Era tarde já,e depois de receber um convite por email de uma colega do colegial para seu casamento,fiquei pensando nas promessas que fiz quando era adolescente e me lembrei das minhas madrinhas...
Meu casamento seria ao ar livre e eu imitaria um,ou todos os casamentos dos filmes "teens" que eu via na época.Eu teria umas cinco madrinhas,mas duas em especial estariam ao meu lado todos os dias até o dia do casamento.Não seria difícil escolher essas duas porque elas já existiam e já conviviam.
O casamento seria sim um clichê,porque além de tudo eu era dramática,e o clichê combinava com o dramático.
Pois bem.Não cheguei a pensar com quem casaria se meu casamento fosse naquele momento.Acho que nada mais importava do que minhas duas madrinhas,minhas duas melhores amigas.
Nós passávamos tardes e virávamos noites olhando revistas e entrando de penetras em casamentos pela vizinhança.Nós ensaiávamos as danças,os discursos e até fizemos pequenos votos umas para as outras.Na falta de um garoto,casamos as três e vivemos assim até os dezesseis,dezessete anos...
Bom,era de se esperar que depois do colegial nós mudássemos,e não ficassemos mais vidradas em casamentos e todas aquelas coisas.
Eu fui a primeira a entrar num relacionamento sério e firme,a descobrir a faculdade e a perder o sono com provas finais e prazos.A do meio,já estava noiva e grávida do primeiro filho.Trabalhava,estudava a noite e se preocupava com fraldas e chocalhos.A mais nova,estudava ainda no cursinho e descobriu o amor cedinho cedinho,foi até de assustar!
mas um dia,sentadas na mesinha de centro,nós conversávamos e às vezes o silêncio se espalhava no ar e nós lembrávamos do colegial apenas e riamos,do que passou,não do que tínhamos.Vez ou outra uma comentava do trabalho,a outra do bebe e eu do namorado de longa data.Mas os assuntos não batiam,e eu me senti só,havia perdido as minhas amigas.Ou pior que isso,as únicas madrinhas de casamento!
Depois de ler o email,passar por quase dez anos em cinco minutos,olhei pela janela e parecia que estávamos no quintal de novo.Eu daria qualquer coisa para viver nossa união novamente...
24 de maio de 2011
11 de maio de 2011
Cabelo
Me deu uma vontade estranha de mudar justamente o cabelo,aquele parceirinho que desde que eu comecei a ter consciência sobre fios,eu tento deixar crescer.
Eu tenho um puta trauma de cabeleireiros,e confesso que faz um bom tempo que eu não deixo ninguém com uma tesoura chegar perto de mim.Eu mesma corto e recorto,pinto e tudo o mais.Mas de uns tempos para cá,me deu vontade de entregar esse cabelão,(digo isso porque esse é maior que já vi meu cabelo) para um profissional.Mas sem bagunça!Vou levar uma foto como modelo e quero que ele tire dois dedos apenas do comprimento,e dê uma "forma" pro meu cabelinho.Pode ser repicadinha,mas bem bonitinho,pra usar bagunçado até.Eu até pensei em largar o secador e ficar um pouco com o seco natural,mas eu ainda não estou preparada,de verdade.Acordar e não ter que pentear cabelo me faz muito feliz.Tem seus lados negativos,claro,mas por enquanto é isso que eu quero.Ah,esqueci que também quero pintar.Uma cor diferente dessa vez.Talvez eu volte para aquele loiro na parte de baixo,ainda não sei....
Estou decidida,e já sei até onde eu vou,quero um novo visual.Mas,só não consigo entender,donde veio essa vontade toda?
Eu tenho um puta trauma de cabeleireiros,e confesso que faz um bom tempo que eu não deixo ninguém com uma tesoura chegar perto de mim.Eu mesma corto e recorto,pinto e tudo o mais.Mas de uns tempos para cá,me deu vontade de entregar esse cabelão,(digo isso porque esse é maior que já vi meu cabelo) para um profissional.Mas sem bagunça!Vou levar uma foto como modelo e quero que ele tire dois dedos apenas do comprimento,e dê uma "forma" pro meu cabelinho.Pode ser repicadinha,mas bem bonitinho,pra usar bagunçado até.Eu até pensei em largar o secador e ficar um pouco com o seco natural,mas eu ainda não estou preparada,de verdade.Acordar e não ter que pentear cabelo me faz muito feliz.Tem seus lados negativos,claro,mas por enquanto é isso que eu quero.Ah,esqueci que também quero pintar.Uma cor diferente dessa vez.Talvez eu volte para aquele loiro na parte de baixo,ainda não sei....
Estou decidida,e já sei até onde eu vou,quero um novo visual.Mas,só não consigo entender,donde veio essa vontade toda?
4 de maio de 2011
Conceitos

Eu deixo de existir às vezes e começo apenas a pensar na vida,em mim,ao meu redor.Me dou conta certas vezes de que o desespero não é a melhor solução.Mas não ouviria esse meu conselho,pois o "desequilíbrio",é o que me mantém viva muitas vezes.Sempre vivi em picos,e isso nunca foi problema para mim,não sei,talvez sejam os conceitos...
Ontem,depois que eu encontrei o Roberto,eu percebi o quão feliz eu estou,mesmo com todas as divergências que eu encontro.Me sinto feliz por simples momentos,e por ter aprendido a ter e apreciar o pouco,quase nada.
É engraçado,mas eu amadureci com manha e carinho,com amor e algumas tardes de soneca no sétimo andar.
Claro que eu chorei,e claro que eu ainda tenho um longo caminho pela frente.Mas me sinto bem de ter coisas assim,tipo conceitos,tipo você.
30 de abril de 2011
Prometeu mais uma vez seguir sem olhar para trás.
Quantas vezes já havia feito a mesma promessa e nunca a cumpriu?
Dessa vez tinha sido diferente,e embora ela sentisse o estômago pular para fora,as mãos já não tremiam,e o coração disparou,mas voltou ao ritmo normal depois que a adrenalina passou...
Passou mesmo?
Por que essa vez era diferente de todas as outras?As palavras e os gestos eram os mesmos,sem maiores novidades,apenas um tabuleiro de um só,sem cadeira para os demais.
Mas,quem estaria disposto a esquecer os caprichos e deixar para trás os mimos e as coincidências mais banais do mundo?
Se dissesse que era falta de qualquer outra atividade,estaria mentindo.E mentia para si,não esquecera,nem esquecerá jamais,são coisas da vida!
(...)
Mas eu,ah,eu nunca estive em suas fotos e nunca dividi com você um copo de vinho.
Talvez não tivesse saco para isso,tinha muito coração...
Quantas vezes já havia feito a mesma promessa e nunca a cumpriu?
Dessa vez tinha sido diferente,e embora ela sentisse o estômago pular para fora,as mãos já não tremiam,e o coração disparou,mas voltou ao ritmo normal depois que a adrenalina passou...
Passou mesmo?
Por que essa vez era diferente de todas as outras?As palavras e os gestos eram os mesmos,sem maiores novidades,apenas um tabuleiro de um só,sem cadeira para os demais.
Mas,quem estaria disposto a esquecer os caprichos e deixar para trás os mimos e as coincidências mais banais do mundo?
Se dissesse que era falta de qualquer outra atividade,estaria mentindo.E mentia para si,não esquecera,nem esquecerá jamais,são coisas da vida!
(...)
Mas eu,ah,eu nunca estive em suas fotos e nunca dividi com você um copo de vinho.
Talvez não tivesse saco para isso,tinha muito coração...
27 de abril de 2011
fazer você sorrir
Você me olha nos olhos e diz a verdade, sente aquele frio na barriga, mas sempre acaba soltando aquele risinho, quando eu diminuo o olhar e faço cara daquele tal animal que gosta mais de carne do que a onça. Eu acredito em você, mesmo você não conseguindo ficar sério por muito tempo. Acho que estranho seria se você não sorrisse...
Quando eu choro, você não se desespera, e diz coisas boas e tão fáceis que minhas lágrimas caem ainda mais. Já esqueci toda a tristeza, agora me sinto uma tola.
Você me abraça e eu te mancho com água ou batom, você escolhe.
Você para o mundo, e me carimba com o seu cheiro. Pura tortura, mas eu gosto, e você sabe...
Ainda visitaremos Madri (sem a minha vontade) e iremos comer muito na França, antes de terminar o tour em Las Vegas, baby!
Eu amo você, e amo mais ainda quando você sorri, simples e verdadeiramente para mim...
Quando eu choro, você não se desespera, e diz coisas boas e tão fáceis que minhas lágrimas caem ainda mais. Já esqueci toda a tristeza, agora me sinto uma tola.
Você me abraça e eu te mancho com água ou batom, você escolhe.
Você para o mundo, e me carimba com o seu cheiro. Pura tortura, mas eu gosto, e você sabe...
Ainda visitaremos Madri (sem a minha vontade) e iremos comer muito na França, antes de terminar o tour em Las Vegas, baby!
Eu amo você, e amo mais ainda quando você sorri, simples e verdadeiramente para mim...
22 de abril de 2011
Anything
Sentou no para-peito da janela e admirou a lua que se escondia por trás das nuvens naquela noite,que deveria ser de outono.Não bebeu nada como de costume,e nem deixou-se abater pelo blues que tocava de fundo.Era feriado,e apenas os gatos estavam em casa,na rua.
Ela adorava metáforas e dava exemplos usando uvas e a luz do sol.Não era maluca,mas sabia que a sanidade não era o seu forte.Alias,ela nunca encontrara alguém que a fizesse mudar de ideia.Não precisava de muito,e o pouco que tinha a fazia admirar a lua em noite de feriado e imaginar o futuro...
Queria mesmo era poder esfregar as nuvens da bola branca e enxergar com mais nitidez o que vinha pela frente.Tinha pressa,mas a pele ainda quente a acalmava e a tirava de toda aquela loucura.
Dava tristeza quando uma nuvem maior vinha e acabava com aquela luz natural.Ela voltava a cabeça para baixo,e até sentia uma,ou três lágrimas escorrerem gelada para o canto da boca.
Não devia nada,e mesmo sentindo medo ela deixou estar.Estava escuro,a cidade estava vazia e a noite e sua pele estavam quentes.Nada de mais poderia acontecer.Pensou em mais uma metáfora e tudo bem,qualquer coisa valeria então...
Ela adorava metáforas e dava exemplos usando uvas e a luz do sol.Não era maluca,mas sabia que a sanidade não era o seu forte.Alias,ela nunca encontrara alguém que a fizesse mudar de ideia.Não precisava de muito,e o pouco que tinha a fazia admirar a lua em noite de feriado e imaginar o futuro...
Queria mesmo era poder esfregar as nuvens da bola branca e enxergar com mais nitidez o que vinha pela frente.Tinha pressa,mas a pele ainda quente a acalmava e a tirava de toda aquela loucura.
Dava tristeza quando uma nuvem maior vinha e acabava com aquela luz natural.Ela voltava a cabeça para baixo,e até sentia uma,ou três lágrimas escorrerem gelada para o canto da boca.
Não devia nada,e mesmo sentindo medo ela deixou estar.Estava escuro,a cidade estava vazia e a noite e sua pele estavam quentes.Nada de mais poderia acontecer.Pensou em mais uma metáfora e tudo bem,qualquer coisa valeria então...
16 de abril de 2011
Do contra!
Usa calça jeans,camisetas e blusas largas.Não se preocupa com maquiagem e a vaidade é colocada de lado de segunda à sexta a tarde.
Sono não está na sua lista de prioridade.Ou está?Dorme pouco,e quando pode dormir não dorme porque está sassaricando por ai fazendo qualquer coisa.Deve ser por isso,principalmente,que seu signo é macaco no horóscopo chinês.
Ela não come comida japonesa.Acha aqueles pratos nada apetitosos e usa um trauminha com brigadeiros para não experimentar o tal peixe cru e as algas.
Não rotula mais o pior e o melhor e isso irrita muito.Fez um trabalho em grupo durante a semana e falou demais,tanto que se tornou de esquerda.Pobre menina difícil de lidar,né?
Ela não usava dourado,e vivia cuspindo para o alto em relação a coisas do cotidiano.Não subestimava a si própria,mas duvidava de certas capacidades,de certos dons,tal aquele de não ter nenhum.
Achava que a inteligência não era válida se a pessoa não era esperta.Odiava mentiras mal contadas.Na verdade ela se chateava pela má explicação do que pela mentira.
Ela queria e não fazia,falava e não voltava atrás.Não sabia o que era passar vontade e a consciência pesava se ela ia contra o que o corpo gritava.Nunca aprendeu a rir baixo,mas sabia calar quando era preciso.Gostava de falar pelos cotovelos,mas aprendeu a guardar segredos,sem revelá-los a ninguém.
Não escondia nem a menina nem a mulher.Fazia um misto e se tornava diferente do padrão.Báh,padrões,regras!
Ela sempre foi do contra,e sabia que se em terra de cego quem tem olho é rei,ele não duraria muito tempo governando.Alguém furaria imediatamente seus olhos.
Sono não está na sua lista de prioridade.Ou está?Dorme pouco,e quando pode dormir não dorme porque está sassaricando por ai fazendo qualquer coisa.Deve ser por isso,principalmente,que seu signo é macaco no horóscopo chinês.
Ela não come comida japonesa.Acha aqueles pratos nada apetitosos e usa um trauminha com brigadeiros para não experimentar o tal peixe cru e as algas.
Não rotula mais o pior e o melhor e isso irrita muito.Fez um trabalho em grupo durante a semana e falou demais,tanto que se tornou de esquerda.Pobre menina difícil de lidar,né?
Ela não usava dourado,e vivia cuspindo para o alto em relação a coisas do cotidiano.Não subestimava a si própria,mas duvidava de certas capacidades,de certos dons,tal aquele de não ter nenhum.
Achava que a inteligência não era válida se a pessoa não era esperta.Odiava mentiras mal contadas.Na verdade ela se chateava pela má explicação do que pela mentira.
Ela queria e não fazia,falava e não voltava atrás.Não sabia o que era passar vontade e a consciência pesava se ela ia contra o que o corpo gritava.Nunca aprendeu a rir baixo,mas sabia calar quando era preciso.Gostava de falar pelos cotovelos,mas aprendeu a guardar segredos,sem revelá-los a ninguém.
Não escondia nem a menina nem a mulher.Fazia um misto e se tornava diferente do padrão.Báh,padrões,regras!
Ela sempre foi do contra,e sabia que se em terra de cego quem tem olho é rei,ele não duraria muito tempo governando.Alguém furaria imediatamente seus olhos.
11 de abril de 2011
7º andar
O ar estava de novo ligado e a agitação nesse andar tão calmo me pareceu estranha.
Uns meninos faziam bastante barulho e chamavam aquilo de trabalho.Eu entendi qual era a deles,e não dei sopa!Rodeei o lugar mais um pouquinho,disfarcei até que cheguei ao lugar desejado.
A sala era do jeito que eu queria e precisava.Os meninos agora riam alto,mas não me atrapalharam.Eu simplesmente me ajeitei aqui e ali e consegui achar o jeito certo,dormi.
Não lembro direito o que aconteceu.Achei que estava consciente,mas realmente só voltei à mim quando uma mensagem qualquer no celular fez muito barulho.
Uuurg!
A chuva caia lá fora e eu ouvi alguém mexer num molho de chaves e falar sobre o arco-íris...
Perdi mais uma vez a tal das sete cores.Quantas vezes já as perdi?
Coloquei na cabeça que dessa vez tinha sido por um motivo diferente e bom.Valeu a pena,ainda vale,né?
Uns meninos faziam bastante barulho e chamavam aquilo de trabalho.Eu entendi qual era a deles,e não dei sopa!Rodeei o lugar mais um pouquinho,disfarcei até que cheguei ao lugar desejado.
A sala era do jeito que eu queria e precisava.Os meninos agora riam alto,mas não me atrapalharam.Eu simplesmente me ajeitei aqui e ali e consegui achar o jeito certo,dormi.
Não lembro direito o que aconteceu.Achei que estava consciente,mas realmente só voltei à mim quando uma mensagem qualquer no celular fez muito barulho.
Uuurg!
A chuva caia lá fora e eu ouvi alguém mexer num molho de chaves e falar sobre o arco-íris...
Perdi mais uma vez a tal das sete cores.Quantas vezes já as perdi?
Coloquei na cabeça que dessa vez tinha sido por um motivo diferente e bom.Valeu a pena,ainda vale,né?
7 de abril de 2011
Parque,park
(...)
-Como você me pediria em casamento?
A pergunta surgiu no meio da multidão,disputando atenção com os carros e um senhor que anunciava o fim do mundo.
Andavam de mãos dadas,se mordiam e riam das saias mais curtas e das perninhas mais grossas.Sentiam o frio do Outono esvoaçar os cabelos e fazer gelar os braços.
Ele passou o braço por sua cintura,e fingiu não ligar para a tal pergunta que quase se perdeu pela cidade.Ela abaixou a cabeça e sentiu a mão dele apertar a dela.Eles pararam de frente um para o outro,e ele não disse nada,apenas a olhou.
Pareceu que não precisaria fazer nenhum pedido mais formal,pois naquele dia,com o vento geladinho do outono,e o fim do mundo próximo,eles disseram sim,e a cidade inteira parou para contemplá-los...
-Como você me pediria em casamento?
A pergunta surgiu no meio da multidão,disputando atenção com os carros e um senhor que anunciava o fim do mundo.
Andavam de mãos dadas,se mordiam e riam das saias mais curtas e das perninhas mais grossas.Sentiam o frio do Outono esvoaçar os cabelos e fazer gelar os braços.
Ele passou o braço por sua cintura,e fingiu não ligar para a tal pergunta que quase se perdeu pela cidade.Ela abaixou a cabeça e sentiu a mão dele apertar a dela.Eles pararam de frente um para o outro,e ele não disse nada,apenas a olhou.
Pareceu que não precisaria fazer nenhum pedido mais formal,pois naquele dia,com o vento geladinho do outono,e o fim do mundo próximo,eles disseram sim,e a cidade inteira parou para contemplá-los...
5 de abril de 2011
Dor nas costas
Um dia antes do aniversário de 46 anos,ela inventou de sair para dançar.
Dançou a noite inteira,embora sentisse os sapatos de bico fino apertar e os joelhos travarem.
Voltando para casa,ela se lembrou de um filme em que o rapaz carregava o espírito da namorada morta e perturbada nas costas.
Sentiu-se então mocinha;as costas doiam como nunca,e o medo daquele filme de terror dos anos 60 ainda a arrepiava a espinha...
Dançou a noite inteira,embora sentisse os sapatos de bico fino apertar e os joelhos travarem.
Voltando para casa,ela se lembrou de um filme em que o rapaz carregava o espírito da namorada morta e perturbada nas costas.
Sentiu-se então mocinha;as costas doiam como nunca,e o medo daquele filme de terror dos anos 60 ainda a arrepiava a espinha...
1 de abril de 2011
Carta
Me encontra aqui,exatamente onde eu lhe escrevi a primeira carta,onde tudo começou.
Se você tiver esquecido o caminho,eu sussurro as palavras e deixo meu perfume no ar.
Você ainda lembra de mim,não é?
Deixa essa raiva de lado e vem pra mim,te quero bem.Para de falar e começa a ouvir seus próprios conselhos.Me deixa livre,me deixa esquecer,mas não pare de lembrar de mim.
Há coisas minhas em você,mais do que você imagina.Não para,não pare e não esqueça!
Pega tuas provas e vem de encontro a mim.Você sempre soube onde me encontrar.E mesmo quando não estou debaixo dos teus olhos,continuo dominando seus pensamentos,controlando seus batimentos e até a sua respiração.
Você dorme,acorda e procura minhas cartas,meus rastros.Procura ver se rezei por você na noite passada,com quem eu andei bebendo ao som da nossa dança.
Você faz mix de sentimentos e tenta dar nomes a eles,mas sempre acaba citando meu nome.Nunca foi em vão e isso é o que te deixa pior.
Somos melhores que tudo isso...
E não demora,talvez já não tenha mais todo o tempo do mundo...
Se você tiver esquecido o caminho,eu sussurro as palavras e deixo meu perfume no ar.
Você ainda lembra de mim,não é?
Deixa essa raiva de lado e vem pra mim,te quero bem.Para de falar e começa a ouvir seus próprios conselhos.Me deixa livre,me deixa esquecer,mas não pare de lembrar de mim.
Há coisas minhas em você,mais do que você imagina.Não para,não pare e não esqueça!
Pega tuas provas e vem de encontro a mim.Você sempre soube onde me encontrar.E mesmo quando não estou debaixo dos teus olhos,continuo dominando seus pensamentos,controlando seus batimentos e até a sua respiração.
Você dorme,acorda e procura minhas cartas,meus rastros.Procura ver se rezei por você na noite passada,com quem eu andei bebendo ao som da nossa dança.
Você faz mix de sentimentos e tenta dar nomes a eles,mas sempre acaba citando meu nome.Nunca foi em vão e isso é o que te deixa pior.
Somos melhores que tudo isso...
E não demora,talvez já não tenha mais todo o tempo do mundo...
19 de março de 2011
Sobre a Brú
Essa homenagem é válida, pois estou no meu maior estado de graça,bem Jesus...Não encaixaria aqui se eu dissesse que amo todo mundo,mas a Brú é amada por mim,é sim.
Nós nos conhecemos muito por acaso. Ela com aquela cara fechada e medonha, eu com as minhas "zoações”, que de longe ainda a irritam muito.
Ela roe unha e sempre diz um "ai, chega!" quando a situação já está pesada demais. Bom, somos iguais em gênio, pensamos muito parecido, e até levantamos a sobrancelha de forma parecida quando estamos bravas. Eu, ela, o Alan e o Muri, sempre que estamos juntos nos reunimos e trocamos experiências de casais. Até eles, os meninos são iguais, é incrível!Ela é sincera e grossa. Preza pela sinceridade e não liga se vai machucar ou não, ela faz e fala!
Por falar em falar, com a Brú eu converso sobre tudo, sobre todos os assuntos sem me preocupar com isso e aquilo, sem ficar com receio dela sair por ai contando, ou fazendo mal juízo de mim.Eu confio na Brú,ela confia em mim.
Nós tivemos uma briguinha idiota a uns meses atrás,mas nada que não pudesse ser superado com uma conversa daquelas,só nossa.
A Brú me entende e nunca me deixa sozinha, nunca mesmo!Ela vai ser a minha primeira amiga a casar, tenho certeza.
E lá estarei eu no altar como sua madrinha, olhando seus olhos brilharem, morrendo de orgulho e vendo o Alan dizer no meio da tensão toda "abacate!".
Nós nos conhecemos muito por acaso. Ela com aquela cara fechada e medonha, eu com as minhas "zoações”, que de longe ainda a irritam muito.
Ela roe unha e sempre diz um "ai, chega!" quando a situação já está pesada demais. Bom, somos iguais em gênio, pensamos muito parecido, e até levantamos a sobrancelha de forma parecida quando estamos bravas. Eu, ela, o Alan e o Muri, sempre que estamos juntos nos reunimos e trocamos experiências de casais. Até eles, os meninos são iguais, é incrível!Ela é sincera e grossa. Preza pela sinceridade e não liga se vai machucar ou não, ela faz e fala!
Por falar em falar, com a Brú eu converso sobre tudo, sobre todos os assuntos sem me preocupar com isso e aquilo, sem ficar com receio dela sair por ai contando, ou fazendo mal juízo de mim.Eu confio na Brú,ela confia em mim.
Nós tivemos uma briguinha idiota a uns meses atrás,mas nada que não pudesse ser superado com uma conversa daquelas,só nossa.
A Brú me entende e nunca me deixa sozinha, nunca mesmo!Ela vai ser a minha primeira amiga a casar, tenho certeza.
E lá estarei eu no altar como sua madrinha, olhando seus olhos brilharem, morrendo de orgulho e vendo o Alan dizer no meio da tensão toda "abacate!".
16 de março de 2011
Sobre a saudade...
Olha,minha cara não disfarça,e eu já até queria um daqueles salsichinhas aqui comigo.
Está difícil só ter contato pela internet e comer cada vez menos comida e mais besteiras...
Estou com saudades de casa,da minha cama,da minha mãe,daquele seu bifinho,das conversas e de todo o resto,entende?
Claro que entende!
É tudo muito novo e bonito,mas o novo tem um preço,é sozinho...
Queria poder escrever mais,mas o tempo já acabou.Sinto saudades,apenas.
Está difícil só ter contato pela internet e comer cada vez menos comida e mais besteiras...
Estou com saudades de casa,da minha cama,da minha mãe,daquele seu bifinho,das conversas e de todo o resto,entende?
Claro que entende!
É tudo muito novo e bonito,mas o novo tem um preço,é sozinho...
Queria poder escrever mais,mas o tempo já acabou.Sinto saudades,apenas.
8 de março de 2011
Asas,heróis e calcanhares
Eu adoro as aulas de Estrutura de Roteiro e História da Arte.Elas me fazem viajar com seus mitos e contos.Me fazem perceber que por mais que milhões de anos tenham passado,ainda agimos,mesmo que "modernamente",como os Romanos e até mesmo os Egípcios.Nossas pontes,muros,tijolos,cadeiras,maquiagens tiveram início lá nos anos 500 A.C.
A professora Cláudia me ganhou no primeiro dia,quando me disse que fez o roteiro de "Mundo da Lua" e "Tv Crush",meus programas favoritos de infância.Mas foi na aula passada sobre a "Jornada do Herói" que eu me identifiquei.Acho que estou na profissão certa!
Fiquei pensando nos últimos acontecimentos que estou vivendo,e me senti em uma jornada,mas sem saber se sou o herói. Tentei achar um equilíbrio entre o bem e o mal e cheguei a conclusão de que sou boa demais para ser ruim,e ruim demais para ser boa.Peco por excessos,tanto os bons quanto os ruins.
Não podendo assim me colocar na pele da megera,ou da boa moça,me dou o papel de protagonista,o herói do filme de ação.
Ficaria imensamente satisfeita se tivesse sido designada a derrotar zumbis,super-bactérias e gênios do mal.Com direito a um final comum em que eu me sentisse mais poderosa e fosse dona de dois mundos.
Acho mais fácil produzir,dirigir,e fazer o roteiro de um filme...
Mais um excesso,mais um pecado!
Às vezes acho que deveria ter seguido os passos da madrinha,ou aquele sonho solitário de viver viajando por ai sem ninguém,sem raízes.
Uma vez,quando eu ainda era pequena,a tia Vera me disse que eu era um ser designado a viver sozinho,a marcar e ser marcado sem ter ninguém.Acho que ela acertou em partes.E talvez seja por isso também que minha mãe sempre me protegeu daquelas ciganas e magos eletrônicos.
Mamãe sabia dês de já que Deus não deu asas a cobra,mas lhe deu um belo par de calcanhares.
A professora Cláudia me ganhou no primeiro dia,quando me disse que fez o roteiro de "Mundo da Lua" e "Tv Crush",meus programas favoritos de infância.Mas foi na aula passada sobre a "Jornada do Herói" que eu me identifiquei.Acho que estou na profissão certa!
Fiquei pensando nos últimos acontecimentos que estou vivendo,e me senti em uma jornada,mas sem saber se sou o herói. Tentei achar um equilíbrio entre o bem e o mal e cheguei a conclusão de que sou boa demais para ser ruim,e ruim demais para ser boa.Peco por excessos,tanto os bons quanto os ruins.
Não podendo assim me colocar na pele da megera,ou da boa moça,me dou o papel de protagonista,o herói do filme de ação.
Ficaria imensamente satisfeita se tivesse sido designada a derrotar zumbis,super-bactérias e gênios do mal.Com direito a um final comum em que eu me sentisse mais poderosa e fosse dona de dois mundos.
Acho mais fácil produzir,dirigir,e fazer o roteiro de um filme...
Mais um excesso,mais um pecado!
Às vezes acho que deveria ter seguido os passos da madrinha,ou aquele sonho solitário de viver viajando por ai sem ninguém,sem raízes.
Uma vez,quando eu ainda era pequena,a tia Vera me disse que eu era um ser designado a viver sozinho,a marcar e ser marcado sem ter ninguém.Acho que ela acertou em partes.E talvez seja por isso também que minha mãe sempre me protegeu daquelas ciganas e magos eletrônicos.
Mamãe sabia dês de já que Deus não deu asas a cobra,mas lhe deu um belo par de calcanhares.
7 de março de 2011
Suja e só
“He’s holding my hands
He loves my hair and my smile,
But he needs to go
He lives here,but I’m not
The love is gone,gone…”
Cantarolava desafinado, porém fluente.
Aquele cantinho na janela nunca esteve tão solitário. A cidade parecia vazia,os ruídos que conseguia ouvir,eram parecidos com os que a agulha faz em atrito com o vinil;incomodava,mas ela sabia que a faixa 6 chegaria em breve.
Da janela, solitária, ela fumava um cigarro e bebia “sangue de boi”. Viu dois casais brigando a um raio de 2 metros, uma puta e um pastor idoso que acabara de lhe dar uma “lembrança”,uma nota simbólica de mil reis. O cachorro ladrava, e alguns gatos se esquivavam dos primeiros pingos d’água.
“He’s holding my hands
He loves my hair and my smile
But he needs to go
He’s still here, cause I’m not
Now,we both know,the love is gone,it’s done”
Ela olhou para trás,havia um estranho na cama. Estava como a cidade naquela noite,suja e só...
22 de fevereiro de 2011
Voltas
Eu antes não usava dourado,achava muito cheguei e que não combinava comigo.
Eu também achei que nunca fosse dormir com a janela aberta.
Já achei que seria uma hoteleira e uma enfermeira. Disse que não queria trabalhar em uma rádio,mas mudei de idéia.
Eu dei voltas,muitas delas. Sempre achei que minhas ideias e meus gostos não mudariam. Talvez por teimosia ou por ter medo de perder certas características...
Acho que cresci e aprendi a esperar meu mundo girar. Eu ainda morro de pressa,mas já não sou tão impaciente como antes.
Eu também achei que nunca fosse dormir com a janela aberta.
Já achei que seria uma hoteleira e uma enfermeira. Disse que não queria trabalhar em uma rádio,mas mudei de idéia.
Eu dei voltas,muitas delas. Sempre achei que minhas ideias e meus gostos não mudariam. Talvez por teimosia ou por ter medo de perder certas características...
Acho que cresci e aprendi a esperar meu mundo girar. Eu ainda morro de pressa,mas já não sou tão impaciente como antes.
Mais idiota!
Ela me respondeu novamente. Não o que eu havia retrucado, mas me respondeu com uma futilidade qualquer. Não entendia como ela não sentia nada por mim depois de tanto tempo. Tínhamos um relacionamento afinal,ela devia ser grata por isso!
Por não me conformar,fico indignada quando ela passa por mim e distribui aquela graça toda. Sinto ciúmes,e ela com aquele volume todo,sabe disso!
Gostaria aqui de não ter que admitir, nunca dar o braço a torcer. Lais com aquela ingratidão toda,era o grande amor da minha vida...
Merda! Depois de vários encontros e muita terapia,eu ainda estou amando essa mulher.
Por não me conformar,fico indignada quando ela passa por mim e distribui aquela graça toda. Sinto ciúmes,e ela com aquele volume todo,sabe disso!
Gostaria aqui de não ter que admitir, nunca dar o braço a torcer. Lais com aquela ingratidão toda,era o grande amor da minha vida...
Merda! Depois de vários encontros e muita terapia,eu ainda estou amando essa mulher.
19 de fevereiro de 2011
(...)
Sophie queria um conselho.
Ligou para Ana,Paula e Beatriz.
Paula estava dormindo e quase falou de um sonho estranho que estava tendo com Carlinhos.
Ana,estava ensaiando com o grupo e soltou uma de suas falas da cena:"Tudo que eu faço,ou falo torna difícil sua estadia nessa casa..." e desligou!
Beatriz até atendeu com entusiasmo,ouviu as três primeiras palavras e ficou de retornar.Ela não retornou...
Shopie olhou sua lista inteira de contatos e não achou mais ninguém que pudesse lhe dizer um "Oon amiga!"
Shopie fechou as janelas,da alma,e ouviu aquele que a colocara nessa situação.Ele fazia "tumtum" rápido e parava.Apertava,machucava e dizia nas entrelinhas do seu ritmo: "Não adianta,não sairei daqui..."
Ligou para Ana,Paula e Beatriz.
Paula estava dormindo e quase falou de um sonho estranho que estava tendo com Carlinhos.
Ana,estava ensaiando com o grupo e soltou uma de suas falas da cena:"Tudo que eu faço,ou falo torna difícil sua estadia nessa casa..." e desligou!
Beatriz até atendeu com entusiasmo,ouviu as três primeiras palavras e ficou de retornar.Ela não retornou...
Shopie olhou sua lista inteira de contatos e não achou mais ninguém que pudesse lhe dizer um "Oon amiga!"
Shopie fechou as janelas,da alma,e ouviu aquele que a colocara nessa situação.Ele fazia "tumtum" rápido e parava.Apertava,machucava e dizia nas entrelinhas do seu ritmo: "Não adianta,não sairei daqui..."
17 de fevereiro de 2011
Clara,de pele e de alma
"Seu nome será Clara,você será livre e feliz,assim como tem que ser."
Disse Izabel antes de colocar ao mundo Clara,a menina pássaro.
Clara era uma garota independente,nasceu livre e livre viveu assim,por um bom tempo.
Seus cabelos louros eram lisos e rebeldes,e diferente não podia ser.Seus olhos eram curiosamente escuros e grandes,sinceros e brilhantes.Tinha as pernas finas e magrelas,era alta e chamava a atenção.Era diferente de todas as garotas do último ano do colegial,mas sem dúvida,Clara era a mais especial.
Clara era clara,de pele e de alma.Era tão transparente que dava para ver seu coração do lado de fora do peito,assim,bem nítido.Todos a amavam,mas ninguém conseguira fazer seu coração sumir,ficar guardadinho no peito.
Clara voava ao andar.Fazia o pátio ficar pequeno quando batia suas asas e alçava vôo,fazia sombra no meu corpo e me encantava de longe,sem nem me ver.Um dia,sussurrei seu nome,como um pensamento e ela me ouviu.Olhou lá de cima para mim e derramou um sorrido sobre minha face tapada pelo seu corpo.Acho que a vi voar mais baixo,mas não sei dizer...
Num dia,choveu muito e o pátio ficou cheio de água,quase nem dava para passar.Clara,pela primeira vez estava no chão entre as meninas e olhou para mim sorrindo,daquele mesmo jeito de quando estava voando.Olhei para seu peito branco e vi seu coração acelerar,ela não o escondeu porque jamais faria isso.
Nessa mesma hora,como mágica o céu se abriu.Clara pegou minha mão e me levou junto em seu vôo,nas asas da liberdade.
Já não via mais seu coração,mas o sentia bater quente e forte junto ao meu.
Clara voava agora mais baixo,mas nunca mais me deixou colocar os pés no chão.
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