansada,acho que só preciso dormir...
Você apareceu e então começou a me culpar por diversas coisas que estavam acontecendo.O homem,o gordo suado com pelos no peito começou a dizer que eu atrapalhava sua vida,que eu deveria deixar você em paz,sumir de vez para que os livros tivessem lugar único,sem disputar espaço com ninguém.
Não consegui te olhar.Minha cabeça simplesmente não levantava e eu lembro que fazia força para chorar e fazer minha garganta parar de doer.Você me olhava com certa tristeza,mas não parava de gritar comigo dizendo que eu tinha que mudar,que eu tinha que deixar que ela fosse embora.
Mas,ela quem?
Acordei com o corpo todo dolorido.Tinha vestígios de lágrimas no canto dos olhos,e a garganta doía como se tivesse sido bastante apertada.Faz um bom tempo que não te vejo,que já não faço parte da sua lista de pessoas amigáveis.
Não consigo dizer se foi um sonho,se você esteve aqui.Ando tão cansada,acho que só preciso dormir...
1 de novembro de 2010
Música
Quase todas as manhãs eu acordo com alguma música velha e cafona na cabeça sem nenhuma explicação.Sem mesmo sonhar e sem ter ouvido nenhuma delas antes,eu acabo ficando com a infeliz na cabeça até ouvir uma música que eu realmente goste e esquecer da tal.Então,resolvi colocar trechinhos de músicas que eu gosto e estou ouvindo agora.Todas são da banda "Dance Of Days",uma boa dose disso,e tudo vai embora,sério.
;D
Diz que não é tarde
Diz que não vai começar
a dizer que já vai.
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu.
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar
pra fugir contigo outra vez
Não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz, que eu vou guardar-te sempre
em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar
pra fugir contigo outra vez.
Não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia, qual aquelas que acendiam estrelas.
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
"Adeus Sofia"
Não fala mais nada e me deixa viver sem culpa porque
não há nada que se possa fazer agora que
sem âncoras, este navio segue além do sol
e nada mais vai voltar a ser como em dias que
meus passos não diziam nada e eu caminhava sem saber
como ia voltar pra casa antes do dia amanhecer
E se o vento carregar pra longe o teu olhar
e tocar o céu ser dor maior que perceber
que as nuvens de algodão tem marcas de minhas mãos...
mesmo assim te guardarei, porque agora tanto
faz...será
Me leve às estrelas sem pensar que amanhã tudo pode
mudar.
Me deixa sonhar em paz porque eu já não penso em
acordar.
"Me leve às estrelas"
Ah, se ser feliz
ainda me fosse objeto de paz...
Por que não querida? Por que não?
Vê, já fez sentido um dia
proclamar planos e promessas
pra não comprometer o "enquanto".
"Lírios aos anjos"
Sabe,
Às vezes, penso mesmo que dizer
"deixa pra lá" cansa menos
e você?
"Os funerais do coelho branco"
Colocaria todas as músicas aqui,mas esse post ficaria muito grande.Acho que estão ai as favoritas,as mais ouvidas.
;D
Diz que não é tarde
Diz que não vai começar
a dizer que já vai.
Comece uma frase
e eu te digo outra vez mais:
"Tudo bem... Tanto faz..."
Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar
se eu deixar que,
me atires rumo ao céu.
Me diz, que eu vou acreditar
e nem vou pensar se me chamar
pra fugir contigo outra vez
Não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
Tanto se fez perder...
E é tão errado
escolher o deserto
pra ancorar nossas pernas.
Não permitas
que a solidão me seja o fim
ao gritar por teu nome.
Diz, que eu vou guardar-te sempre
em meu rosto este mesmo olhar
e nem vou pensar se me chamar
pra fugir contigo outra vez.
Não vou pensar se amanhã
a certeza será talvez.
Comece uma frase Sofia, qual aquelas que acendiam estrelas.
Me deixa uma vez mais
encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
"Adeus Sofia"
Não fala mais nada e me deixa viver sem culpa porque
não há nada que se possa fazer agora que
sem âncoras, este navio segue além do sol
e nada mais vai voltar a ser como em dias que
meus passos não diziam nada e eu caminhava sem saber
como ia voltar pra casa antes do dia amanhecer
E se o vento carregar pra longe o teu olhar
e tocar o céu ser dor maior que perceber
que as nuvens de algodão tem marcas de minhas mãos...
mesmo assim te guardarei, porque agora tanto
faz...será
Me leve às estrelas sem pensar que amanhã tudo pode
mudar.
Me deixa sonhar em paz porque eu já não penso em
acordar.
"Me leve às estrelas"
Ah, se ser feliz
ainda me fosse objeto de paz...
Por que não querida? Por que não?
Vê, já fez sentido um dia
proclamar planos e promessas
pra não comprometer o "enquanto".
"Lírios aos anjos"
Sabe,
Às vezes, penso mesmo que dizer
"deixa pra lá" cansa menos
e você?
"Os funerais do coelho branco"
Colocaria todas as músicas aqui,mas esse post ficaria muito grande.Acho que estão ai as favoritas,as mais ouvidas.
27 de outubro de 2010
Melhor do pior
Depois de esperar por um final trágico e emocionante,ver as viagens,os garotos e aquele sítio cair num buraco sem volta,eu prometi não mais classificar as pessoas,aqueles meu amigos.
A minha ideia de "melhor" na amizade era assim:Nós éramos iguais no jeito,nas palavras.Falávamos às vezes juntas e nem precisávamos abrir a boca para saber o que se passava.Tínhamos códigos,toques,e manias que ninguém mais além de nós e do nosso grupinho entenderia.Dormíamos juntas,vivíamos grudadas.Comíamos as mesmas coisas e planejávamos festas gigantescas.Achávamos que no nosso mundo,nada poderia ser melhor,nada poderia acabar com o que era verdadeiro e nosso.As coisas mudaram...
Os meninos das fantasias,acabaram virando realidade e destruindo com aquilo que era exclusivamente feminino e perfeito,a amizade.
Tudo antes ficaria bem se ela se apaixonasse pelo mesmo garoto que você,ou se você ficasse com o menino dela,só para curtir.Nada seria mais grave do que um coração gritando apaixonado,pela primeira vez na vida das melhores...
Os dias passam,e de repente a melhor,se torna o melhor.As saídas agora são diferentes,o papo é outro e você acaba perdendo aquele vinculo que tinha antes com as melhores.
Não sei se isso acontece porque o tempo passa e as ideias acabam mudando.Eu sinto falta das tardes,das conversas e do "nada" que a gente fazia junto.
Agora,é engraçado meu modo de ver as pessoas.Já não tenho mais alguém para ficar o dia todo comigo de pernas para o ar.Às vezes me pego sozinha querendo conversar e reparo que não há ninguém na sala,no telefone.
A verdade é que,talvez seja injusto classificar alguém como melhor.Pior ainda é descarregar essa responsabilidade em cima de alguém que talvez nem te veja da mesma forma.Não tenho mais melhores amigos,e sim pessoas melhores ao meu lado.
A minha ideia de "melhor" na amizade era assim:Nós éramos iguais no jeito,nas palavras.Falávamos às vezes juntas e nem precisávamos abrir a boca para saber o que se passava.Tínhamos códigos,toques,e manias que ninguém mais além de nós e do nosso grupinho entenderia.Dormíamos juntas,vivíamos grudadas.Comíamos as mesmas coisas e planejávamos festas gigantescas.Achávamos que no nosso mundo,nada poderia ser melhor,nada poderia acabar com o que era verdadeiro e nosso.As coisas mudaram...
Os meninos das fantasias,acabaram virando realidade e destruindo com aquilo que era exclusivamente feminino e perfeito,a amizade.
Tudo antes ficaria bem se ela se apaixonasse pelo mesmo garoto que você,ou se você ficasse com o menino dela,só para curtir.Nada seria mais grave do que um coração gritando apaixonado,pela primeira vez na vida das melhores...
Os dias passam,e de repente a melhor,se torna o melhor.As saídas agora são diferentes,o papo é outro e você acaba perdendo aquele vinculo que tinha antes com as melhores.
Não sei se isso acontece porque o tempo passa e as ideias acabam mudando.Eu sinto falta das tardes,das conversas e do "nada" que a gente fazia junto.
Agora,é engraçado meu modo de ver as pessoas.Já não tenho mais alguém para ficar o dia todo comigo de pernas para o ar.Às vezes me pego sozinha querendo conversar e reparo que não há ninguém na sala,no telefone.
A verdade é que,talvez seja injusto classificar alguém como melhor.Pior ainda é descarregar essa responsabilidade em cima de alguém que talvez nem te veja da mesma forma.Não tenho mais melhores amigos,e sim pessoas melhores ao meu lado.
25 de outubro de 2010
...
-O resultado saiu,deu positivo...
-Parabéns,mais um passo,mais uma vitória na sua vida.Estou muito feliz por você!Você merecia!
-É...talvez eu mereça mesmo,obrigada.
-Não vi você chorar nem gritar de alegria como fez antes.Não vejo felicidade em seus olhos...
-Não tenho certezas,não tenho nada nas mãos.
-Você tem a mim!
-Sinal maior de que não tenho nada!Não tenho minhas mãos fechadas e seguras.
-Mas amar não é ter domínio.Amar é fechar os olhos e esperar que as coisas aconteçam com os sentidos,sem esperar algo totalmente concreto,seguro.
-Não falo de amor...
-Fala de que então?
-Cansei de dormir todos os dias e ter os mesmos sonhos.Cansei de acordar triste e ter certeza que meu dia será igual ao anterior e idêntico ao amanhã.Perdi o autocontrole,quero minha vida de volta.
-Posso seguir junto com você?
-Você faz parte do sonho,do "todo o dia".
-Isso significa que estamos acabando?Você sabe que eu não voltarei atrás se essa for sua decisão.
-Sei!
-E então...
-Faça o que achar que tem que fazer,me comunique se achar que deve.
-Você não liga?Você não me ama mais?
-Sempre te amei,ainda te amo e para sempre vou te amar.Só que ao abrir minha mão,eu deixei meu coração voar,viajar sem tempo exato de volta.
-Eu...
-Também gostaria de sentir algo agora...
(Querido diário otário - Linhas tortas - Dezembro de 2008)
-Parabéns,mais um passo,mais uma vitória na sua vida.Estou muito feliz por você!Você merecia!
-É...talvez eu mereça mesmo,obrigada.
-Não vi você chorar nem gritar de alegria como fez antes.Não vejo felicidade em seus olhos...
-Não tenho certezas,não tenho nada nas mãos.
-Você tem a mim!
-Sinal maior de que não tenho nada!Não tenho minhas mãos fechadas e seguras.
-Mas amar não é ter domínio.Amar é fechar os olhos e esperar que as coisas aconteçam com os sentidos,sem esperar algo totalmente concreto,seguro.
-Não falo de amor...
-Fala de que então?
-Cansei de dormir todos os dias e ter os mesmos sonhos.Cansei de acordar triste e ter certeza que meu dia será igual ao anterior e idêntico ao amanhã.Perdi o autocontrole,quero minha vida de volta.
-Posso seguir junto com você?
-Você faz parte do sonho,do "todo o dia".
-Isso significa que estamos acabando?Você sabe que eu não voltarei atrás se essa for sua decisão.
-Sei!
-E então...
-Faça o que achar que tem que fazer,me comunique se achar que deve.
-Você não liga?Você não me ama mais?
-Sempre te amei,ainda te amo e para sempre vou te amar.Só que ao abrir minha mão,eu deixei meu coração voar,viajar sem tempo exato de volta.
-Eu...
-Também gostaria de sentir algo agora...
(Querido diário otário - Linhas tortas - Dezembro de 2008)
Dona Glória.
Dona Glória é amiga da família.Uma costureira de mão cheia,que me dava balas e doces como ninguém!
Ontem,depois de muito tempo,a encontrei quando já ia embora da casa da minha vó.Ela não mudou nada,parece que parou no tempo.O mesmo timbre de voz,o mesmo cheiro gostoso de linhas e "dama da noite",o mesmo tom e cabelo,a mesma estatura e se duvidar o mesmo peso.Dona Glória continua sendo vó,uma imagem meio distorcida de uma vó,que se não fosse a minha Eva,eu ia gostar muito de ter.
Nós nos abraçamos muito.Ela,por sua vez,disse que eu estava mudada,bonita e que estava mais do que nunca parecida com minha mãe.Eu a olhei através dos óculos antigos e a lembrei de um pijaminha que ela me deu quando eu tinha meus 6 aninhos.O pijama,(que ainda existe)é laranja com babadinhos e um peixinho no cantinho.Na época ficava grande demais.Hoje em dia,esse tal pijama parece até uma pequena fantasia,se olhar bem...
Nunca vou me esquecer dos vestidos que ela costurava para mim,dos doces gostosos,das bolachinhas caseiras e daquele quintal gostoso com uma árvore no meio e algumas engenhocas.Dona Glória será eterna,não importa o que aconteça.
Ontem,depois de muito tempo,a encontrei quando já ia embora da casa da minha vó.Ela não mudou nada,parece que parou no tempo.O mesmo timbre de voz,o mesmo cheiro gostoso de linhas e "dama da noite",o mesmo tom e cabelo,a mesma estatura e se duvidar o mesmo peso.Dona Glória continua sendo vó,uma imagem meio distorcida de uma vó,que se não fosse a minha Eva,eu ia gostar muito de ter.
Nós nos abraçamos muito.Ela,por sua vez,disse que eu estava mudada,bonita e que estava mais do que nunca parecida com minha mãe.Eu a olhei através dos óculos antigos e a lembrei de um pijaminha que ela me deu quando eu tinha meus 6 aninhos.O pijama,(que ainda existe)é laranja com babadinhos e um peixinho no cantinho.Na época ficava grande demais.Hoje em dia,esse tal pijama parece até uma pequena fantasia,se olhar bem...
Nunca vou me esquecer dos vestidos que ela costurava para mim,dos doces gostosos,das bolachinhas caseiras e daquele quintal gostoso com uma árvore no meio e algumas engenhocas.Dona Glória será eterna,não importa o que aconteça.
21 de outubro de 2010
Feliz,hoje e sempre!
Amanhã já está quase chegando,e como sempre eu quis me adiantar e falar um pouquinho de você,sobre esse dia.
De acordo com a nossa matemática, nos conhecemos a mais ou menos sete anos.Desses sete,estamos juntos a quatro anos e nove meses e namorando a um ano e nove meses.O tempo realmente voa quando eu estou do seu lado,é inevitável!Ainda assim, mesmo com tanto tempo, mesmo sendo meio descuidada e não medindo as palavras na hora de falar, eu ainda travo na hora de escrever sobre como me sinto quando estou com você.
Eu ia começar dizendo que te amo que você me faz feliz e todas aquelas coisas, mas resolvi fazer uma breve retrospectiva do que foram esses quase quatro anos com você.
Você era estranho ainda quando fez seus quinze anos. Ainda era gordinho, orelhudo de cabelos lisos e quase grandinhos como os de hoje. Era maior que eu, fato!Me olhava com tremenda paixão nos olhos e segurava minha mão como ninguém.Sem contar a sua blusa ma-ra-vi-lho-sa que eu tanto amava vestir para...Bem,você sabe o porquê!Também foi nesse ano que nós demos nosso primeiro beijo...E claro!Sem contar da super festa que você deu e não me chamou.Mas tudo bem,mesmo tendo sido a muito tempo atrás,essa eu não vou te perdoar!
Com dezesseis,você começou a virar bonequinho de livro de ciências.Aqueles que mostram a evolução do corpo sabe?Você é o rapaz,nem adolescente,nem adulto ainda.Já estava mais charmoso,começou a ter alargador,foi ficando mais cabeludinho e bem mais magro que o Mú de antes.Se tornou meu melhor amigo,meu verdadeiro amor.Você sempre esteve comigo em todos os momentos,principalmente nas conversas ao telefone virando a madrugada...
Aos dezessete,ah,minha perdição!Finalmente começamos a namorar.(Lembrando sempre que quem fez o pedido fui eu!)Nunca vou esquecer de como me diverti com você num dia 30 de Janeiro...
Com dezoito, bem, você cresceu e agora já até dorme em outra cidade sem ninguém por perto.Teve que aprender a se virar sozinho,a dar nó na gravata e a dormir com a espaçosa da sua namorado.
Ai agora você inventou de fazer dezenove anos...
Puxa Mú,você não mudou em nada!Ainda é aquele mesmo menino de olhos verdes que me conquistou,que pega na minha mão e diz que as coisas vão ficar bem,mesmo quando até você sabe que não vão.Ainda me olha nos olhos com ternura,e deita no meu colo quando não ha mais saída alguma.Ainda é aquele menino diferente,com um coração enorme que eu me apaixonei.Isso,é o que me faz ter certeza de que você é o certo,sempre!
Obrigada por tudo que você é para mim.Por tudo que você me ensinou,por todos dias,por todos os momentos,por tudo que você me ofereceu.Namorar com você,é a melhor coisa que eu já fiz eu toda a minha vida,pode apostar!
Bom,e enfim o esperado!
Parabéns Mú,que nesse dia tão especial,você possa estar cercado de coisas boas,de carinho e pessoas que realmente gostam de você.Você merece tudo,e muito mais.
Eu amo muito você Muzão,pra sempre!
P.S. Seu presente-perfume te espera aqui junto com seu bolo de cenoura especial de aniversário.E claro,eu.
De acordo com a nossa matemática, nos conhecemos a mais ou menos sete anos.Desses sete,estamos juntos a quatro anos e nove meses e namorando a um ano e nove meses.O tempo realmente voa quando eu estou do seu lado,é inevitável!Ainda assim, mesmo com tanto tempo, mesmo sendo meio descuidada e não medindo as palavras na hora de falar, eu ainda travo na hora de escrever sobre como me sinto quando estou com você.
Eu ia começar dizendo que te amo que você me faz feliz e todas aquelas coisas, mas resolvi fazer uma breve retrospectiva do que foram esses quase quatro anos com você.
Você era estranho ainda quando fez seus quinze anos. Ainda era gordinho, orelhudo de cabelos lisos e quase grandinhos como os de hoje. Era maior que eu, fato!Me olhava com tremenda paixão nos olhos e segurava minha mão como ninguém.Sem contar a sua blusa ma-ra-vi-lho-sa que eu tanto amava vestir para...Bem,você sabe o porquê!Também foi nesse ano que nós demos nosso primeiro beijo...E claro!Sem contar da super festa que você deu e não me chamou.Mas tudo bem,mesmo tendo sido a muito tempo atrás,essa eu não vou te perdoar!
Com dezesseis,você começou a virar bonequinho de livro de ciências.Aqueles que mostram a evolução do corpo sabe?Você é o rapaz,nem adolescente,nem adulto ainda.Já estava mais charmoso,começou a ter alargador,foi ficando mais cabeludinho e bem mais magro que o Mú de antes.Se tornou meu melhor amigo,meu verdadeiro amor.Você sempre esteve comigo em todos os momentos,principalmente nas conversas ao telefone virando a madrugada...
Aos dezessete,ah,minha perdição!Finalmente começamos a namorar.(Lembrando sempre que quem fez o pedido fui eu!)Nunca vou esquecer de como me diverti com você num dia 30 de Janeiro...
Com dezoito, bem, você cresceu e agora já até dorme em outra cidade sem ninguém por perto.Teve que aprender a se virar sozinho,a dar nó na gravata e a dormir com a espaçosa da sua namorado.
Ai agora você inventou de fazer dezenove anos...
Puxa Mú,você não mudou em nada!Ainda é aquele mesmo menino de olhos verdes que me conquistou,que pega na minha mão e diz que as coisas vão ficar bem,mesmo quando até você sabe que não vão.Ainda me olha nos olhos com ternura,e deita no meu colo quando não ha mais saída alguma.Ainda é aquele menino diferente,com um coração enorme que eu me apaixonei.Isso,é o que me faz ter certeza de que você é o certo,sempre!
Obrigada por tudo que você é para mim.Por tudo que você me ensinou,por todos dias,por todos os momentos,por tudo que você me ofereceu.Namorar com você,é a melhor coisa que eu já fiz eu toda a minha vida,pode apostar!
Bom,e enfim o esperado!
Parabéns Mú,que nesse dia tão especial,você possa estar cercado de coisas boas,de carinho e pessoas que realmente gostam de você.Você merece tudo,e muito mais.
Eu amo muito você Muzão,pra sempre!
P.S. Seu presente-perfume te espera aqui junto com seu bolo de cenoura especial de aniversário.E claro,eu.
20 de outubro de 2010
Consegui então dormir depois de todo aquele reboliço com raiva e lágrimas.Não deveria ter ouvido 'Ponto de Paz',nem 'Preciso Parar' várias vezes seguidas no dia.Me senti num filme sendo filmada,não foi legal!
Meu maior problema é nunca ter paciência,nunca dar ouvido aos conselhos que eu tanto dou para os outros,nunca olhar para fora e enxergar a verdade que é fato,não a que eu crio.Eu deveria falar menos,observar mais e saber certas diferenças,como o que é bom para mim,e o que só convém aos outros.Dentre outras coisas,deveria ser mais compreensiva,mais decidida.
Hoje acordei e as coisas continuam no mesmo lugar.Com a diferença que eu já não sinto mais raiva,não sinto nada!Acordei ansiosa e com vontade de resolver logo tudo que precisa ser pingado.Não contei para ninguém,mas daqui quatro dias estarei dando mais um passo na minha vida,mesmo que sozinha,me sinto feliz por estar tomando mais essa decisão...Quem diria que em exato um ano eu mudaria radicalmente meu curso na faculdade?E mais,quem diria que eu largaria meu sonho laranja pelo verde água?
Quatro dias,dois dias,seis dias,duas vezes.Nunca gostei tanto de contas,nunca fui de esperar e ter estratégias a longo prazo.Dessa vez,o tempo tem que estar a meu favor e ver o quanto estou me esforçando.Quero todas aquelas respostas,vitórias.Como se fossem pra ontem...
Meu maior problema é nunca ter paciência,nunca dar ouvido aos conselhos que eu tanto dou para os outros,nunca olhar para fora e enxergar a verdade que é fato,não a que eu crio.Eu deveria falar menos,observar mais e saber certas diferenças,como o que é bom para mim,e o que só convém aos outros.Dentre outras coisas,deveria ser mais compreensiva,mais decidida.
Hoje acordei e as coisas continuam no mesmo lugar.Com a diferença que eu já não sinto mais raiva,não sinto nada!Acordei ansiosa e com vontade de resolver logo tudo que precisa ser pingado.Não contei para ninguém,mas daqui quatro dias estarei dando mais um passo na minha vida,mesmo que sozinha,me sinto feliz por estar tomando mais essa decisão...Quem diria que em exato um ano eu mudaria radicalmente meu curso na faculdade?E mais,quem diria que eu largaria meu sonho laranja pelo verde água?
Quatro dias,dois dias,seis dias,duas vezes.Nunca gostei tanto de contas,nunca fui de esperar e ter estratégias a longo prazo.Dessa vez,o tempo tem que estar a meu favor e ver o quanto estou me esforçando.Quero todas aquelas respostas,vitórias.Como se fossem pra ontem...
17 de outubro de 2010
Vasos e Jeans
Fez as malas e desocupou o apartamento pequeno onde morava.Deu alguns vasos para os vizinhos,e o único abajur para Dona Cássia do 520.Chorou muito ao se despedir de todos e partiu num carro alugado.Andaria durante 3hrs seguidas rumo a lugar nenhum para colocar a cabeça em ordem,mesmo sabendo que jamais conseguiria.
O deslocar da cabeça tinha nome e idade.Deveria ter um coração,mas usava calças jeans e tinha sido registrado com o sexo masculino na certidão de nascimento.Roberto,26 anos, seu namorado,seu amor.
Foi ouvindo músicas melosas o caminho todo,desligou o celular e só parou para comer alguma coisinha numa padaria dessas de estrada.Sentia seu coração apertado,estava com raiva e poderia fazer uma lista enorme de insultos e mandar imediatamente para ele se quisesse,mas preferiu comer e chorar o que ainda restava de amor.Talvez acabasse,tudo fosse embora ao assoar o nariz,ou secar a última lágrima,mas essa não vinha de jeito nenhum.
Voltou para o carro e já ia saindo,quando lembrou de fato o que havia acontecido.Trocara sua vida à dois para fugir e talvez chorar em qualquer outro canto sem nenhuma pessoa familiar para lhe consolar.Lembrou dos últimos acontecimentos,e se deu conta que estava sendo infantil e mesquinha,não merecia a vida que tinha se dirigisse por exatas 3hrs para lugar nenhum.
Ligou o celular.Várias chamadas perdidas e uma mensagem que teria evitado essa maluquice se não fosse tão teimosa.
"Só queria fazer uma surpresa e enfim comprar nossa aliança.Nunca fui bom em surpresas,mas achei que fazer você sentir saudades de mim ajudaria bastante.Não quero que você vá,nem que deixe de me amar...Espero que não tenha ido muito longe."
Foi então que conseguiu definir seus sentimentos:saudades e perda.
Dobrou a esquina com o carro alugado.Avistou Roberto sentado na escada do prédio e então teve certeza:Roberto não era nada parecido com ela.Talvez ele esquecesse de ligar de novo,ele é homem.Mas nada daquilo importava mais.Dali em diante,teria aquele jeans masculino todas as noites em seu apartamento.Com sorte,poderia até ter seus vasos de volta...
O deslocar da cabeça tinha nome e idade.Deveria ter um coração,mas usava calças jeans e tinha sido registrado com o sexo masculino na certidão de nascimento.Roberto,26 anos, seu namorado,seu amor.
Foi ouvindo músicas melosas o caminho todo,desligou o celular e só parou para comer alguma coisinha numa padaria dessas de estrada.Sentia seu coração apertado,estava com raiva e poderia fazer uma lista enorme de insultos e mandar imediatamente para ele se quisesse,mas preferiu comer e chorar o que ainda restava de amor.Talvez acabasse,tudo fosse embora ao assoar o nariz,ou secar a última lágrima,mas essa não vinha de jeito nenhum.
Voltou para o carro e já ia saindo,quando lembrou de fato o que havia acontecido.Trocara sua vida à dois para fugir e talvez chorar em qualquer outro canto sem nenhuma pessoa familiar para lhe consolar.Lembrou dos últimos acontecimentos,e se deu conta que estava sendo infantil e mesquinha,não merecia a vida que tinha se dirigisse por exatas 3hrs para lugar nenhum.
Ligou o celular.Várias chamadas perdidas e uma mensagem que teria evitado essa maluquice se não fosse tão teimosa.
"Só queria fazer uma surpresa e enfim comprar nossa aliança.Nunca fui bom em surpresas,mas achei que fazer você sentir saudades de mim ajudaria bastante.Não quero que você vá,nem que deixe de me amar...Espero que não tenha ido muito longe."
Foi então que conseguiu definir seus sentimentos:saudades e perda.
Dobrou a esquina com o carro alugado.Avistou Roberto sentado na escada do prédio e então teve certeza:Roberto não era nada parecido com ela.Talvez ele esquecesse de ligar de novo,ele é homem.Mas nada daquilo importava mais.Dali em diante,teria aquele jeans masculino todas as noites em seu apartamento.Com sorte,poderia até ter seus vasos de volta...
16 de outubro de 2010
Outras coisas
Um mix de sentimentos.Agora entendia o que Max sentiu quando recebeu aquele livro contando sua história,seu íntimo.Talvez não fosse para tanto,mas a gravidade das coisas acabam sendo aumentadas quando os olhos estão voltados para dentro,vendo apenas o que querem.
Eu quero fugir de todos os rótulos,todas as coisas que eu não gosto sem entrar em contradição e acabar fazendo o mesmo mais tarde.Queria poder sair voando por ai e sentir na pele arrepio de verdade,vento,chuva pesada.
Fechei os olhos,e te encontrei sentindo saudades de mim,te neguei enquanto pude e continuei meu caminho sorrindo e dando risada alta e descontrolada.Senti uma enorme raiva por você não estar comigo dividindo mais um daqueles momentos incríveis.(Jurei te levar lá um dia desses)...
No bar,nós conversamos e meu pensamento voou longe,não mais porque o assunto estava interessante e a companhia muito agradável.
Não sabia que idade tinha,se teria idade,e se um dia largaria todas minhas manias e biquinhos.Não sei se um dia conseguiria olhar para frente e não sentir passos junto aos meus.Logo eu,tão independente...Senti seus olhos me olharem de longe,me dizendo que as coisas ficariam boas.
Escrevi mais uma história,terminei minha bebida e fui embora.Ainda não sei explicar,talvez seja medo,ou talvez eu nunca descubra o que é.Sei que não me senti livre,como deveria estar.
____
Eu quero fugir de todos os rótulos,todas as coisas que eu não gosto sem entrar em contradição e acabar fazendo o mesmo mais tarde.Queria poder sair voando por ai e sentir na pele arrepio de verdade,vento,chuva pesada.
Fechei os olhos,e te encontrei sentindo saudades de mim,te neguei enquanto pude e continuei meu caminho sorrindo e dando risada alta e descontrolada.Senti uma enorme raiva por você não estar comigo dividindo mais um daqueles momentos incríveis.(Jurei te levar lá um dia desses)...
No bar,nós conversamos e meu pensamento voou longe,não mais porque o assunto estava interessante e a companhia muito agradável.
Não sabia que idade tinha,se teria idade,e se um dia largaria todas minhas manias e biquinhos.Não sei se um dia conseguiria olhar para frente e não sentir passos junto aos meus.Logo eu,tão independente...Senti seus olhos me olharem de longe,me dizendo que as coisas ficariam boas.
Escrevi mais uma história,terminei minha bebida e fui embora.Ainda não sei explicar,talvez seja medo,ou talvez eu nunca descubra o que é.Sei que não me senti livre,como deveria estar.
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'Se o ama,deixe-o livre'
*Início: 11 de julho de 2010. Fim: Nunca, se depender de mim.
Eu não sei ao certo como começar. Eu poderia descrevê-lo de diversas maneiras, desde seu físico até sua personalidade: ele era alguns centímetros mais alto do que eu, olhos azuis, blá blá blá, um menino interessante, inteligente, divertido, educado e doce, como costumava dizer a ele. Eu poderia prolongar todos estes adjetivos,da mesma forma que me esforçava ao máximo para prolongar cada minuto que conversávamos, mas talvez isso não seja realmente necessário. O mais engraçado é que, embora eu não o conhecesse a princípio, eu adorava passar algumas poucas horas da noite conversando com ele. E tal conversa não era pessoalmente, nem tampouco por telefone: era por MSN, uma forma um tanto quanto incomum de tentar conhecer
alguém. Mas eu adorava. Talvez ainda adore. Confesso que de início tudo era um pouco estranho; talvez ele ache isso também. O que eu deveria dizer, perguntar? Como deveria abordá-lo? Deveria falar todos os dias? Eu simplesmente não sabia, mas eu não podia deixar de dizer pelo menos um “oi” ao encontrá-lo online toda noite. Lentamente isso foi fazendo parte da minha rotina.
De x a x horário: estudar; de y a y horário: fazer tal coisa; a partir das 21:30: falar com ele. E eu realmente gostava, mesmo quando não tinha nada a dizer. Acho que foi desta forma que pegamos um pouco de intimidade. Mas as nossas férias acabaram e ambos voltamos a estudar. Às vezes tinha sorte de encontrá-lo online quando chegava à noite, às vezes não. Mas eu tinha os finais de semana, quase sempre. Trocamos telefone, mas até o exato momento em que expresso tais palavras, ele nunca me ligou e nem eu o liguei. Logo depois ele me disse que não gostava muito te telefones; eu também não tinha muita paciência para isso, mas adoraria receber um telefonema dele algum dia. E assim nos mantemos, com a ajuda do MSN. Após dois meses e meio conseguimos nos encontrar (ele arrumou um tempinho
na verdade). Passei todo o dia anterior me perguntando como eu deveria agir, falar, me portar... Decidi pelo óbvio: eu seria espontânea. Não tenho certeza se pra ele foi tão bom quanto foi pra mim. Talvez eu tenha errado em algumas coisas, mas o que posso fazer? Eu estava sendo eu mesma. Tive medo de que não conversássemos mais depois deste dia. Não queria que tudo “acabasse em pizza”.
Felizmente ainda conversamos, mas não sei dizer se esse fato significa “no pizzas”. Não sei por que comecei conjugando o verbo "ser" no passado: “Ele era alguns centímetros mais alto do que eu (...), divertido, educado e doce”. Ele não era; ele ainda é. E apesar de já ter passado duas semanas após o nosso encontro, ainda sinto medo de que tudo acabe de repente. Sinceramente, sinto isso o tempo todo.
É realmente muito provável que ele signifique algo muito maior pra mim do que eu pra ele. Às vezes acho que gosto de verdade da pessoa dele. Gosto, sim. No próximo sábado ele irá viajar (viagens de formatura); fiquei um pouco triste em saber que ele vai estar tão distante (muito mais do que a distância que nos separa) e isso mostra que talvez eu sinta a falta dele. Mas eu devo me acostumar desde
já. Essa semana será a semana da provação. Ele pode não voltar exatamente pra mim... Pra agora, o que eu quero é poder desejar pessoalmente uma boa viagem. Talvez assim ele perceba que haverá alguém esperando por ele aqui.
______
Escrito por Fernanda.
Delicadamente copiado e colado por mim,com a autorização dela!
alguém. Mas eu adorava. Talvez ainda adore. Confesso que de início tudo era um pouco estranho; talvez ele ache isso também. O que eu deveria dizer, perguntar? Como deveria abordá-lo? Deveria falar todos os dias? Eu simplesmente não sabia, mas eu não podia deixar de dizer pelo menos um “oi” ao encontrá-lo online toda noite. Lentamente isso foi fazendo parte da minha rotina.
De x a x horário: estudar; de y a y horário: fazer tal coisa; a partir das 21:30: falar com ele. E eu realmente gostava, mesmo quando não tinha nada a dizer. Acho que foi desta forma que pegamos um pouco de intimidade. Mas as nossas férias acabaram e ambos voltamos a estudar. Às vezes tinha sorte de encontrá-lo online quando chegava à noite, às vezes não. Mas eu tinha os finais de semana, quase sempre. Trocamos telefone, mas até o exato momento em que expresso tais palavras, ele nunca me ligou e nem eu o liguei. Logo depois ele me disse que não gostava muito te telefones; eu também não tinha muita paciência para isso, mas adoraria receber um telefonema dele algum dia. E assim nos mantemos, com a ajuda do MSN. Após dois meses e meio conseguimos nos encontrar (ele arrumou um tempinho
na verdade). Passei todo o dia anterior me perguntando como eu deveria agir, falar, me portar... Decidi pelo óbvio: eu seria espontânea. Não tenho certeza se pra ele foi tão bom quanto foi pra mim. Talvez eu tenha errado em algumas coisas, mas o que posso fazer? Eu estava sendo eu mesma. Tive medo de que não conversássemos mais depois deste dia. Não queria que tudo “acabasse em pizza”.
Felizmente ainda conversamos, mas não sei dizer se esse fato significa “no pizzas”. Não sei por que comecei conjugando o verbo "ser" no passado: “Ele era alguns centímetros mais alto do que eu (...), divertido, educado e doce”. Ele não era; ele ainda é. E apesar de já ter passado duas semanas após o nosso encontro, ainda sinto medo de que tudo acabe de repente. Sinceramente, sinto isso o tempo todo.
É realmente muito provável que ele signifique algo muito maior pra mim do que eu pra ele. Às vezes acho que gosto de verdade da pessoa dele. Gosto, sim. No próximo sábado ele irá viajar (viagens de formatura); fiquei um pouco triste em saber que ele vai estar tão distante (muito mais do que a distância que nos separa) e isso mostra que talvez eu sinta a falta dele. Mas eu devo me acostumar desde
já. Essa semana será a semana da provação. Ele pode não voltar exatamente pra mim... Pra agora, o que eu quero é poder desejar pessoalmente uma boa viagem. Talvez assim ele perceba que haverá alguém esperando por ele aqui.
______
Escrito por Fernanda.
Delicadamente copiado e colado por mim,com a autorização dela!
14 de outubro de 2010
Walking with a ghost
"You'll see me, will feel me"
Tocava esse som a última vez que eu o senti perto de mim.
Essa tarde,fez muito frio em casa,e então eu decidi descer para tomar um sol na varanda.A tarde estava cinza,com tons de azul.Como os olhos dele...
Deitei tristemente na espreguiçadeira e chorei relembrando os momentos.Tudo que eu fazia,ouvia e via,me lembrava ele,até nas coisas mais banais,como olhar as árvores sacudindo de um lado para o outro.
Estava deprimidamente animada quando ele apareceu,foi um dos meus melhores dias!
Casaco amarrado na cintura,jeans desbotados,cabelos bagunçados e com aspecto meio sujo.Marcos era bonito de se admirar.Tinha ginga no andar,falava como um inglês revoltado,tinha cheiro de pão fresco.
Chegou mais perto,conversou comigo,me deu conselhos e disse que o protetor solar que eu usava estava vencido,iria me queimar de qualquer jeito!Ri com ele,e prometi trocar meu protetor solar se ele aparecesse na mesma hora no dia seguinte.
Ele apareceu.
Prometeu vir todos os dias,e veio,ele sabia que eu precisava de sua companhia.
Os segundos,meses iam passando,e Marcos se tornava cada vez mais meu amuleto,minha droga.Estava viciada pelos olhos cinza-azulados que ele tinha.O problema,era que o inverno estava chegando de vez,e ele já não gostava tanto assim dos meus olhos amendoados...
Na manhã seguinte,no mesmo lugar,como o prometido.
Fiquei esperando que ele aparecesse mesmo depois de duas horas de atraso.O vento estava forte,mas as árvores não saiam do lugar,era curioso.Já me levantava para ir embora,quando uma mão me puxou para baixo e me obrigou a sentar de novo.Marcos sussurrou em meus ouvidos:
Já não te quero mais!E nem poderia,pois estou sumindo de vez.Você deveria fazer o mesmo...
O vento então balançou meus cabelos,e fez as lágrimas caírem rápido,frias.
Nunca mais fui a mesma...
O vento bate a porta,e ainda consegue me enganar.Não sei se mereço,não sei se posso.Queria poder sentir Marcos de novo.
11 de outubro de 2010
Aniversário
7 de Outubro de 2007,meu aniversário!Um dia em que todos param segundinhos para virem me abraçar, lembram de coisas que já fizemos juntos, sentem orgulho de mim e me dão coisas que nunca vou usar,e que supostamente irei deixar no armário especial de aniversário.Evito ao máximo que as pessoas visitem meu apartamento,para não conhecerem minhas intimidades,esse tal armário.
Oi,me chamo Cristina e esse ano eu resolvi fazer algo completamente diferente de todos os outros 26 aniversários que tive.E acreditem,foi um aniversário e tanto...
Felizmente, há 27 anos, minha mãe estava tendo um prazer enorme em descobrir que estava grávida de sua primeira menina, eu. Mamãe planejou meu nascimento exatamente para que eu nascesse em Outubro, especificamente até o dia 22, para ser Libriana. Nunca me senti como alguém de libra. Não sou meiga, não sou generosa, não me preocupo com os outros, e relacionamentos... Não gosto nem de pensar. Queria poder inventar algum signo, um mix de vários que conheço. Iria me sentir melhor...
Nesse ano, completo 27 anos de uma vida bem sucedida e cercada de pessoas que realmente me amam e que me idolatram pela pessoa que eu sou, ou pela qual eu deveria ser. Pessoas que fazem questão de contarem os segundos para que dia 7 de Outubro chegue logo para que a festa comece!Sinto-me bem por todos se importarem comigo, mas isso tudo já não faz mais sentido. Sinto-me velha, e a vida que deveria acabar aos 35, está me deixando no chinelo, marcando meu rosto e joelhos.
Pois bem!Esse ano seria tudo diferente. Um pouco planejado, mas seria do meu jeito.
Sai do escritório por volta do meio dia e não dei explicação a ninguém. Não fui para o restaurante de costume, e deixei no ar alguma coisa como "Volto mais tarde".
Fui até a Alameda Antunes e comprei dois pares de sapatos, uma lingerie e um vestido azul marinho que marcasse bem a minha silhueta.
Voltei para casa, acendi algumas velas, preparei um prato convencional, tomei algum licor e esperei que o presente chegasse. Ele chegou adiantado...
Carlos era mais novo que eu alguns anos. Tinha corpo de menininho e era isso que o tornava especial para mim naquela tarde.
Entrou sem bater e sem fazer cerimônia e já foi logo fazendo o que tinha que fazer. Sentia-me renovada com ele por perto, mesmo com todo o bolo de pessoas me querendo lá fora.
Terminamos logo o combinado e ele foi embora me deixando um perfume, e uma marca no ombro esquerdo...
A noite então começava!
Desliguei a luz e o telefone. Fiquei nua e sentei no balcão da janela e fiquei olhando a chuva cair lentamente e resfriar minha pele enquanto eu colocava os sentimentos no lugar. Estava em mais uma de minhas crises, e ninguém estava por perto para me ajudar, nunca deixei. A Cris que todos conheciam jamais se deixaria abalar por um sexo rápido e um ano a mais de idade.
Eu sentia falta de coisas que nunca tinha vivenciado. Planejava viagens que jamais faria, e idolatrava pessoas que eu odiava com todas as forças. Eu gostava de viver suas vidas, de ser personagens diversos todas as noites depois do trabalho. Não usava perucas e nenhum outro acessório, só de olhar no espelho eu já sabia quem eu queria ser. Era qualquer um, menos eu mesma...
Essa noite chorei todas as mágoas de todos os personagens que já tinha sido. Senti remorso de todas as comidas, e de todas as loucuras que já tinha feito em nome de um fetiche. Resolvi deixar tudo ir embora, com a chuva. Joguei fora todos que eu era e prometi me assumir dalí,começar aos 27 sem culpa nenhuma.
Levantei com calma, e resolvi dar uma chance a todos àqueles embrulhos que estavam empilhados no armário especial de aniversário. Um embrulhinho azul, com fita roxa caiu no meu pé junto com um bilhetinho. Abri, era uma caixinha de música com uma foto de uma mulher bonita e jovem dos anos 50, dada pela mamãe no carnaval do ano anterior. Lembro que ela me disse para abrir quando eu estivesse à vontade e feliz,disse para que eu mantivesse a calma quando lesse o tal bilhete.
Foi então que eu cai em mim. Nada do que eu vivera até agora tinha sido real, por isso nada fazia sentido. Tinha matado tudo em vão...
Oi,me chamo Cristina e esse ano eu resolvi fazer algo completamente diferente de todos os outros 26 aniversários que tive.E acreditem,foi um aniversário e tanto...
Felizmente, há 27 anos, minha mãe estava tendo um prazer enorme em descobrir que estava grávida de sua primeira menina, eu. Mamãe planejou meu nascimento exatamente para que eu nascesse em Outubro, especificamente até o dia 22, para ser Libriana. Nunca me senti como alguém de libra. Não sou meiga, não sou generosa, não me preocupo com os outros, e relacionamentos... Não gosto nem de pensar. Queria poder inventar algum signo, um mix de vários que conheço. Iria me sentir melhor...
Nesse ano, completo 27 anos de uma vida bem sucedida e cercada de pessoas que realmente me amam e que me idolatram pela pessoa que eu sou, ou pela qual eu deveria ser. Pessoas que fazem questão de contarem os segundos para que dia 7 de Outubro chegue logo para que a festa comece!Sinto-me bem por todos se importarem comigo, mas isso tudo já não faz mais sentido. Sinto-me velha, e a vida que deveria acabar aos 35, está me deixando no chinelo, marcando meu rosto e joelhos.
Pois bem!Esse ano seria tudo diferente. Um pouco planejado, mas seria do meu jeito.
Sai do escritório por volta do meio dia e não dei explicação a ninguém. Não fui para o restaurante de costume, e deixei no ar alguma coisa como "Volto mais tarde".
Fui até a Alameda Antunes e comprei dois pares de sapatos, uma lingerie e um vestido azul marinho que marcasse bem a minha silhueta.
Voltei para casa, acendi algumas velas, preparei um prato convencional, tomei algum licor e esperei que o presente chegasse. Ele chegou adiantado...
Carlos era mais novo que eu alguns anos. Tinha corpo de menininho e era isso que o tornava especial para mim naquela tarde.
Entrou sem bater e sem fazer cerimônia e já foi logo fazendo o que tinha que fazer. Sentia-me renovada com ele por perto, mesmo com todo o bolo de pessoas me querendo lá fora.
Terminamos logo o combinado e ele foi embora me deixando um perfume, e uma marca no ombro esquerdo...
A noite então começava!
Desliguei a luz e o telefone. Fiquei nua e sentei no balcão da janela e fiquei olhando a chuva cair lentamente e resfriar minha pele enquanto eu colocava os sentimentos no lugar. Estava em mais uma de minhas crises, e ninguém estava por perto para me ajudar, nunca deixei. A Cris que todos conheciam jamais se deixaria abalar por um sexo rápido e um ano a mais de idade.
Eu sentia falta de coisas que nunca tinha vivenciado. Planejava viagens que jamais faria, e idolatrava pessoas que eu odiava com todas as forças. Eu gostava de viver suas vidas, de ser personagens diversos todas as noites depois do trabalho. Não usava perucas e nenhum outro acessório, só de olhar no espelho eu já sabia quem eu queria ser. Era qualquer um, menos eu mesma...
Essa noite chorei todas as mágoas de todos os personagens que já tinha sido. Senti remorso de todas as comidas, e de todas as loucuras que já tinha feito em nome de um fetiche. Resolvi deixar tudo ir embora, com a chuva. Joguei fora todos que eu era e prometi me assumir dalí,começar aos 27 sem culpa nenhuma.
Levantei com calma, e resolvi dar uma chance a todos àqueles embrulhos que estavam empilhados no armário especial de aniversário. Um embrulhinho azul, com fita roxa caiu no meu pé junto com um bilhetinho. Abri, era uma caixinha de música com uma foto de uma mulher bonita e jovem dos anos 50, dada pela mamãe no carnaval do ano anterior. Lembro que ela me disse para abrir quando eu estivesse à vontade e feliz,disse para que eu mantivesse a calma quando lesse o tal bilhete.
"Feliz Aniversário Princesa!Espero que não seja tarde para novas surpresas,para um novo aniversário."
Foi então que eu cai em mim. Nada do que eu vivera até agora tinha sido real, por isso nada fazia sentido. Tinha matado tudo em vão...
8 de outubro de 2010
Intimidades
Hoje ele me veio como lembrança,como arrepio.Tocou-me como sempre tocava,mas com as mãos mornas,não frias como de costume.Sua pele estava quente e sem cheiro...Me fez revirar para o outro lado e repensar na vida.Em todos os acontecimentos,mas principalmente em nós,no mais intimo possível.
É engraçado lembrar da primeira vez que nos tocamos inocentemente,eu com todo o meu bagageiro,você com um "quase ex namoro" que não deu em nada,só muito nojo.Lembro de como as coisas foram esquentando,e de como ser adolescentes já não combinava mais a nós dois.
A primeira vez aconteceu,e isso é um mistério até hoje para nós,você lembra?Até hoje me confundo com todas as 1º vezes,com os acertos,as viradas,e tudo que já nos aconteceu.
Enfim,pensei em tudo isso,porque hoje,sei o que é ter desejos por um homem,pele,perfume.Sei o que é sentir prazer,se entregar e ouvir músicas,que na infância eram estranhas e sem sentido,como "Todo O Amor Que Houver Nessa Vida" e "Do Me Good".Aprendi o que é sensualidade,clima,e o principal,sentimento por alguém!
É curioso meu bem,já somos quase adultos feitos.Que mais ainda vamos aprender?
É engraçado lembrar da primeira vez que nos tocamos inocentemente,eu com todo o meu bagageiro,você com um "quase ex namoro" que não deu em nada,só muito nojo.Lembro de como as coisas foram esquentando,e de como ser adolescentes já não combinava mais a nós dois.
A primeira vez aconteceu,e isso é um mistério até hoje para nós,você lembra?Até hoje me confundo com todas as 1º vezes,com os acertos,as viradas,e tudo que já nos aconteceu.
Enfim,pensei em tudo isso,porque hoje,sei o que é ter desejos por um homem,pele,perfume.Sei o que é sentir prazer,se entregar e ouvir músicas,que na infância eram estranhas e sem sentido,como "Todo O Amor Que Houver Nessa Vida" e "Do Me Good".Aprendi o que é sensualidade,clima,e o principal,sentimento por alguém!
É curioso meu bem,já somos quase adultos feitos.Que mais ainda vamos aprender?
6 de outubro de 2010
Conto da Madrugada.
Duas horas da manhã e eu só consigo fechar os olhos para piscar,e ainda assim,realizo mal esta tarefa.
Perdi o sono,a paciência e a clareza das coisas.Não quero mais saber o que é certo ou errado,quero uma vida agitada e com conteúdo,sem sobras.Quero estar em festas e reacender aquele velho costume de me aventurar e ficar bem depois.Sinto falta das coisas que passaram e dos gostos e rostos que estão se apagando pouco a pouco.
Não sei se sou eu,ou se eu nunca fui assim.Sinto-me doente e fora do contexto em diversas realidades.Não sei se estou acordada ou anestisiada,não sei o que quero e por onde devo ir.
Gostaria muito de culpar alguém e conseguir chorar essa noite para ter alguma marca pela manhã.
Talvez eu esteja tomada pela raiva,ou pela culpa de não ter coragem para ser quem eu queria.
Queria poder pular daqui,queria voltar no tempo e reviver algumas coisas,algumas conversas.
Por hoje,queria ter sono.
Perdi o sono,a paciência e a clareza das coisas.Não quero mais saber o que é certo ou errado,quero uma vida agitada e com conteúdo,sem sobras.Quero estar em festas e reacender aquele velho costume de me aventurar e ficar bem depois.Sinto falta das coisas que passaram e dos gostos e rostos que estão se apagando pouco a pouco.
Não sei se sou eu,ou se eu nunca fui assim.Sinto-me doente e fora do contexto em diversas realidades.Não sei se estou acordada ou anestisiada,não sei o que quero e por onde devo ir.
Gostaria muito de culpar alguém e conseguir chorar essa noite para ter alguma marca pela manhã.
Talvez eu esteja tomada pela raiva,ou pela culpa de não ter coragem para ser quem eu queria.
Queria poder pular daqui,queria voltar no tempo e reviver algumas coisas,algumas conversas.
Por hoje,queria ter sono.
4 de outubro de 2010
O Vendedor de Livros
Já era tarde,chovia muito quando a campanhia tocou e eu o vi pela segunda vez.Ele estava bonito,com barba por fazer e um cheiro ruim de dia todo.Convidei-o para entrar,ele aceitou.
Foi abrindo a pasta e me mostrando catálogos e preços,livros e coleções inteiras.Eu,só conseguia prestar a tenção nos lábios vermelhos e cansados que se mexiam sem parar,meio desconexos,mas deliciosos.Lábios de vendedor.
Olhei para ele,e aquela mulher cheia de pudores se despiu na sua frente.Ele ficou sem reação,tossiu e continuou me apresentando suas coleções...Não ouvia uma só palavra que ele me dizia.Não queria seus livros,nem nada material que ele pudesse me oferecer.Queria seu corpo,suas vontades e desejos,se os tivesse.
Deitamos no tapete fofo,presente de um amigo querido.Fizemos amor a noite toda,até cansarmos e ficarmos satisfeitos.
Estava completa,e me sentindo horrível.Acabara de dormir com um vendedor de livros,alguém que eu só havia visto por duas vezes,em ocasiões diferentes e inesperadas.Parecíamos amigos de longa data que por ironia,dividiam o mesmo chão e alguns conflitos.Ficamos de frente um para o outro,e acabei lhe contando muitas coisas e ele riu dos meus problemas com calma e suavidade.
Levantamos,tomamos algum café e ele disse que precisava ir embora,fazer alguma outra visita.Acho que senti uma espécie de ciúmes dele,não sei.Almejei que ele ficasse e me colocasse no colo,me ouvisse chorar e lavasse a louça depois...
Ele se foi.
Não me desejou boa sorte,não disse que voltaria,nem disse que estava tudo bem.Não me beijou,apenas foi embora e me deixou esse conto e seu cheiro,misturado ao meu,no tapete da sala.
Foi abrindo a pasta e me mostrando catálogos e preços,livros e coleções inteiras.Eu,só conseguia prestar a tenção nos lábios vermelhos e cansados que se mexiam sem parar,meio desconexos,mas deliciosos.Lábios de vendedor.
Olhei para ele,e aquela mulher cheia de pudores se despiu na sua frente.Ele ficou sem reação,tossiu e continuou me apresentando suas coleções...Não ouvia uma só palavra que ele me dizia.Não queria seus livros,nem nada material que ele pudesse me oferecer.Queria seu corpo,suas vontades e desejos,se os tivesse.
Deitamos no tapete fofo,presente de um amigo querido.Fizemos amor a noite toda,até cansarmos e ficarmos satisfeitos.
Estava completa,e me sentindo horrível.Acabara de dormir com um vendedor de livros,alguém que eu só havia visto por duas vezes,em ocasiões diferentes e inesperadas.Parecíamos amigos de longa data que por ironia,dividiam o mesmo chão e alguns conflitos.Ficamos de frente um para o outro,e acabei lhe contando muitas coisas e ele riu dos meus problemas com calma e suavidade.
Levantamos,tomamos algum café e ele disse que precisava ir embora,fazer alguma outra visita.Acho que senti uma espécie de ciúmes dele,não sei.Almejei que ele ficasse e me colocasse no colo,me ouvisse chorar e lavasse a louça depois...
Ele se foi.
Não me desejou boa sorte,não disse que voltaria,nem disse que estava tudo bem.Não me beijou,apenas foi embora e me deixou esse conto e seu cheiro,misturado ao meu,no tapete da sala.
Tudo,sem faltar nada
Querido Diário Otário...
(179)
Seja o que for
(129)
torne mais doce.
(78)
Contos.
(75)
Aconteceu comigo.
(55)
Mais idade.
(38)
só não apareça com algo fraco.
(25)
Você me completa.
(23)
só não me ofereça café.
(19)
Devaneios
(18)
Escrevi
(18)
mas não mandei.
(18)
Meu Melhor Amigo.
(13)
Vontade de escrever.
(13)
só me carregue para longe daqui.
(13)
Um EU Lírico
(11)
Seja o que foi...
(7)
Cartas a ninguém.
(6)
VerdadeMentiraOuConsequencia
(6)
olhe o seu.
(6)
Aaah falei mesmo.
(3)
