28 de julho de 2012

Veneno

"Os outros, aqueles que são diferentes de nós e com os quais não nos identificamos, mas que julgamos a partir de nós mesmos, ou seja, o que não conhecemos, porém classificamos conceitos prévios de algo que não sabemos a essência do preconceito (pré-conceito). Ao classificar algo que não conhecemos, utilizamos parâmetros exclusivamente nossos, assim, se chamamos alguém desconhecido de selvagem, de bárbaro, estamos na realidade falando de nós mesmos, pois o outro certamente não possui nada do que erroneamente imaginamos, estamos vendo-os pela primeira vez, daí talvez a origem dos conflitos culturais, pois sempre achamos que nós, nossa cultura, é a correta, a escolhida, a que foi abençoada por Deus. No entanto, o conhecimento do outro é um processo lento, que envolve o querer conhecer e despir-se, se possível, de si mesmo para poder apreender o outro, aprender com o outro, conhecer-se a partir do outro".
(COPANS,1971:14).
As ideias que se alojam na cabeça navegam o corpo implorando por reações involuntárias. As mãos suam, o coração acelera, a pele arrepia e a pupila dilata. Dá vontade de agir, de destilar veneno e ferir, mas nada é feito, pois o pouco de antidoto que ainda existe, (chame consciência, emoção), não permite que o seu lado mau aflore. A ideia que foi colocada é barata, sem fundamente e comprada em qualquer esquina, com qualquer conhecido. Compra-se, talvez, porque aquele “lado bom” que existe diz que é feio julgar sem conhecer e falar do que não sabe. Então, o que te consome de veneno, concorda com a compra, pois além de tudo, como se não bastasse, ele tem preguiça e não concordaria com uma pesquisa rápida que fosse. Sem contar o medo de ser surpreendido e ferir o tão amado ego. Como reagir a surpresa de que o outro, ou a outra coisa é diferente daquilo que sua cabeça criou? É possível render-se ao desconhecido, ou continuar, erroneamente com a cara da ignorância estampada no semblante. Faço esse texto, sinceramente pensando em todas as vezes que eu fui venenosa com o outro e outras coisas. Pensando nas vezes que eu me contentei com compras de ideias baratas que nem eram minhas. Me sinto pequena e um pouco enojada. Algumas vezes tive sim razão, e em muitas outras feri meu ego. Levei muito a sério esse negócio de “Meu santo não bate com o seu”, e percebi que nem sempre é assim. O que não bateu foi a coragem mesmo em conhecer o desconhecido, e se abrir para o novo, que sempre, mesmo que o queira, traz um desconforto danado. Aprendi umas coisas muito interessantes ontem. Me lancei no desconhecido, no que sentia medo, e percebi que nem sempre, ideias demais, julgamentos demais fazem bem a cabeça e ao coração. O ódio cega, e torna tolo o mais interessante e inteligente dos homens. Eu continuo passando sabe-se lá Deus que imagem ao meu semelhante. E fazendo tantas outras também. Por que não?! O único desejo, talvez, é que daqui pra frente haja menos preguiça, menos veneno e menos compras. Eu acho que continuarei com certa acidez vez ou outra, mas preste atenção, é de vez em quando, na maior parte do tempo sobrará ironia e sorrisos sinceros, e nada venenosos.

23 de julho de 2012

But we're best friends, right?

Hoje, faz um ano que a Amy tomou o último gole e foi cantar num lugar lindo, onde outros tantos maravilhosos estão também. Só de imaginar um paraíso onde Cazuza, Cássia e Amy cantam, sinto vontade de passar dessa para a melhor. Mas, não! Por enquanto não! Ouvi Amy pela primeira vez num desabafo, em "Rehab", ela com aquela voz deliciosa, dizendo que estava bem e que não tinha dias a perder. Aquele cabelo grande e volumoso, e é claro, aquele delineador maravilhoso fez com que meu santo batesse com o dela na hora. Dalí então, lembro que eu e minha amiga Fê, na época, tentávamos levantar os mais altos dos topetes, as maiores argolas e caprichar com o olho bem delineado e forte. A Fê e as nossas aventuras se foram. Mas a Amy, só amadureceu cada vez mais dentro de mim. Posso dizer que Amy era aquela amiga quando eu estava pra baixo, e todo o resto estava ocupado demais para estar comigo. E também, aquela que me colocava para cima. Até hoje é assim, Amy em todos os dias e em todos os momentos. Não consigo descrever o que ainda sinto quando eu vejo o DVD dela. Fico em êxtase, é maravilhoso. Amy era o doce dos problemas, e mais uma pessoa que tinha problema com as drogas e o álcool. Infelizmente, a mídia a tratava como um espetáculo, uma bomba que explodindo, por mais uma vez, daria uma matéria sensacional e agradaria aqueles que ansiosos, já esperavam sua morte. É triste perder uma grande alma assim, uma voz extraordinária e letras tão profundas e tocantes. Amy faz falta em carne porque em meio a tantos "thu e thá" que existem por ai, ela salvaria meus ouvidos egoístas de mais essa. Enfim, Amy para mim é eterna. E mais eterna ainda ficará na minha pele. Em breve, Farei uma tatuagem com uma frase dita por ela que muito me descreve. Uma homenagem talvez, e mesmo que um dia essa febre toda passe, terei registrado no corpo o que fomos, mesmo que indiretamente, uma para outra.
Obrigada Amy, mais uma vez!

12 de julho de 2012

Sobre ela, ainda.

Faz tempo que eu não a vejo de perto, que não a abraço, nem sei mais como ela anda, o que sente. Em mim, ficou só o melhor que tivemos e só consigo sentir amor por ela, qualquer outro sentimento seria hipócrita da minha parte. Ela ainda tem a mania de se achar certa em tudo, de esconder o lindo amadeirado e encaracolado de seus cabelos em uma cor avermelhada e sem graça. Mas ela ainda mantém seus olhos pintados, seus olhos que quando choravam pra mim na varanda quase ficavam verdes. Sinto falta das coisas que fazíamos juntas, das referências que criamos e de toda aquela loucura adolescente que passávamos toda noite de sexta, ou mesmo todos os dias, porque viver ao lado dela era uma loucura, uma montanha russa onde eu nunca sabia se na próxima curva estaria no alto, ou em baixo. Era inconstante, me sentia mal e nunca dizia não, mesmo que a gente brigasse feio e meu nariz sangrasse no final. Um dia, talvez por sorte ou azar (isso eu nunca saberei) nós nos desprendemos e agora somos só lembranças uma pra outra, eu sei. Há coisas que eu nunca vou jogar fora, e eu sei que quando ela me olha, ela tem a mesma sensação que eu tenho, mesmo que ela finja se esquecer do meu aniversário, ou que não me deseje mais feliz Natal. Depois dela, o meu julgamento para as pessoas do signo de câncer é um só. Mas não cuspo muito para o alto, porque sei que parte da pessoa que eu sou hoje aprendeu com essa menina, ou melhor, com essa mulher. A única mulher que eu já amei na minha vida.

13 de abril de 2012

"Eu juro que não é tristeza, é apenas cansaço. A chance de dormir algumas horinhas a mais,mudaria quem eu estou agora,te prometo!"
Ela dizia isso baixinho enquanto chorava e pensava nas malas prontas e as passagens pra lugar nenhum que ela comprara de manhã. A rotina pode não acabar, mas estraga muita coisa. E ela,estava cansada de acordar cedo, e ter que sempre dar satisfação a alguém, deixar de fazer o que queria,por ter assumido o compromisso de agradar alguém. Os planos já não cabiam naquela espera toda, então era dada a hora de sair dali, para o bem de todos.
Despediu-se novamente, e dessa vez tomando licor, soluçou, e o choro parou. Olhou de novo para o espelho, o celular apitava o compromisso do dia seguinte. Já passava da meia noite e ela decidiu de deitar. Amanhã acordaria cedo de novo. Talvez a viagem ficasse para outro dia,talvez.

28 de março de 2012

Era uma vez uma menina. Uma menina de cabelos longos e negros, pele bronzeada pelo sol, e muita pressa, muitos sonhos na cabeça. Ela achava que o tempo fazia tempo de mais,e sempre que podia, dava um jeitinho de dar um olé nesse cabra. A menina seguiu assim vitoriosa por um tempo... Mas o tempo passou e essa menina cresceu. O tempo, a transformará numa mulher, e então,ela percebeu que o tempo, que fazia muito tempo, não era tão justo e legal quando se tem 20 e poucos anos. Os sonhos ainda permanecem, a pressa então,nem se fala! Mas ela deixa tudo fluir, e troca o desespero por algumas horas a mais de sono. Sente falta daquela menina que burlava (ou achava burlar) o tempo, o tempo inteiro. Hoje ela sabe que o tempo é rei, e que apesar de toda sua teimosia, é preciso obedecer.

22 de março de 2012

Girassol

Perdi toda e qualquer vontade de escrever nos últimos tempos. Notei que quando parava para escrever,não soava mais poético e lá estava eu reclamando de alguma coisinha-inha que havia acontecido no meu dia, na ultima semana.

Fiz 20 anos à pouco mais de um mês,e sinto falta daquela menina interessante com 16/17 anos. Que tinha lá suas inseguranças,mas não vivia na sombra, que encarava as coisas e não pensava tanto assim no agora, no depois. Eu tinha sim meus planos para um futuro,mas não tinha a frustração,nem o medo como melhores amigos.
A questão é que envelheci (e não acho legal comparar a velhice com algo chato),mas me sinto entediada de mim mesma,sem vontade até de estar comigo... Daí,como fazer com que os outros a sua volta sintam vontade de ficar?!

Tenho tantas dúvidas idiotas na minha cabeça,fiquei tão apegada a coisas que não existem mais que não consigo me adaptar as novas mudanças,ver as coisas boas que eu tenho agora.
Fiquei comum e sem graça.Achei que nunca diria isso,mas cansei da minha "adultice" toda.

26 de fevereiro de 2012

Sunday Morning

"But things just get so crazy living life gets hard to do
Sunday morning rain is falling and I'm calling out to you"


É domingo de manhã,a leseira da noite anterior se foi,eu começo a pensar e pensar nas coisas;sou uma outra pessoa agora.
Com a cabeça quente a gente não pensa,quase sempre diz sem querer e até o que não devia.Deixa alguns segredos escaparem e acaba se transformando em algo que não é,ou que não deveria ser.
Pensei de novo... Tantas coisas novas acontecendo,e eu numa curva sem poder olhar o horizonte e ver se vem chuva. Mas,e se fizer sol? Não,é mais fácil se prevenir,diminuir a aceleração e buscar algum lugar para se proteger dos pingos de chuva,que talvez nem venha,o que me deixa ainda pior.
É domingo de manhã e agora eu consigo raciocinar com a cabeça no lugar. Uma conversa franca e dura, me faz parar e olhar ao meu redor. O que eu tenho é o hoje, o ontem passou e já não volta mais. Amanhã é outro dia,um dia de incognita e que talvez nem aconteça,que talvez não chova. E mesmo não sendo fácil, me coloco a disposição para poder estar intensamente no hoje,sem me preocupar com o horizonte do depois e do depois...
Eu e minhas metáforas. Daquelas que eu já prometi não falar mais,e que só eu entendo.

12 de fevereiro de 2012

Fechando uma éra,começando uma nova década.

Daqui algumas horas,eu entro na casa dos "inte",e mesmo quando completei 16,e alguém me disse que passaria rápido,eu nunca havia parado pra pensar em mim,mulher com vinte anos. Estava ocupada demais curtindo noites gays a fora,com amizades que, naquela época eu jurava ser pra sempre,ser eterno.
Quando as pessoas olham pra mim e dizem "você tem apenas vinte anos,tem muita coisa pra viver", eu concordo,mas por dentro dou um sorriso largo e ironico. Pra mim,eu já vivi muito, aprendi muito e não me arrependo de nada que fiz, sério.Eu se pudesse, até pediria mais uma daquelas noites quentes no Bocage com toda aquela intensidade gostosa.
Penso na vida como um filme,por enquanto sem final.Penso em mim,e a vontade de relatar minhas memórias e torna-las publicas,é forte demais. Não sou alguém que tem muito a esconder, ou muitos segredos,mas há coisa em mim, que ninguém mais sabe.
Enfim,parece pouquinho, mas eu realmente me sinto estranha com essa nova dezena.Mas feliz com todas as coisas que eu já conquistei até agora.E para comemorar,se tudo der certo, mês que vem faço uma tatuagem que representa um sonho infantil,e uma paz que não sinto mais faz tempo.
Feliz,pré aniversário a mim.

30 de dezembro de 2011

Despedida.

Um dia sozinha no final de ano,e eu fico nostálgica.Penso nos 363 dias que se passaram,no que eu fiz,e recupero lembranças de uns anos que se passaram para fazer um balanceamento.Conclusão? Meu ano de 2011 foi especial,e mesmo com umas pedrinhas e outras,foi maravilhoso.
Não vou me justificar em relação aos "porques" do ano bom, não vejo necessidade.Não sinto mais vontade de escrever aqui,e isso é justificável,e quase obrigatório. Eu não sei se alguém,além de mim lê as coisas que escrevo,mas não gosto de me preocupar com certas palavras,colocações.Um dia,fiz um texto qualquer e acabei me metendo numa situação desnecessária.Enfim.Continuo com ideias e uma vontade de escrever absurda,mas não mais online...
De amigo secreto,ganhei um caderno de anotações totalmente sem pauta.E é nele,que eu vou escrever quando tiver vontade,sobre qualquer coisa sem me preocupar se alguém vai ler,o que vai achar,e ficar enchendo por causa de uns errinhos de português.Guardo minhas metáforas que só eu entendo,para esse amigo meio amarelado de páginas grossas.Claro que vez ou outra,eu acabarei voltando com uma história qualquer que não exista.E assim espero,que não conte com nenhuma verdade camuflada entre minhas palavras.
Engraçado como os "melhores amigos" conforme os anos passam mudam,não?!

9 de dezembro de 2011

Lado ruim.

Sinto que minhas mãos gelam. O ar me falta enquanto o coração tenta conter a vontade que a boca sente de abrir e despejar o que a cabeça pensante quer. A verdade sai, as bocas se calam e alguns sorrisos são transformados em desespero. A verdade, absoluta ou não foi esfregada na cara, como reagir? Não demora muito e as bochechas coram e a verdade, que tanto queria sair acaba virando uma ofensa, machucando os mais puros e sinceros ouvidos. E eu, ah, que quase infarto se não digo o que penso, acabo como a grossa insensível na história.
A sinceridade; dizer o que pensa e o que se quer quando convém. Pago um preço muito alto para evitar que este coração não pare de bater. Não consigo ver certas coisas e não sentir o sangue ferver, e aquela vontade de realizar certos sonhos sem fazer nada. Um dom, ou uma maldição? Eu de verdade não sei.
Mas ai, depois que comecei a pensar e pensar, percebi que ser ruim de vez em quando não faz mal a ninguém. Dançar conforme a música, sorrir mais, engolir mais sapos sem vomitar a verdade para quem não está preparado para ouvi-la.
Me sinto mal,claro! Não abrir a boca sempre que eu quero não fazer o que eu quero porque acho o certo, me faz mal. Mas depois de alguns anos, você começa a perceber que não é mais uma questão de princípios, sim de sobrevivência.
Podre, eu sei! Mas estou cansada de sempre ser a vilã. Acho que é hora de ter um lugar ao sol, ou melhor, na linda sociedade cretina em que vivo.

20 de novembro de 2011

Amanhece.
O quarto continua escuro e você ainda está na cama,meio nojenta.Eu me levanto,lavo as mãos e me olho no espelho:barba por fazer,rosto cansado e corpo esguio.Na camisa branca,apenas uma gota do trabalho bem feito.Olho para você na cama,você está morta,é hora de começar a pensar no que fazer.
Você sempre foi gentil demais,sorridente demais e,burra demais!Achava que eu nunca descobriria suas armações,e que estaria valente e estúpido ao seu lado pro resto da vida.Não posso dizer que você colheu o que plantou,porque creio que uma boa conversa,talvez até uma surra teria lhe colocado nos eixos.Mas comigo,você sabia que era diferente,eu não converso nem ouvia ninguém,muito menos você.
Eu deveria ter pensado no quanto você me amava,no que eu sentia por você e no que nós tínhamos,mas não havia mais tempo.Quando dei conta,você já estava em cima de mim,com aquela cara de prazer e as coisas aconteceram.Sentirei sua falta.
Anoitece.
O quarto está escuro e você ainda está na cama,meio nojenta.Começo a pensar no que aconteceu e me arrependo,por você.É tarde já?Me levanto e lavo as mãos.Meu corpo esguio curva-se e vomito tudo que você é.Olho para você na cama,você está tentando me seduzir,eu cedo. Você mal sabe o que te espera.É hora de começar a pensar no que fazer.

17 de novembro de 2011

Etc²

Final de ano sempre me dá uma energia meio estranha.Não gosto de como a maioria dos brasileiros tratam o Natal com toda aquela hipocrisia de "feriado",e "motivos para gastar,porque é época de presentes." Natal perfeito pra mim é o americano!Mas não falarei do Natal,nem das lindas casas enfeitadas.
Final de ano me dá gastura.Acho que estou tão cansada do resto do ano todo que passou,que sinto,talvez, a necessidade de começar algo novo logo para recarregar as energias,me livrar de toda zica que passou no ano...
Curiosamente ou não,em meio a um trabalho lixo de faculdade,o cansaço do trabalho e de outras coisinhas,na semana passada eu quase perdi a cabeça e faltei colocá-la numa bandeja de ouro à toa.Unf!Eu infelizmente ainda não aprendi a ouvir certas coisas sem levar a diante,e fazer disso,o eixo principal da minha vida.Não são todas as pessoas,e com pessoas tão importantes assim,mas eu dou MUITA atenção para coisinhas tão idiotas,que dá até dó.Aí a gente perde a cabeça,a razão,os amigos,o namorado,a aula,o braço,a perna e tudo pra que?Pra nada!
Eu sou teimosa e turrona por natureza,quando coloco uma coisa na minha cabeça,dificilmente mudo de ideia,a menos que sei lá,outra neura qualquer tome conta e eu acaba esquecendo.E nesses dias,conheci Othello.Mocinho bonito e simpático,ingênuo e inseguro que casou com uma moça muito linda e,fiel.Othello,por ser inseguro e neurótico,deu ouvidos a um tal "amigo"(uhum),e acabou matando sua linda esposa por ciúmes,sem ela ter feito nada,simplesmente por ter dado ouvidos ao que não devia.
Depois disso,comecei a pensar em todas as vezes que eu dei ouvidos a nada nem ninguém e deixei o benefício da estupidez tomar conta de mim.Cheguei a inúmeras situações em que eu deveria ter rolado de rir,ou simplesmente ter feito cara de "hã,e daí?!" Ainda vai demorar um tempinho para eu deixar totalmente de dar ouvidos a coisas idiotas,a quem "te gusta?" perder o tempo comigo.Mas Othello já é meio caminho andado...
E de resto,em meios a tantas cartas e tentativas,finalmente ela me respondeu o "pedido de adeus".o final de ano,não mexe só comigo,pelo jeito...

1 de novembro de 2011

Etc.

Minha mãe as vezes me diz um ditado que faz muito sentido:

"Macaquinho senta em cima do rabo,e fala do rabo alheio"


Eu adoro esse ditado porque é verdade.Sempre sentamos em cima das coisas que nós fazemos/falamos e criticamos o outro por fazer igualzinho.
Talvez,acredito eu,que seja um tipo de cuidado,mesmo que idiota com a outra pessoa que está cometendo os mesmos erros que você.Ou talvez,na pior das hipóteses,seja a maneira mais suja e infeliz de não enxergar a verdade em si.
Triste admitir,mas eu estou num momento assim.Procurei pêlo em ovo e acabei achando uma peruca toda!
Queria poder dar uns conselhos pro outro macaquinho.
Queria saber como e o que ele sente diante dessa coisa.
Queria entender o porque eu ainda insisto em certas coisas,tendo plena consciência de que se trata da maior das burrices.

Enfim,estou meio torta, "sem saber o que sentir".
Rezo apenas para duas coisas:
-Que Deus nos livre da tal genética.
-Que o meu rabo nunca caia na macacada por ai.

(...)

23 de outubro de 2011

Outras coisas

Não posso evitar de dixar registrado o quato esse final de semana foi maravilhoso.Não tenho palavras,nem um jeitonho novo...Então acrescento a letra de uma música com uma das cantoras que para mim,não morrerá nunca.

Meu Mundo Ficaria Completo (Com Você)


Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o
cinema
Não é porque não acho o papel onde anotei o telefone que eu tô precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando
Não é porque fui mal na prova de geometria e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio, não é por que tá muito calor

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam e nos dariam os netos


A fome que devora alguns milhões de brasileiros
Perto disso já não tem importância
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente dela, já nem me lembro
A derrota de 50 e a campanha de 70 pertem totalmente seu sentido
As datas, fatos e aniversariantes passam
Sem deixar o menor vestígio
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora pelo outro ouvido
Roubaram a carteira com meus documentos
Aborrecimentos que eu já nem ligo
Não é por que eu quis e eu não fiz
Não é por que não fui
E eu não vou

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
por que o nosso mundo estaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando com seus filhos
E depois nos trariam bisnetos


Não é porque eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê-la, mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou

O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos


Cássia Eller fazendo a trilha desse final de semana.E sinceramnete,que as coisas que não tem importância,fiquem para trás,e que mais anos juntos venham pela frente,que os filhos,os netos,os bisnetos e as gerações ultra-futuras possam se lembrar de nós.
O segundo melhor dia do ano,com muito amor!

25 de setembro de 2011

Meio termo

A guerra entre o meio termo e eu é constante,sem fim,sem meios de um acordo amigável.
Ontem nos encontramos mais uma vez naquelas presepadas que ele adora me pregar.Eu talvez já tenha nascido sem paciência,mas juro que ao longo dos anos eu fui mudando por mim e pelos outros,porque eu era,de verdade um perigo para a humanidade.Ainda sou,mas danifico apenas o meu mundo quando o assunto é tolerância,meio termo.E para ser sincera,eu estou cansada disso.De me danificar pelos outros,pela falta de consideração e outras coisinhas.
Não consigo achar um equilíbrio entre o "ser legal" e o "ser durona",sem pecar por excessos.(Malditos excessos!) Queria poder ser durona sem perder as pessoas,e ser legal sem que alas sentassem no meu lombinho e me fizessem de burro de carta.
Estou nesse dilema idiota,sem saber o que fazer.

19 de setembro de 2011

Obsessões.

Começo pelo que posso,pelo que não me compromete muito.
Há a satisfação em mim em saber,em estar e presenciar acontecimentos.Sempre achei saudável tal prática,sempre me senti esperta por saber demais,por ir sempre além.Fico a milímetros de cair do abismo sem fim,e tudo que sinto,não me dá medo,e sim prazer!De uma forma suave e devastadora me faz ficar fora do corpo,me faz querer ir adiante,sem saber se irei cair,se irei me machucar...
Eu já tive fases como a do guarda roupa,do armário do banheiro,da geladeira,e a da gaveta.Agora,depois de velha,me interesso por pessoas.Qualquer uma,interessantes ou não.Pessoas,meninas para ser mais específica.
Eu talvez tenha amado demais uma ingrata que me deixou muitas desnecessidades para um corpo só.Ela ainda me intriga,ainda é e sempre será um constante mistério canceriano a me sondar.Mas por ela,não posso sentir outra coisa se não amor.Ainda a amo,mas a obsessão por ela se foi,passou.
Tive a pouco,uma experiência.
Uma amiga que me escondera um segredo valiosíssimo!
A persegui por alguns dias,talvez meses,mas agora cessou,não sinto mais nada,apenas crio a necessidade de precisar saber.Em vão, porque por ela já não me interesso mais.
O mesmo anda,ainda,acontecendo com a garota dos antigos textos,aquela que literalmente não saiu da minha cabeça,veias,pensamentos,ficção!
A encaixo no quadro das "não interessantes".Sem nada a acrescentar,sem mais novidades,e nada que me faça dar um passo adiante e pular do abismo.
Mas...
Confesso uma atração/obsessão que me deixa enojada em todos os aspectos.Um nojo que deixa de ser só meu,e que o torno em nosso!
Cheguei a conclusão irônica,de que se eu sinto,ela também deve sentir.
Obsessão...Me sinto bem em falar nisso,assumir talvez metade da culpa,encher-lhe os olhos e o ego de alegria.Embora não seja,nem passe de algo que já está para acabar,gosto de enfim tirar mais essa dos ombros.
Estou,quem sabe,acomodada à monotonia de uma única vítima,do veneno que sossega no olhar,do silêncio que morre no ouvido alheio.

30 de agosto de 2011

Tristeza

Veio junto com o vento gelado e a chuva repentina.
Meu humor está como o tempo em São paulo,instável.
Gostaria de achar razões lógicas e talvez até um responsável por tudo isso,mas não sei o que acontece.Intristeci,assim sozinha e sem um por quê...

20 de agosto de 2011

Prato Quente

A velha mais uma vez estava revirando o passado através das memórias.Depois de três copos,o passado lhe aparecia em forma de borrões e não a deixava mais em paz.
Lembrava muito,lembrava pouco e sentia a pele arrepiar como quem sente medo de algo,de alguma coisa.
A velha agarrou-se na poltrona e o fantasma do qual mais tinha medo apareceu de novo.
Era Agosto,o vigésimo dia do ano de 1985.Estava muito frio,a noite já vinha chegando e a velha,que fazia as vezes de moça,teve uma ideia brilhante,reluzente como sangue n'água;mataria os dois!Tinha extrema consciência de que aquilo fazia parte de algo que não era certo,mas sorriu e o corpo todo se esquivou.Já era tarde e a ideia quente estava borbulhando em sua cabeça,na palma de suas mãos.
Não parou para pensar muitos nos detalhes.Apenas sentiu o que tinha que fazer e o foi em frente,sem frieza e sem compaixão.Como alguém que decide dar uma volta no quarteirão só para respirar um pouco e acaba na loja da esquina comprando algo que não precisa.
(Digo com amor no coração em defesa da moça,que antes de ela tomar essa atitude,ela jamais seria capaz de pensar em tal barbárie e nunca machucaria ninguém,nem sem querer.Mas a moça,ah! A moça estava triste,sozinha e desiludida.E aqueles dois hum,afirmo que eles mereceram tudinho)...

Dois passos a frente,e lá estava o portão da casa 56.Entrou despistando os vizinhos e fazendo o mínimo de barulho possível.Rastejou-se até a sala e avistou os dois numa cena que dava mais raiva ainda.Não podia haver alegria e normalidade naqueles dois,não mais!
E então o primeiro golpe certeiro na cabeça.O outro quis aparecer para defender o parceiro e acabou atingido também na cabeça,na perna e nas costelas,para que aos poucos sentissem a dor,a dor que ela sentiu.Finalizou o trabalho sufocando-os,para que o desespero enfim levasse aquelas duas almas embora.
Sentiu alguma coisa que não soube explicar.Sabia que estava longe de ser satisfação ou remorso.Talvez...Sopa de carne moída!
Pegou uma tigela grande,e com os dois ali na sala,arrumou-os,de forma que eles pudessem parecer sentados,deixou o corpo cair no sofá e tomou da sopa fervente.Queimou a língua,mas sabia que tinha valido a pena.Nunca mais teria de comer daquela sopa.

23 de julho de 2011

A Morte

Faz um tempinho que eu ando pensando nisso,depois que umas das pessoas pela qual mais tenho apreço,me disse que preferia morrer ao invés de enfrentar certos problemas,certas dificuldades,sejam elas quais forem.
Acho que todo mundo,um dia já deve ter pensando como seria não existir em carne e osso.Eu acredito na vida após a morte.Mesmo sendo católica desde que nasci,e agora que minha mãe frequenta um centro espírita,aprendi muito mais sobre a vida após a morte.Mas não me contentaria com um pós,com o "não palpável".Acho que por pior que seja a vida neste plano,as coisas não podem acontecer de forma forjada,tem que ser ao natural,como escolhemos antes de (re)encarnar.
A morte nunca aconteceu próxima de mim.Digo,nenhum familiar próximo ou amigo meu a morreu e por isso,eu não sei o que é passar por essa,de fato.E nem gosto de imaginar alguns dos meus falecendo.Dos familiares,só de pensar na morte do meu avô,sinto um desespero e uma agonia sem fim.Dá vontade de sair correndo e abraçá-lo para nunca deixá-lo ir,principalmente quando ele diz que a hora dele está chegando,e todas aquelas coisas.
Aí,pela primeira vez,a morte de alguém que eu nunca tive contato pessoal na vida me acerta.Nossa!Logo num dia cinzento que já não começou muito bem...Aos 27 anos Amy Jade Winehouse morreu na madrugada de ontem para hoje.É,Amy não canta mais,pelo menos não mais aqui.
Apesar de sempre ter odiado fanatismo exagerado por qualquer artista ,ficar de luto quando morria,sofrer junto quando há problemas e tudo o mais seja ridículo,eu entendo que quando se gosta,não é necessário muito da outra pessoa para que você a idolatre,seja seu fã.Se me permite,eu e Amy tínhamos uma relação bonita e compreensiva.Apesar de não achar de maneira nenhuma "certo" ela se drogar,principalmente por questões amorosas,em suas letras,Amy deixava claro o quanto ele era importante para ela,o quanto seu amado era tudo que ela tinha,e veja só,Amy morreu além de tudo,de amor.
Não nego que fiquei chateada com essa péssima notícia.Amy sempre foi meu refúgio para qualquer dia,sendo eles bons ou ruins.É triste assim pensar numa "despedida" plausível que não soe como mais uma fã que agora que o artista morreu irá lembrar dele e fazer de sua memória um ritual sofrido e doloroso.
Amy merece ser lembrada da melhor forma possível.Com a forma física saudável,com aqueles lindos olhos verdes grandes e aquela voz,que particularmente,é a melhor que eu já ouvi.
De qualquer forma,obrigada por tudo!Descanse em paz Amy.

11 de julho de 2011

Pulga

21 anos completos,ela faz hoje.
Dos 21,4 anos ela foi minha e depois me deixou sozinha,assim como quem já planejara.
Câncer seu signo,o que mais poderia esperar?Já devia saber o que faria.
Fria,calculista.Agia apenas para seu benefício e me mostrava sinceridade apenas quando chorava por um,nunca por nós.Nas brigas,eu que abaixava a cabeça e dizia sim sempre.Até que meu nariz sangrou e o coração bateu por outro alguém também.Alguém que não era ela,não era 11 e sim o dobro,22.
Câncer!
A semana começa e termina assim.Não sei o que sentir.Estou incomodada!
Ela me deu parabéns e lembrou de mim nos 19 anos completos,com um dia de atraso,porque o orgulho é seu sobrenome.Mas lembrou de mim.E eu,que faço dela?
Penso em voltar atrás e lhe escrever uma carta.
Mas dizendo o que?
Ela não faz mais tanta diferença assim para mim.Ou pelo menos não devia fazer...
A trato como lembrança e um aprendizado engraçado.Graças a ela,eu aprendi a ter frases de impacto e a conhecer bem o horóscopo.
A culpa não foi nossa,e sim dos astros!
Te direi um parabéns para ser apenas mais uma.Deveria com o tempo ter criado certo receio,mas não dá,ainda temos alguma coisa,sabemos!Lembro de você sempre que posso e me esforço para não te esquecer como é.
É que a pulga,ah, a pulga de câncer me pegou,como você sabe que pegaria!