31 de dezembro de 2010

Analú



Analú acreditava nas estrelas,nos signos,nas cores,nos números,nas promessas,nas palavras e no vento.Acreditava que se o coração falava,era melhor escutar e acatar sua ordem.Se sentia dor de cabeça antes de sair de casa,não saia e logo procurava um médico,pois,acreditava que só o Doutor a curaria.
Acreditava em Deus,em Iemanjá,em Bruxas e em gnomos do bem.E do mal,claro.
Acreditava na vida,nas pessoas e mesmo com os apesares,acreditava que tudo tinha solução,que o mundo não era tão feio quanto o pintavam.
Acreditava no amor,embora nunca tivesse tido um.
No Ano Novo,Analú escolhia sempre cores especiais para suas calcinhas e seus sutiãs.Sabia que se usasse rosa,vermelho e a mistura dessas duas cores,atrairia o amor para sua vida.Acreditava que um dia,sim,dividiria sua crença com outro alguém,e seria mais feliz então.
E foi na virada do ano 1990 para 1991,que Analú conheceu Zé Carlos na pracinha onde costumava passar o Reveillon.
Zé era um cara alto,com barba por fazer,olhos cor de mel e um corpo que não deixava ninguém a desejar.Não era bonito,mas seu charme,ah,era igual à aquele dos galãs de cinema.
Analú estava ao seu lado.Nunca fora de abraçar pessoas desconhecidas na virada,mas aquele tipão a deixou transtornada;à meia noite do dia 1º de Janeiro de 1991,Analú sentiu seu coração pular de alegria.Parou,pensou e acreditou que aquilo era então amor.
Desde então,mesmo Zé Carlos não tendo lá todas aquelas crenças,Analú não se preocupa mais em usar rosa,vermelho e a mistura dessas duas cores.Analú descobriu que não havia jeito melhor de passar o ano,se não sem roupa nenhuma...

30 de dezembro de 2010

Dona Elza

Dona Elza era uma senhora de 68 anos que tinha lá seus segredos.E era nessa época de festas sem fim que a velha se apertava,ficava quase impossível viver...

Dona Elza morava numa cidade bem localizada em São Paulo.Morava com seu marido,a filha caçula e indisciplinada,três cachorros e o gato da vizinha que de vez em sempre aparecia para bagunçar suas flores e sujar seu quintal.
Os outros dois filhos com os genros e os netos,apareciam uma semana antes do Natal para tirar seu sossego de vez.

Dona Elza tinha um vício comum,fumava.Não via seu vício como algum pecado,ou como forma de se acabar aos poucos.Enxergava tal tarefa como algo prazeroso,não algo que acabaria com seus pulmões e todas aquelas coisas.
Fumava antes com frequencia e na frente de todos.Várias vezes por dia,após o café,antes do almoço,depois do almoço entre a sobremesa e o café,a tarde para relaxar e a noite antes de dormir para ajudar na digestão e lhe proporcionar uma noite tranquila de sono.
Seu marido odiava deitar perto dela na mesma cama.Alegava estar perto de um cinzeiro,se incomodava e até ameaçou dormir com os cachorros se a velha não parasse.Os filhos apoiaram a ideia,e logo ela se viu cercada,a única coisa que a fazia viajar,a única coisa que estava lhe mantendo os nervos no lugar lhe foi tirada sem mais nem menos,foi triste...
Durante alguns meses,aguentou firme.Sentia falta do cigarro,e vez ou outra pegava a cenoura de forma estranha,ficava assustada.Viu a morte se aproximar de sua vida levando embora uma amiga próxima e muito querida.Deveria ter começado a correr,procurar o médico e se alimentar melhor,mas Dona Elza era difícil,não se entregaria fácil...
Descobriu então que tinha um espaço rápido para uma tragada enquanto seu marido fazia a volta no quarteirão,e a noite quando ele já estava deitado.
Fumava tranquilamente,mas sempre com os olhos arregalados,e o ouvido atento a qualquer passo.Um dia,sua neta mais velha até a pegou dando uma ultima tragada,mas nada que assustasse a velha.
No dia depois do Natal,quando a casa estava cheia,Dona Elza não tinha escapatória nenhuma,pra nenhum canto.Ficava agoniada,e contava os segundos para que sua família linda pegasse logo a estrada.
Demorava um pouco,mas quando se via sozinha,sem marido,os filhos e os netos,só os cachorros (que não falavam) para marcar sua história,Dona Elza acendia um cigarro,abria uma latinha de cerveja e ria entre uma tragada e outra.
Se pudesse descrever o paraíso,apenas deixaria a fumaça dizer por ela...

28 de dezembro de 2010

28 de Dezembro de 2010

Somamos hoje então mais um ano,deixando nossa história redondinha com o número 4,um número par.
Juntos nós fizemos e descobrimos muita coisa.Se assim posso dizer,me responsabilizo por todas as descobertas que você fez dos quinze aos dezenove anos.
Somos cúmplices,somos amigos e temos a sorte de hoje sermos namorados.
O tempo passa depressa,as coisas mudam e de repente nos vimos em situações estranhas e nunca antes imaginadas.
Crescemos!
E é com tamanho orgulho que hoje eu digo com os olhinhos cheios de água que eu tenho um namorado,que estou numa relação que tem lá seus defeitos,mas que é tudo aquilo que se um dia eu imaginasse,eu teria.
Obrigada por mais um ano inteiro com você.Obrigada por todos os segundos,todas as risadas,todos os mimos,as lágrimas e tudo aquilo que faz de nós um casal completamente "não convencional".
Eu amo muito você.E se de tudo que nós passamos e temos,isso ainda não for amor,não importa,fiz minha melhor invenção.



20 de dezembro de 2010

Indiferente

Custei a perceber que era você;crista abaixada,olhos foscos e uma pose barata como você sempre teve.
Seus cabelos não estão mais rosa,e seus amigos já não estavam mais por perto.Éramos então eu e você,meia hora sentadas frente a frente.
Demorei para associar seu nome aos seus feitos.Quando os percebi,não pude conter os sentidos e me arrepiei toda.Não que eu estivesse emocionada,ou brava,apenas,não sentia nada,e isso me fez bem.
Claro que eu morri de vontade de te dizer algumas coisas,mas continuei sorrindo e esperando que você fosse embora...
Nunca vou esquecer do seu rosto,das coisas que você me fez passar...
Talvez seja muito clichê,mas obrigada!Você me mostrou o que eu só enxergava em você,e não via em mim.

16 de dezembro de 2010

You've got this new head filled up with smoke
And I've got my veins all tangled close
To those jukebox bars you frequent
They're the safest place to hide
A long night spent with your most obvious weakness
You start shaking at the thought you are everything I want
'Cause you are everything I'm not

And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close

I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way

My inarticulate store bought hangover hobby kit, it talks
It says, "You, oh, you are so cool."
"Scissor shaped across the bed, you are red, violent red."
You hollow out my hungry eyes
You hollow out my hungry eyes

And we lay, we lay together just not
Too close, too close (How close is close enough?)
We lay, we lay together just not
Too close, too close

I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way

I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)

I'm gonna make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
I'll make damn sure that you can't ever leave
No, you won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far from me
You won't ever get too far...

I just wanna break you down so badly
Well I trip over everything you say
I just wanna break you down so badly
In the worst way (worst way)

I'm gonna make damn sure
I just wanna break you down so badly
I just wanna break you down so badly (damn sure)
In the worst way (worst way)

"Make Damn Sure" Taking Back Sunday


__
Eu sinto falta de um corpo ao meu lado de madrugada.Sinto falta da respiração,da falta de coberta,do calor e dos sustos.
Senti tantas saudades,que me peguei forjando memórias e cheiros.
Já não sei mais se quero dividir a cama.
Já não posso afirmar que você existe...
Me sinto só,talvez já tenha me sentido assim antes.Afinal,quem nunca acompanhou a tal solidão?
Preciso de um tempo,uma cama menor,soníferos e quem sabe,a tua presença...

13 de dezembro de 2010

Previsível

Ele sempre me diz que dessa vez não vai contar.
Ele sempre fala pra mim que dessa vez é pra eu deixar ele fazer a surpresa e não ficar perguntando e insistindo.
E eu,sempre fico cutucando e até me irrito quando ele diz um sonoro e triste não para mim.
Uma surpresa,tão previsível...
Ele sempre sabe o que eu quero.Eu,sempre sei o que ele quer.
Tão redondinho e tão inesperado.
Às vezes eu já sei,e ele ainda não sabe.Guardo o segredo e tudo parece igual,como se eu não soubesse de nada...Os olhos ficam marejados e o beijo e o abraço são longos e sinceros.
Aaah,eu realmente não poderia te amar mais...Nem mais que seus mínimos detalhes.

8 de dezembro de 2010

Comunicação

De noite aqui,de dia lá.
O telefone mal tocava e as mãos apressadas já silenciavam o pequeno aparelho amarelo.Era a saudade,o amor,a ansiedade e principalmente a distância quem dizia o primeiro "alô".
Uma lágrima que era logo engolida por um sorriso tímido e cheio de dentes dela,junto com palavras quase impronunciáveis dele do outro lado.
Já fazia tempo,e hoje,comemorando o 1º aniversário de namoro,uma pequena declaração via telefone:
-Casa comigo?
A linha ficou muda,e sons de risos e soluções foram ouvidos enquanto ele tentava imaginar a amada.
-Pensei que você nunca fosse me propor...SIM!

Seria a primeira vez então que se tocariam e consumariam de vez esse amor.Tão lindo e tão real.E há quem ainda diga que o verdadeiro amor em suas verdadeiras formas não exista...

4 de dezembro de 2010

Crescidinha'

Um trabalho temporário.Oito horas e vinte minutos por dia com uma hora apenas de almoço.
Sentia falta da correria da escola,e das sonecas que tirava à tarde depois que almoçava.Sentia falta do colo fácil e do mimo que recebia pelo telefone,ou pessoalmente aos finais de semana.Sentia falta!E se assim posso dizer,seu coração era só saudades...
Queria voltar pra casa e curtir do outro lado a correria até o Natal.Queria poder dormir mais,comer mais,assistir suas séries favoritas e continuar com seus planos e promessas.
Era menina,virando mulher.
Não entendia ainda tudo que acontecia a sua volta,se espantava com certas situações.
Seu foco agora estava voltado para outros planos,planos grandes.Já não poderia mais gastar seus ordenados com sapatos e roupas apenas.A menina estava crescidinha,embora quisesse que as coisas lá fora fossem iguais a um dia de férias na infância...

1 de dezembro de 2010

Ghost

A dor nas costas acorda sempre comigo,e agora deu para vir acompanhada com uma melodia sem voz,só os toques de pequenos sinos.
Isso só poderia ser obra de uma pessoa...

-Amy?!Amy você está ai?-Um puxão de cabelo e uma risada insuportável-Apareça,sinto ainda sua presença.
-Veja se não é você,querida como sempre!
-Que você quer?Sinto dor nas costas e essa melodia está me tirando o sono e a pouca paciência que tenho.
-Você já sabe o que quero.O que queremos!
-Há-Há!Não sou de desistir das coisas que quero tonta!Demorei para chegar onde estou,demorei para conquistá-lo...
-Eu o teria conquistado no mesmo dia que o vimos,você é lenta e burra,sempre foi.
-Não preciso de magia e trapaça quando o assunto é amor.Meu charme,minha capacidacidade o faz ficar comigo,todos os dias.
-E...seus sonhos,aqueles que eu te dou de presente com o benefício da dúvida?Será que ele está mesmo sonhando com você,ou se encontrando com outras como você mesma sente?
-Sei que são só sonhos...Já estou crescida,não acredito mais em sonhos,em você,nas coisas ruins...
-Burra,de novo!Eu apenas fantasio o que você tem medo de enxergar acordada.Vamos!Você já está perdendo mesmo...Não dou mais uma semana para vocês brigarem e então ele se tornará meu de vez.
-Isso nunca acontecerá!Nós nos amamos,ficaremos juntos para sempre!
-Você se contradiz demais.Esquece que também sei o que você pensa,o que sente?Eu sou você,só que a parte melhor,entende?
-Saia já daqui e leve essa melodia e a dor junto com você.Cansei de te carregar!
-Ingratidão!Às vezes acho que estamos quase ficando iguais...Acho divino quando você dá um de seus chiliques e começa a se exaltar!
-Ele é meu!
-Nunca foi,nunca será!
-Então se ele não é meu,não será de ninguém!
-O que irá fazer?
-O que devo fazer?
-Entregá-lo a mim...
-Mas você...eu...
-Será o melhor querida!Você nunca mais sentirá dor,nunca mais dançará repetidamente a mesma canção.
-E o amor que ele sente por mim,que eu dei para ela?
-O amor não significa nada!Se quer um dia ser forte,tem que aprender que nem tudo na vida são corações e mela-mela sem fim!
-Posso pensar?Assim,por mais dois dias...
-Claro,voltaremos a conversar na segunda.
-Mais uma coisa.
-Sim?
-Se você é parte de mim,posso acabar com você então,e ficar livre,com quem sempre amei.
-Acabar comigo?hahaha!Você é demais!Existe sim uma forma,mas você não tem forças para tal.
-Eu fecharei os olhos,tomarei um analgésico e você desaparecerá para sempre Amy!
-Sumiremos juntas...
-Não!um,dois,trêeeees!

Uma ultima risada e Amy evaporou no ar.
Estou bem com o meu namorado,embora certas vezes ele diga que estou diferente e que pareço ter duas personalidades...
Serei sempre eu(-nós)diante de Roberto.Meu (-nosso)único e verdadeiro amor.


-Burra!

30 de novembro de 2010

Yesterday Fellings

Cabelo molhado,secador ligado e o rosto vermelho e inchado,como a anos não o via.
Orgulhosa de tudo,mal sabia o que era lacrimejar;não o fazia nem quando bocejava.Tinha na cabeça e nas ações que sua suficiência no mundo era tamanha,que jamais precisaria de um outro ser de sua espécie para lhe acompanhar.Não era lá essas coisas,mas sua auto estima era grande como seu nariz...Não era cheirosa,não era uma boa companhia,e se sentava sozinha no refeitório para almoçar.Na sua cabeça,os outros eram demais para se sentarem na mesma mesa e compartilhar em silêncio os trinta minutos de refeição.
Morava sozinha num apartamento do Centro com um rato de estimação.Ele era gordo e não fazia nada,só comia e vez ou outra arregalava aqueles olhinhos vermelhos e medonhos.Vivia sozinha,escolhera viver assim,mas era no Carnaval que as coisas apertavam aquele pequeno coração amargo.
Foi perdidamente apaixonada na adolescência por um garoto,um terminal em câncer.Foram os dias mais bem vividos de sua vida.Mas,foi numa terça de Carnaval que ele se declarou para ela pela primeira vez.Um "eu te amo",seguido de tosse e então os aparelhinhos mostraram o inevitável...
Anos mais tarde,a cena se repetia no banheiro do seu apartamento no Centro:cabelo molhado,secador ligado e o rosto vermelho e inchado como ninguém via a anos.
Nunca esqueceria aquele garoto.Sabia que jamais amaria alguém novamente.Aprendeu a odiar,talvez a si mesma,aos outros,a morte e a vida.

28 de novembro de 2010

Ponto de Paz



Você sabe tudo sobre mim.
Conhece minhas loucuras,meus planos,meus desejos,vontades,manias,carências,TUDO!
Sabe da verdade e da mentira,do sim e do não,do que eu gosto e do que eu desgosto e pronto,me aceita!
Sabe que eu sou uma granada que faz vento.Sabe que eu sou sensível e chorona que chega enrugar os dedos.
Você sabe de como é importante para mim estar aqui comemorando de olhos marejados mais um mês de vida com você.Diante de toda essa loucura,me sinto segura tendo alguém ao meu lado,me sinto em paz!
Somamos agora,3 anos e 11 meses.É muita história né?
Te desejo sempre.Te desejo todo o amor que houver nessa vida.Te desejo o respeito,a confiança e a lealdade.Te desejo o melhor de mim,em todos os dias,até fim.

"Tem um lugar em mim que é só teu
e nada vai mudar porque é meu.
Mesmo que a gente deixe errado
a que a gente escolheu."

Eu te amo,hoje e sempre...

As dores do mundo

Quando eu era pequena,achava natural pensar que médicos nunca adoeciam,que meus avós já nasceram velhinhos,e que a passarela,aquela de pedestres também servia para modelos desfilarem.Eu sempre olhava pela janela do carro esperando vê-las lindas para lá e para cá.
Achava também que depois de "Toy Story",a Cláudia,a Cris,e a Susi tinham vida própria e que eu deveria tratá-las melhor se não quisesse que elas fossem embora.
Eu sempre tive muita curiosidade por meninos,e lembro do meu primeiro "selinho" debaixo de uma bananeira...Nunca vou me esquecer de como eu pegava as coisas rápido,e que embora fosse criança e inocente,eu sempre tive certa malícia,certa esperteza.
Hoje em dia,nos poucos momentos que eu paro e me olho no espelho,me vejo com aquela mesma carinha de menina que achava que suas bonecas tinham vida,e que aprendeu a ver hora sozinha enquanto mexia escondido nas coisas da mãe.
Tudo mudou,e algumas coisas perderam a total graça.A seriedade nos assuntos,nos atos,tudo parece ter perdido aquela cor e cheiro que tinha de quando eu era menina,de quando as coisas não tinham a dimensão que tem hoje.
Estou escrevendo hoje com medo,com angustia.Sinto vontade de chorar,mas parece que estou dura por dentro,me sinto mal.
Nunca estive numa guerra.Lembro que sofri junto com Lisel quando ela perdeu papai,Rudy e os outros.Me sinto mal por ter ouvido tudo que ouvi sem poder fazer nada.Fico desesperada só de me colocar no lugar das pessoas que estão no meio da matança lá no Rio.Penso que tudo seria mais fácil se o olhar e as palavras ainda fossem infantis.Se as balas fossem doces,os gritos risos altos e o vermelho pirulito de chiclete,que pinta a boca...

23 de novembro de 2010

Smiling

Devia ter cuidado melhor daquele inicio de resfriado da semana passada...Não estaria agora com dor de cabeça,corpo mole e nariz estranho.

Ter ficado um tempo longe de tudo,me fez refletir e pensar em tudo que me aconteceu esse ano.E dizendo bem,sem parecer ingrata,tive um ano bem ruinsinho,bem fora do comum e de tudo aquilo que eu queria.Foi difícil ter que desistir de planos e promessas.Foi difícil assumir que talvez eu tenha errado lá naquele primeiro dia do ano.
Achei que fazer dezoito anos me libertaria de muitas coisas,mas pelo contrário,eu adquiri mais peso,mais responsabilidade e compromissos inadiáveis.Não que eu já não fosse madura e responsável.Mas na minha cabeça as coisas seriam mais fáceis,como sempre foram.
Até que sem querer eu faço uma escolha,e essa escolha é a certa.Quem diria que bem no finalsinho desse ano,eu veria um sorriso no final do túnel?Quem diria que eu poderia recomeçar a fazer planos e a pensar no lá na frente?Voltei a minha melhor forma!Por mais que esse ano não tenha sido tudo que eu quis,eu sei que eu tirei bastantes aprendizados dele que vão me ajudar pra sempre,mais próximo no ano que vem.E olha que de ajuda eu vou precisar hã?
Estou feliz,e agradeço por tudo,sorrindo!

22 de novembro de 2010

Poeminha

Lá fora a chuva cai levando embora meu amor
Molha a lâmpada,queima por dentro e me causa dor
Deito na cama e o tic-tac do relógio não me deixa esquecer
Já é tarde,o tempo escurece e eu começo a adormecer

Penso numa cidade grande e bonita
Maior que meus sonhos,nunca antes vista
Eu tenho um plano e você vem comigo
Imagino nós dois,um dia,de volta aquele domingo...

O dia amanheceu,e eu já estou sorrindo
A noite logo volta,
que sonho bom!
Pudera eu ainda estar dormindo

21 de novembro de 2010

Te disse uma vez que não gostava de entrar em jogos,que calculava passos e não pensava muito bem nas palavras.Sempre fui grossa,nunca me importei em ser estúpida e prometi a sempre cumprir com a minha palavra,a assumir meus atos.Nunca te disse que era sã,que não pedia desculpas e que não sentia dores de coisas que já nem existem mais...Eu devo ter te falado que o passado talvez ainda seja algo ressente em minha vida,e que você teria que me dar espaço quando eu quisesse voltar a viver dias das antigas,mesmo que não no mesmo ritmo de antes,e um pouco mais sozinha.Devo ter esquecido apenas de mencionar que eu choro com facilidade,que sou sensível apesar da casca dura de vez em quando.Você já me viu chorar e até já deve ter tentado me ajudar a conter a queda d'água que cai dos meus olhos escuros.Meus olhos são escuros e eu faço questão que meu cabelo também o seja.Nada contra os outros tons,mas acredito que o escuro fique melhor em mim,me dá um charme a mais.Por falar em charme,eu tenho problemas de auto estima.Não que eu me ache horrorosa,ou eleve meu ego a um nível muito alto e ridiculo.Deixo toda a minha radicalidade para meu jeito de ser.Não vejo necessidade de ser,"me achar" e ficar dizendo coisas por ai.Não gosto de pessoas que se acham demais e não são,não gosto de muitas coisas,até de não gostar de certas coisas.Eu sou indecisa na hora de comprar qualquer coisa.Se pudesse,levaria a loja nas costas e acabaria com esse tormento meu de ter que escolher entre um e outro.Eu gosto de gastar.Quando o assunto é dinheiro,eu não penso no amanhã e saio gastando mesmo.Sou impulsiva,muito.Gosto de organização e não tenho paciência de esperar as coisas.Gosto de tudo certinho,mas adoro uma bagunça inesperada.Eu sou fiel.Não conto seus segredos,e prometo estar sempre presente quando eu puder,só se você deixar.Eu não costumo confiar muito e acho que peco quando a questão é fechar os olhos,botar a mão no fogo por alguém.
Bem,eu sou comilona e sofro de crises de espaço e tempo.Devo ter outras centenas de aspectos mas prefiro guardá-los para um outro dia,num outro encontro.
A única garantia que posso te oferecer é sempre ser sincera,e nunca me fazer de algo que eu não sou para te ver sorrindo.

Invisível

Há tempos não me divertia tanto longe da internet assim.
Nas ultimas duas semanas,vivi todos os meus acontecimentos sem contar para ninguém virtualmente,só guardando na memória e no meu velho Diário Otário-não virtual que eu mantenho na cabeceira da cama.
Vivi esses dias sem se preocupar com vaidade,status e com visitas,e pequenos comentários maldosos.Estava definitivamente off-line,e feliz.
Mas confesso!Em certos momentos,ficava pensando em como arquivar isso de maneira escrita e pública,fosse em fotos,ou escritos pela internet.Parecia que eu sentia falta da internet,como sentia de uma pessoa,viva e de carne e osso...
Isso me fez pensar,e deu até medo de encarar essa realidade dura:não somos ninguém sem internet.Não somos os mesmos fora daqui.Não sabemos pensar sozinhos,não temos bons argumentos,e se duvidar nem a mesma cara!Estamos escondidos através de caracteres e pequenos “bios” que não dizem absolutamente nada sobre quem somos,só sobre quem parecemos ser.
Somos fotos,emoticons,mensagens e sentimentos reprimidos com medo do outro conectado ler.Escondemos muito de nós,e esquecemos principalmente da luz natural do sol;vivemos para as luzes artificiais dos computadores,celulares e afins.
O triste disso tudo,é ver que algumas pessoas eram mais interessantes antes dos pacotes,da internet de graça e disponível a qualquer lugar.
Acho cretino e hipócrita vivermos uma vida presa a pequenos artifícios.Lembro de como admirava um de meus fãns antes dessa epidemia de internet 24 hrs.Lembro de como suas besteiras eram menos fúteis e até legais de serem compartilhadas.
Sinto falta das pessoas comentando qualquer outra coisa que não seja um follow,uma foto nova onde quer que apareça.
Onde estão todas aquelas pessoas interessantes,de verdade?

7 de novembro de 2010

Ensaio

Sobre todas as coisas que eu não consigo falar
Ele me olha,me abraça e eu me aquieto.
Continuo agitada e então ele diz alguma coisa e beija minha testa,mas não é o suficiente(nunca é).
Ele começa a se preocupar e a perder totalmente o controle.
Ficamos quietos,e o medo parece aumentar toda vez que piscamos os olhos
Ele então me olha sobre os ombros,
Estica o braço e sua mão encontra a minha num aperto forte.
Foi o melhor que ele podia ter feito.Fiquei bem então.

5 de novembro de 2010

Sensação

Veio fácil e foi fácil.

Não tinha mais argumentos para prolongar a discussão e acabei cedendo,lentamente.Prometi mudar e não dizer as ultimas palavras,pedi desculpas e dancei nossa música favorita com muito amor,sem fazer cena.
Imaginei se tudo aquilo não fazia parte da minha cabeça,se não éramos demais para estarmos ali.
Me despedi dele com um beijinho carinhoso na testa e novamente me desculpei.
Nunca mais o veria de novo,mas nada mais é tão importante agora que aprendi a ganhar.Em lugar nenhum

4 de novembro de 2010

Querida

Quantas vezes mais terei que lhe escrever deixando claro que as coisas entre nós acabaram?Talvez,você ainda goste de sofrer,de sentir na pele o gosto de um adeus.Você deve ter aprendido comigo essa intensidade.Mas querida...
Certa vez,você me disse que era muito mais fácil terminar do que começar uma relação.Eu discordei de você,e então você se zangou comigo dizendo-me que eu era tolo,que tudo nessa vida teria um fim,até mesmo nós.Você deverá ficar brava por mais essa vez,mas não creio que todo fim seja fácil.Continuo lhe escrevendo cartas e esperando que enfim você pare de atormentar essa cabeça que alimenta um coração cheio de esperanças falsas.Você sabe como sou,não me faça sofrer ainda mais.
Se tiver coragem,gostaria de conversar pessoalmente com você.Olhar em seus olhos e ver suas verdades,se ainda a tiver,quero até sua alma.

Responda-me,preciso saber de você.

3 de novembro de 2010

Sonho(?)

Estávamos no meio do nada,num lugar desconhecido com pessoas que eu só conhecia por nome e por projeções que minha cabeça fazia quando estava vaga,quase sempre.
Você apareceu e então começou a me culpar por diversas coisas que estavam acontecendo.O homem,o gordo suado com pelos no peito começou a dizer que eu atrapalhava sua vida,que eu deveria deixar você em paz,sumir de vez para que os livros tivessem lugar único,sem disputar espaço com ninguém.
Não consegui te olhar.Minha cabeça simplesmente não levantava e eu lembro que fazia força para chorar e fazer minha garganta parar de doer.Você me olhava com certa tristeza,mas não parava de gritar comigo dizendo que eu tinha que mudar,que eu tinha que deixar que ela fosse embora.
Mas,ela quem?
Acordei com o corpo todo dolorido.Tinha vestígios de lágrimas no canto dos olhos,e a garganta doía como se tivesse sido bastante apertada.Faz um bom tempo que não te vejo,que já não faço parte da sua lista de pessoas amigáveis.
Não consigo dizer se foi um sonho,se você esteve aqui.Ando tão cansada,acho que só preciso dormir...